A paixão da destruição é, ao mesmo tempo, uma paixão criadora

„Laßt uns dem ewigen Geiste vertrauen, der nur zerstört und vernichtet, weil er der unergründliche und ewig schaffende Quell alles Lebens ist. Die Leidenschaft der Zerstörung ist zugleich eine schaffende Leidenschaft!“

Trecho final de Die Reaktion in Deutschland (1842) de Mikhail Bakunin

Confiemos no espírito eterno, que só destrói e aniquila porque é a fonte insondável e eternamente criadora de toda a vida. A paixão da destruição é, ao mesmo tempo, uma paixão criadora.

“Destruição” não é mero niilismo, mas momento necessário da dialética histórica herdada de Hegel: o “negativo” que aniquila o “positivo” envelhecido para que uma nova forma de vida social possa emergir. A destruição do velho Estado e da ordem estabelecida é apresentada como condição para o surgimento de uma liberdade efetiva e de novas instituições.

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