Os Princípios Religiosos – Samael Aun Weor

Todas as religiões são pedras preciosas engastadas no fio de ouro da divindade.

Guerreiros Toltec - Tula Hidallgo - Mexico

As religiões conservam os valores eternos; não existem religiões falsas.

Todas as religiões são necessárias; todas as religiões cumprem sua missão na vida.

É absurdo dizer que a religião do vizinho não serve e que só a nossa é verdadeira. Se a religião do vizinho não serve, então a nossa também não serve porque os valores são sempre os mesmos.

É estúpido dizer que a religião das tribos indígenas da América é idólatra porque eles também podem dizer que a nossa religião é idólatra. Se nos rimos deles, eles também podem rir de nós. Se dissermos que eles adoram ou adoravam ídolos, eles também podem afirmar que nós adoramos ídolos.

Não podemos desacreditar a religião dos outros sem desacreditar a nossa também porque os princípios são sempre os mesmos. Todas as religiões têm os mesmos princípios.

Sob o sol, toda religião nasce, desenvolve-se, multiplica-se em muitas seitas e morre. Assim tem sido sempre e assim será sempre.

Os princípios religiosos nunca morrem. Podem morrer as formas religiosas, mas os princípios religiosos, isto é, os valores eternos, não morrem jamais. Eles continuam, apenas se revestem de novas formas.

A religião é inerente à vida como a umidade é inerente à água.

Há homens profundamente religiosos que não pertencem a nenhuma forma religiosa.

As pessoas sem religião são conservadoras e reacionárias por natureza. Só o homem religioso consegue a Revolução da Dialética.

Não há motivos que justifiquem as guerras religiosas como as da Irlanda. É absurdo qualificar os outros de infiéis, hereges ou pagãos pelo simples fato de não pertencer à nossa religião.

Seer of Visions

O bruxo que no coração das selvas africanas exerce seu sacerdócio diante da tribo de canibais e o aristocrata arcebispo cristão que oficia na Catedral Metropolitana de Londres, Paris ou Roma apoiam-se nos mesmos princípios, só variam as formas religiosas.

Jesus, o Divino Rabi da Galiléia, ensinou a todos os seres humanos o caminho da Verdade e da Revolução da Dialética.

A Verdade fez-se carne em Jesus e se fará carne em todo homem que conseguir a revolução integral.

Se estudarmos as religiões, se fizermos um estudo comparativo das religiões, em todas elas encontraremos o culto ao Cristo. A única coisa que varia são os nomes dados ao Cristo.

O Divino Rabi da Galiléia tem os mesmos atributos de Zeus, Apolo, Krishna, Quetzalcoatl, Lao-Tsé, Fu- Xi, o Cristo chinês, Buda, etc.

Qualquer um fica assombrado quando faz um estudo comparativo das religiões.Todos os sagrados personagens religiosos que personificam o Cristo nascem no dia 24 de dezembro às 12 horas da noite.

Todos esses sagrados personagens são filhos de imaculadas concepções. Todos eles nascem por obra e graça do Espírito Santo. Todos eles nascem de Virgens, imaculadas antes do parto, no parto e depois do parto.

A pobre e desconhecida mulher hebréia Maria, mãe do Adorável Salvador Jesus Cristo, recebeu os mesmos atributos e poderes cósmicos da deusa Ísis, de Juno, Deméter, Ceres, Vesta, Maia, Monja, lnsoberta, Réia, Cibeles, Tonantzin, etc.

Todas essas deidades femininas representam sempre a Mãe Divina, o Eterno Feminino Cósmico.

O Cristo é sempre filho da Mãe Divina e a ela rendem culto todas as santas religiões.

Maria é fecundada pelo Espírito Santo. Conta a tradição que o Terceiro Logos na forma de uma pomba tornou fecundo o ventre imaculado de Maria.

A pomba é sempre um símbolo fálico. Recordemos a Perístera, ninfa do cortejo de Vênus que foi transformada em pomba pelo amor.

