Natalya St. Clair
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Natalya St. Clair
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Jung em sua obra Interpretação psicológica do dogma da trindade abordou justamente o mais sagrado dos símbolos cristãos, isto é, o dogma da Trindade, como objeto de investigação psicológica, por estar convencido do seu valor psicológico. Jung considera que se entendermos a Trindade como um processo em três etapas, este processo deveria prolongar-se até chegar à totalidade absoluta, isto é, no símbolo quaternário: “Por isso, os alquimistas representaram a unio mentallis (união mental) pelo Pai e pelo Filho e a união deles pela pomba (Espírito Santo) (aspiratio ou espiração comum ao Pai e ao Filho), mas o mundo corpóreo pelo feminino ou o ‘patiens’ (passivo), a saber, Maria. Assim prepararam eles, a seu modo, pelo espaço de mais de um milênio, o caminho para o dogma da Assumptio (Assunção). Entretanto a partir do dogma e de sua fundamentação, não é ainda evidente por si só a implicação amplíssima de um casamento do princípio paterno, com o que é ‘material’ , isto é, a corporeidade materna” (JUNG, 1990:219-220).

Jung: Trinity versus Quaternity
Segundo Jung, depois de o magistério eclesiástico ter hesitado por longo tempo, e de já haver passado quase um século da declaração da Conceptio Immaculata como verdade revelada, “foi somente em 1950 que o papa achou ser oportuno declarar a Assumptio como verdade revelada, ao ver-se como que impelido por uma corrente popular que se tornava cada vez mais intensa. Tudo parece confirmar que essa declaração dogmática foi motivada principalmente por uma necessidade religiosa das massas cristãs. Por trás disso se encontra o numem arquetípico da divindade feminina, …” (1997:179-180)
Infelizmente Jung não chegou a ter conhecimento em vida da devoção ao Divino Pai eterno, mas certamente ela é uma prova desta necessidade religiosa das massas cristãs, como uma corrente popular que se tornava cada vez mais intensa, e que, curiosamente, ocorreu aqui, em solo brasileiro.
O Divino Pai Eterno, de acordo com a fé cristã Católica é uma concepção ao Deus Pai e sua devoção começou em 1840, quando o casal de lavradores Constantino Xavier Maria e Ana Rosa Xavier encontraram às margens do córrego do Barro Preto, (hoje Trindade, no estado de Goiás, Brasil), um medalhão religioso. Ao conferir, notaram ser um medalhão belíssimo de barro, com tamanho em torno de meio palmo de circunferência. Eles e seus familiares começaram a rezar diante do medalhão encontrado, e a notícia se espalhou e aos poucos outros moradores locais passaram a rezar junto ao medalhão.
Constantino encomendou ao artista plástico Veiga Valle, que morava na cidade de Pirenópolis – GO, que retocasse o medalhão, mas este fez uma réplica em madeira. O Ícone é uma reprodução da figura estampada no medalhão: a representação artística das três pessoas divinas se caracterizam pela imagem da 1º pessoa da Santíssima Trindade,o Pai, Deus Pai; seguido da 2º pessoa da Santíssima Trindade, o Filho, Jesus Cristo; seguido do Espírito Santo, em forma de pomba (como é narrado no evangelho), como 3º pessoa da Trindade, finalmente assim coroando uma quarta pessoa na imagem: Maria Santíssima, mãe de Jesus, que segundo a explicação no portal do site do Divino Pai Eterno: “É a humanidade presente junto ao mistério da Santíssima Trindade” (Site do Divino Pai Eterno:ícone – www.paieterno.com.br)
No Santuário Basílica, o belo medalhão encontra-se guardado, em local secreto. Já a imagem feita pelo famoso artista pode ser vista hoje onde é situado o Santuário Velho. É importante ressaltar que a confecção da imagem a partir do medalhão não alterou a fé dos devotos e nem diminuíram os milagres e graças por eles recebidas. Pelo contrário.
