O vazio constitutivo

Djenane Machado

O sujeito da psicanálise desde sua origem é referido ao outro, pois o nosso desejo é interpretado por outras pessoas. Para ilustrar, quando o bebê chora é sua mãe (ou sua cuidadora) quem interpreta: “ah, esse choro é de sono, esse é de fome…” E assim vamos crescendo através dos olhares dos outros. A estruturação do desejo se dá através da estruturação dos laços afetivos com o outro, em que as necessidades do sujeito se transformam em demanda de que o outro o ame. Esta demanda de amor é inesgotável e, portanto, impossível de ser atendida/satisfeita. É então, que se instaura no sujeito o chamado “vazio constitutivo”, ou seja, o desejo sempre insatisfeito e, é justamente este que move a vida.

O impossível em jogo na pulsão é que das Ding, o objeto primeiro, não existe, de forma que a satisfação total nunca passa de um horizonte para o sujeito. (Marlos Terêncio – Um percurso psicanalítico pela mística de Lacan e Freud)

O mal-estar na civilização é o mal-estar dos laços sociais. (Freud)

via: https://www.fasdapsicanalise.com.br/solidao-pela-perspectiva-psicanalitica/

Marlos Terêncio – Um percurso psicanalítico pela mística de Lacan e Freud

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End of Shift

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Oh mia patria, sì bella e perduta!

BandeiradoBrasil2014

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The Apple

via: https://www.marcodeangelisart.com/umorismo/umorismo01.html

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Gregory Ferrand art

via : https://www.instagram.com/p/CasF6wWOXRc/

https://www.etsy.com/shop/GregoryFerrand

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DREW FRIEDMAN fine art prints

1966 TV SOUL
FRANK ZAPPA

via: https://drewfriedman.net/index.html

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Toda dualidade explícita é uma unidade implícita. – Alan Watts

Tudo é Duplo; tudo tem polos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados.” (O Caibalion)

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ladies war

Grandmothers on the Edge of Heaven by Elena Subach

by http://www.fabiomiguelroque.com
ANNE COLLIER (B. 1970) Woman Crying
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Whiplash girlchild in the dark

via: https://www.instagram.com/p/CSewjLDjmoW/

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Deleuze & Parnet: Dialogues II

𝐁𝐞𝐜𝐨𝐦𝐢𝐧𝐠 𝐈𝐬 𝐈𝐧𝐯𝐨𝐥𝐮𝐭𝐢𝐧𝐠, 𝐍𝐞𝐢𝐭𝐡𝐞𝐫 𝐑𝐞𝐠𝐫𝐞𝐬𝐬𝐢𝐨𝐧 𝐍𝐨𝐫 𝐏𝐫𝐨𝐠𝐫𝐞𝐬𝐬𝐢𝐨𝐧
 
”What matters on a path, what matters on a line, is always the middle, not the beginning or the end.
 
We are always in the middle of a path, in the middle of something.
 
The boring thing about questions and answers, about interviews, about conversations, is that usually it’s a matter of taking stock: the past and the present, the present and the future.
 
This is why it is even and always possible to say of an author that his first work already contains the whole, or on the contrary that he is ceaselessly renewing himself, transforming himself.
 
In every case it is the theme of the embryo which evolves, sometimes on the basis of a preformation in the seed, sometimes on the basis of successive structurations. But the embryo, evolution, are not good things.
 
Becoming does not happen in that way. In becoming there is no past nor future-not even present, there is no history.
 
 
In becoming it is, rather, a matter of involuting; it’s neither regression nor progression.
 
To become is to become more and more restrained, more and more simple, more and more deserted and for that very reason populated.
 
This is what’s difficult to explain: to what extent one should involute. It is obviously the opposite of evolution, but it is also the opposite of regression, returning to a childhood or to a primitive world.
 
To involute is to have an increasingly simple, economical, restrained step.
 
It is also true for clothes: elegance as the opposite of the overdressed where too much is put on, where something more is always added which will spoil everything.
 
Experimentation is involutive, the opposite of the overdose. It is also true of writing; to reach this sobriety, this simplicity which is neither the end nor the beginning of something.
To involute is to be ‘between’, in the middle, adjacent.”
 
(Deleuze & Parnet: Dialogues II, Columbia University Press, 2007, p. 28ff.)
 
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Signe – J. DERRIDA

Signo é aquilo que , não tendo em si verdade, condiciona o movimento e o conceito da verdade. 

pupets

O conceito clássico de signo estabelece-se em uma estrutura de remissão e de substituição.

O signo representa o presente em sua ausência, o substitui.

juien opie

Juien Opie

Quando não se pode tomar ou mostrar a coisa, passamos pelo desvio do signo.

skull

A circulação dos signos difere o momento em que poderíamos encontrar a própria coisa.

 

uncov

via: Glossário de Derrida - Supervisão de Silviano Santiago

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Desvendamento e Descentramento – DERRIDA

A partir da leitura desconstrutora do texto artístico, observa-se que o significado não possui mais um lugar fixo (centro), mas, sim, passa a existir enquanto construção substitutiva que, na ausência de centro ou de origem, faz com que tudo se torne discurso e a produção da significação se estabeleça mediante uma operação de diferenças.

Dessa forma, eliminando-se qualquer referência a um centro, a um sujeito, e não mais se privilegiando aspecto algum sob o disfarce da “origem”, a atividade insterpretativa, com base na polissemia do texto artístico, vai permanecer sempre imcompleta, ou noutras palavras, nunca pretendendo chegar a esgotar o significado do objeto-texto na sua totalidade.

Não existe significado último, verdadeiro, oculto, que a elaboração analítica vai descobrir. A descoberta é a apreensão da coexistência mútua de várias direções significantes num mesmo conceito ou metáfora.

via: Glossário de Derrida - Supervisão de Silviano Santiago

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Override

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