Pulsão designa em psicanálise um impulso energético interno que direciona o comportamento do indivíduo. O comportamento gerado pelas pulsões diferencia-se daquele gerado por decisões, por ser aquele gerado por forças internas, inconscientes, alheias ao processo decisional.
Freud (1930) coloca a pulsão de agressão, pulsão de destruição e também a pulsão de domínio ou vontade de poder e agressividade como expressões da pulsão de morte. Poder e domínio estão ligados à agressividade originária dos seres humanos e, desse modo, em toda forma de dominação o mecanismo psíquico operante tem como “relação-modelo” o par sadismo e masoquismo.
A manipulação do outro como técnica de existência, o triunfo da instrumentalização, só é triunfo se os parceiros funcionarem como instrumentos desta técnica. Em consequência disso, a subjetividade vai sendo reduzida à instrumentalização, estando mais em função da pulsão de agressão, mais especificamente da pulsão de domínio, da vontade de poder. Como disse Freud (1933/1980, p.131), “realmente parece necessário que destruamos alguma outra coisa ou pessoa, a fim de não nos destruirmos a nós mesmos, a fim de nos protegermos contra o impulso de autodestruição”.
Peixoto Jr. (1999, p.270-1) enfatiza que:
Basta um mínimo de instrumentalização dos sujeitos, com a
consequente redução de suas possibilidades simbólicas, para
que a relação perversa se instale, na medida em que eles
passam a emprestar seus bens (seus corpos e seus nomes)
para o gozo de um outro. E basta que este gozo se torne um
sistema de regulação social para que a perversão ganhe o
impulso em direção ao seu estabelecimento como política.
Via:
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-73952011000200007