Entre os chineses o Cristo é Fu-Xi. O Cristo chinês também nasce milagrosamente por obra e graça do Espírito Santo.

Passeando a virgem chamada Hua-Tsé pelas margens do rio, pôs seu pé sobre a pegada do Grande Homem. Imediatamente se comoveu, vendo-se rodeada por um esplendor maravilhoso e suas entranhas conceberam. Transcorridos doze anos, no quarto dia da décima lua, à meia-noite, nasceu Fu-Xi, assim chamado em memória ao rio a cujas margens foi concebido.

No antigo México, Cristo é Quetzalcoatl, o qual foi o Messias e o transformador dos toltecas.

Estando um dia Chimamatl só com suas duas irmãs, apareceu-lhes um enviado do céu. As irmãs ao vê-lo, morrem de espanto. Ela, ao ouvir da boca do anjo que conceberia um filho, concebeu naquele instante, sem obra de varão, a Quetzalcoatl, o Cristo mexicano.

Entre os japoneses, o Cristo é Amida que intercede diante da deusa suprema Ten Sic Dai Tain rogando por todos os pecadores.

Amida, o Cristo japonês da religião xintoísta, é quem tem os poderes para abrir as portas do Gokurat, o paraíso.

Os Eddas germânicos citam a Khristos, o deus de sua teogonia, semelhante a Jesus, porquanto também nasceu no dia 24 de dezembro à meia-noite, da mesma forma que Odin, Wotan e Beleno.

Quando alguém estuda o evangelho de Krishna, o Cristo hindu, fica assombrado ao descobrir o mesmo evangelho de Jesus. No entanto, Krishna nasceu muitos séculos antes de Jesus.

Devaki, a virgem hindu, concebeu a Krishna por obra e graça do Espírito Santo. O menino-deus Krishna foi transportado ao estábulo de Nanden e os deuses e os anjos vieram adorá-lo. A vida, paixão e morte de Krishna é similar a de Jesus.

Vale à pena estudar todas as religiões. O estudo comparativo das religiões leva-nos a compreender que todas as religiões conservam os valores eternos, que nenhuma religião é falsa e que todas são verdadeiras.

O Sétimo Selo - Ingmar Bergman

Todas as religiões falam da alma, do céu, do inferno, etc. Os princípios são sempre os mesmos.

Entre os romanos o inferno era o Averno. Entre os gregos era o Tártaro e entre os hindus, o Avitchi.

O céu para os gregos e os romanos era o Olimpo. Cada religião tem seu céu.

Quando terminou a religião dos romanos, quando se degenerou, os sacerdotes converteram-se em adivinhos, marionetes, etc. Porém, os princípios eternos não morreram. Eles revestiram-se com a nova forma religiosa do cristianismo.

Os sacerdotes pagãos que se chamavam augures, druidas, flamens, hierofantes, dionísios ou sacrificadores foram rebatizados no cristianismo com os sagrados títulos de clérigos, pastores, prelados, papas, ungidos, abades, teólogos, etc.

Full Moon

As sibilas, vestais, druidesas, papisas, diaconisas, mênades, pitonisas, etc., foram denominadas no cristianismo com os nomes de noviças, abadesas, preladas superiores, canonisas, reverendas, irmãs, freiras, etc.

Os deuses, semideuses, titãs, deusas, sílfides, ciclopes, mensageiros dos deuses, etc., das antigas religiões, foram rebatizados com os nomes de anjos, arcanjos, serafins, potestades, virtudes, tronos, etc.

Se antigamente se adorava aos deuses, agora seguem sendo adorados, apenas que com outros nomes.

As formas religiosas mudam segundo as épocas históricas e as raças. Cada raça precisa de sua forma religiosa especial.

Os povos precisam de religião. Um povo sem religião é de fato um povo totalmente bárbaro, cruel e impiedoso.

A Revolução da Dialética – V.M. Samael Aun Weor

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