HeliTest

Posted in Body | Leave a comment

ALTURAS DE MACHU PICHU

Pablo Neruda

No eras tú, muerte grave, ave de plumas férreas,
Não eras tu, morte grave, ave de plumas férreas,
la que el pobre heredero de las habitaciones
a que o pobre herdeiro das casas
llevaba entre alimentos apresurados,
levava entre alimentos apressados,
bajo la piel vacía:
sob a pele vazia:
era algo, un pobre pétalo de cuerda
exterminada:
era algo, uma pobre pétala de corda
exterminada:
un átomo del pecho que no vino al
combate
um átomo de tórax que não veio ao
combate
o el áspero rocío que no cayó en la
frente.
ou o áspero orvalho que não caiu no
rosto.
Era lo que no pudo renacer, un pedazo
Era o que não podia renascer, um pedaço
de la pequeña muerte sin paz ni
territorio:
da pequena morte sem paz nem
território:
un hueso, una campana que morían
um osso, um sino que morriam
en él.
nele.
Yo levanté las vendas del yodo,
Eu levantei as vendas do iodo,
hundí las manos
mergulhei as mãos
en los pobres dolores que mataban
nas pobres dores que matavam 
la muerte,
a morte,
y no encontré en la herida sino una
e só encontrei na ferida uma
racha fría
rajada fria
que entraba por los vagos intersticios
que entrava pelos vagos interstícios
del alma.
da alma.

Tradução: Régis Bonvicino
ruth-thorne-thomson

post: http://regisbonvicino.com.br/catrel.asp?c=3

Posted in Mind | Leave a comment

TRIBOBÓ LITORAL CITY – Cia de Teatro UFPR Litoral

teatro tribobo litoral city

TEXTO: Maria Clara Machado

ADAPTAÇÃO: Criação Coletiva

DIREÇÃO: Alaor Carvalho

CRIAÇÃO MUSICAL: Rafael Dauer

PREPARAÇÃO VOCAL: Mauro Silva

COREOGRAFIA: Criação Coletiva

SONOPLASTIA: Paulo Ricardo do Rosário de Carvalho e Ana Carolina de Oliveira

ILUMINAÇÃO: Valéria da Silva Gomes

PROGRAMAÇÃO: Paulo Ricardo do Rosário de Carvalho

CRIAÇÃO DE FIGURINO: Soraya Sugayama

CONFECÇÃO DOS FIGURINOS: Noeli Santana

CENÁRIO: Soraya Sugayama

CENOTECNIA: Clariana Bozzo

ADEREÇOS: Jessé Castro Ramos

PRODUÇÃO: Jho Luarte e Lidiane Silveira

IMG_1432 IMG_1433 IMG_1434 IMG_1444 IMG_1446 IMG_1453 IMG_1461 IMG_1465 IMG_1468 IMG_1477 IMG_1478 IMG_1484 IMG_1489 IMG_1492 IMG_1496 IMG_1500 IMG_1501 IMG_1503 IMG_1506 IMG_1509 IMG_1511 IMG_1518

Fotos: LEGeara

Posted in Body | Leave a comment

Spectator

Spectator

Posted in Body | Leave a comment

Picasso’s Light

Picassos light Picassos light1

Posted in Body | Leave a comment

I Stand in Solidarity with Tibet

 

Home

http://standupfortibet.org/

 

Posted in Body | Leave a comment

Niemeyer global – por José Guilherme | Zoropa

A morte de Oscar Niemeyer é tratada pela imprensa brasileira sob um ângulo em particular: grande parte dos elogios ao “gênio” vêm do fato de ter contribuído para a glorificação do Brasil no estrangeiro. É verdade que isso ocorreu, ampla e continuadamente. Mas a ênfase posta aí revela as dinâmicas persistentes de um complexo.

O telenoticiário Jornal da Globo, ainda na noite de quinta-feira (5/12), gastou mais da metade do tempo dedicado a Niemeyer mostrando a circulação internacional do arquiteto, recortando obituários e manchetes várias, pinçadas de jornais da Europa e do Mundo. As repercussões de primeira hora homenageavam o demiurgo em diversas línguas. Nada de mais, apenas notícias: “Morre Oscar Niemeyer”, “Oscar Niemeyer morre”. Para a Globo, eram confirmações de alguma coisa.

O crítico de cinema Paulo Emilio Salles Gomes já havia tematizado o problema falando, nos anos de 1960, sobre os “carmas” de um país cuja autovalorização, em geral, exige primeiramente um reconhecimento no exterior e pelo exterior. Na linha do “yes we can” (adotado também por Lula e explorado pelo marketing político do ex-presidente), a Globo valeu-se de um video de Oscar, antigo, no qual o artista dizia algo assim: “isso [meus projetos] é tudo para mostrar que nós também podemos fazer as coisas“. A frase, de evidente acerto e pertinência, caiu como uma luva para os propósitos de William Waack: montar a narrativa de uma personagem heroica, que furou a marginalização internacional da produção artística brasileira e foi aceita como igual por seus colegas europeus e norte-americanos. É a narrativa “padrão global”: a mesma da qual a emissora se valeu para o necrológio de Tom Jobim, há exatos 18 anos. Mas, a essa altura do campeonato, ainda temos dúvida sobre podermos ou não podermos fazer as coisas? Parece que sim. Pois como diria o mestre Hegel, aquele das dialéticas estranhas, onde há muita afirmação, na verdade existe muita incerteza.

Helical staircase by Oscar Niemeyer as part of the Ministry-of-External-Relations in Brasilia por francoiswissA importância de Oscar Niemeyer para a cultura brasileira é muito maior do que servir às conveniências do ufanismo mordaz. Afinal, Niemeyer amou e divulgou o Brasil, largamente, mas foi também um grande crítico das nossas iniquidades cínicas e obtusas. Nessa linha, a Globo mostrou, por exemplo, o período de exílio do arquiteto, seguido ao golpe militar de 1964. Mas o fez com um certo comedimento. Na seleção de alguns trechos de arquivo, exibiu um pequeno fragmento no qual o otimismo marcante do arquiteto frisava os efeitos positivos do seu próprio banimento sobre a intensificação de sua atuação fora do Brasil.

O trecho, que talvez estivesse ali para mostrar o lado bom das coisas ruins, encalacrou a narrativa do telejornal em uma espécie de paradoxo. Para se ter uma ideia da encrenca, basta pensar no caso de outros conterrâneos cuja carreira doméstica foi prejudicada pelo golpe, e cuja circulação internacional foi extremamente favorecida pela necessidade de exilar-se: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Celso Furtado, fernando henrique cardoso e assim por diante. Há muitos outros nomes a serem postos numa lista dessas. À medida que o tempo passa, é cada vez mais retumbante a quantidade de brasileiros brilhantes e inventivos que o regime militar de 64-85 “botou para correr”. Alguns deles, como Niemeyer, foram capazes de refazer suas vidas impulsionados por uma força interior a toda prova. Quanto a isso, não resta dúvida no caso do homenageado: ninguém vive 104 anos sem dispor de uma energia acima da média e de grande interesse pela vida. Se algo ainda paira como pergunta, não é se podemos ou não podemos fazer as coisas, mas sim “quando vamos fazê-las?”. Quando seremos capazes de organizar cidades menos estúpidas e truncadas e “por que não o fazemos?”. Criatividade e talento já temos, há décadas.

Brazil.Brasilia.01

No caso específico de Oscar Niemeyer, por fim, a importância de um reconhecimento “de fora para dentro” não é pertinente nem sequer como cronologia. Embora fosse internacionalmente conhecido desde já os anos de 1930, Niemeyer gozou de bastante prestígio interno antes de ingressar para valer no star system da arquitetura mundial, sob a égide da mirabolante construção de Brasília. Sua contribuição fundamental para o país — e para o Mundo — está no fato de ter imaginado e erguido sínteses plásticas improváveis. Sua fama internacional é apenas uma decorrência desta originalidade intrigante, observada e admirada. Essa fama é o que menos importa. Mas não para a Rede Globo. No programa de Waack e Pelajo, sobrou exaltação. Faltou Brasil, faltou arquitetura e, sobretudo, faltou Niemeyer.brasilia_plane

a ideologia dos “anos dourados”
Muito melhor do que Waack foi o “tropicalista” Gilberto Gil, que — em artigo para O Estado de S. Paulo ontem (6/12) — aproveitou a ocasião para enaltecer o antigo prédio do Ministério da Educação e Saúde, hoje pertencente ao Ministério da Cultura, no centro do Rio de Janeiro. Em seus tempos de ministro, Gil despachou ali, diversas vezes, por gosto e por gesto.

Obra coletiva com a participação destacada de Oscar Niemeyer, erguida no início dos anos de 1940, o prédio do Ministério é um marco da moderna arquitetura brasileira e não foi mencionado em nenhuma das entradas do Jornal da Globo. Supressão? Ignorância? Compreensível?

Aos olhos de um brasileiro médio, Brasília é claramente um milagre embotante: um milagre da política, um milagre da técnica, um milagre de várias ordens. Embora não consensuais, sua força e beleza são evidentes. O “nó da madeira” é que Brasília é também um fato social muito adequado à fabricação da ideia de que o Brasil dos anos 1950 foi um tempo de harmonias inéditas e nunca mais repetidas. Por isso, Brasília vem sempre em primeiro plano: não apenas por ser impressionante, gigantesca, faraônica.

A ideologia dos “anos dourados” é montada às custas de um saudosismo enorme, mas está aí e tem sua força. É uma força inclusive produtiva: é um dado da nossa cultura. Claro, para sustentar a tese dos “anos dourados”, no caso específico da Brasília, é preciso não saber que a “nova capital” foi erguida debaixo dos gritos histéricos de Gustavo Corção e da direita venenosa de Carlos Lacerda, para quem o canteiro do cerrado era apenas um capricho egocêntrico de JK e seus amigos. É preciso não saber que JK quase não assumiu a Presidência, que quase foi vítima de um golpe de estado no final do primeiro ano de seu mandato. É preciso não saber que Vargas suicidou-se em 1954, em meio a um dos mais esquisitos e mal esclarecidos complôs políticos da nossa história. É preciso não saber que havia demandas sociais gritantes, que havia greves, que a “paz aparente” do país era constantemente ameaçada pelos desejos de ruptura institucional udenistas. De todo modo, como a história de Brasília teve o seu “final feliz”, esquecemos de tudo isso. O ensino colegial de história ignora esses pormenores, que engrandeceriam ainda mais os feitos de Niemeyer, Costa, Kubitschek & Cia. É incrível pensar que tenham feito tudo aquilo com o conservadorismo do latifúndio pronto a morder-lhes a canela.

palc3a1cio-capanemaMinistério da Educação e Saúde
Para o prédio do MES, porém, a sina é diferente daquela de Brasília: um “reles” edifício público funcional “perdido” no centro do Rio de Janeiro não tem o poder de chocar e encantar por si só, muito menos a quem não dispõe de repertório cultural e arquitetônico especializado. Por outro lado, também resta observar o quão incômoda parece a ideia de que algo da moderna revolução cultural brasileira possa ter suas raízes no período Vargas, e não tenha brotado diretamente em JK, como emanação de charme. Afinado com essa “recusa”, mesmo que brandamente, o Niemeyer de William Waack “nasceu” com a Pampulha, em 1943. Trocando em miúdos: sempre que é instada a recapitular a história do ciclo virtuoso de inovação e criatividade do Brasil dos anos 1950, a Rede Globo começa a contá-la do “meio para o fim”. Mas isso são longas conversas, para muitas outras horas.

 

post: http://br.noticias.yahoo.com/blogs/zoropa/niemeyer-global-130307898.html

Posted in Mind | Leave a comment

The poetry of John Tottenham

John Tottenham - Second Blush

Posted in Body | Leave a comment

Megan Brian

Laura Palmer

Laura Palmer

http://meganbrain.blogspot.com.br/

Posted in Body | Leave a comment

Out of Line

tumblr_mdvhovaoO81qf66n7o1_1280img (3)EightHourDay_InfinitePossibilities_02matisse-in-bed

Posted in Body | Leave a comment

Bananas are in Season

Posted in Body | Leave a comment

Leila Jeffreys’ cockatoos

Leila Jeffreys’ portraits of Australian cockatoos

 

post: http://www.australiangeographic.com.au/journal/leila-jeffreys-cockatoo-portraits.htm

Posted in Body | Leave a comment

The Sand Master – Calvin Seibert

 

post: http://twistedsifter.com/2012/11/geometric-sand-sculptures-by-calvin-seibert/

Posted in Body | Leave a comment