Em meados do século XIX, deu-se o inicio da construção do Santuário do Divino Pai Eterno, quando em 1848 foi construída, coberta de folhas de buriti, a primeira capela. Com o aumento dos fiéis foi necessário a construção de uma capela maior, que foi construída às margens do Córrego Barro Preto. Uma terceira capela foi erguida em 1876. Assim, o primeiro Santuário do Divino Pai Eterno foi inaugurado no ano de 1912, que passou a ser mais conhecido como Santuário Velho, e que atualmente é a Paróquia Matriz de Trindade.
A devoção ao Divino Pai Eterno foi crescendo e para marcar o centenário da Romaria de Trindade, em 1943, o então arcebispo D. Emanuel Gomes de Oliveira, na época arcebispo de Goiás, fez o lançamento da pedra fundamental do atual Santuário Novo. Em 1957 foi apresentado um projeto para a construção do dele. Em 1974 começou a realização da novena e festa do Divino Pai Eterno em torno do local. E somente em 1994, iniciou-se a fase final do prédio e, com ajuda dos romeiros e devotos, a obra foi totalmente concluída
Mas, devido ao aumento do número de fiéis, e pela importância da figura do Divino Pai Eterno na vida religiosa do estado de Goiás e do Brasil, a Arquidiocese de Goiânia enviou um pedido a Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos para que o, até então Santuário do Divino Pai Eterno, fosse elevado à categoria de Basílica Menor. Assim, em 4 de abril de 2006, o Papa Bento XVI concedeu este título ao Santuário e em 18 de novembro de 2006 deu-se a instalação da Sacrossanta Basílica, sendo a única Basílica no Mundo dedicada ao Divino Pai Eterno.
Logo abaixo, a imagem do Divino Pai Eterno e o medalhão de barro original encontrado às margens do córrego do Barro Preto. Nota-se que, apesar da imagem ser quaternária, a devoção é dada apenas ao Deus Pai, em outras palavras, ao Divino Pai Eterno, como símbolo da totalidade.

Via:
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=652689301517094&id=290762547709773
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Todo discurso, segundo Bakhtin, se constitui de uma fronteira do que é seu e daquilo que é do outro. Esse princípio é denominado dialogismo.
Ele coloca a produção e compreensão de todo enunciado no contexto dos enunciados que o precederam e no contexto dos enunciados que o seguirão; assim cada enunciado ou palavra nasce como resposta a um enunciado anterior, e espera, por sua vez, uma resposta sua. O sujeito é visto por Bakhtin como sendo imbricado em seu meio social, sendo permeado e constituído pelos discursos que o circundam. Cada sujeito é um híbrido, ou seja, uma arena de conflito e confrontação dos vários discursos que o constituem, sendo que cada um desses discursos, ao confrontar-se com os outros, visa a exercer uma hegemonia sobre eles. Essa visão contrasta com a visão saussuriana, que por sua idealização, presta à linguagem uma aparência falsa de harmonia, neutralidade e objetividade.
Para Bakhtin a linguagem é vista dessa forma, como arena de conflitos, é inseparável da questão do poder; para ele, cada signo, mais do que um mero reflexo, ou substituto da realidade, é materialmente constituído no sentido de ser produzido dialogicamente no contexto de todos os outros signos sociais. O que acontece com o indivíduo enquanto ser social acontece também com a comunidade; ou seja, como um indivíduo, a comunidade também se constitui em arena de conflito de discursos concorrentes, um fenômeno que Bakhtin chama de polifonia ou heteroglossia. Segundo esses conceitos, cada língua, como cada indivíduo, é formada por variantes conflitantes – sociais, geográficas, temporais, profissionais etc. – todas sujeitas à questão do poder. O poder é instável e mutável, sob constante ameaça dos outros elementos da polifonia que visam desalojar o elemento que, porventura, seja o dominante em dado momento. Essa caracterização do poder aponta para a necessidade da negociação.
via:
http://professorrobsonsilva.blogspot.com.br/2011/07/visao-bakhtiniana-da-linguagem.html
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Fedro afirma que o amor entre os homens virtuosos e os homens mais jovens é o tipo de amor mais elevado, e o principal estímulo para uma vida nobre. De tudo o que o ser humano pode ter – vínculos do sangue, dignidade e riquezas – nada no mundo pode, como Eros, fazer nascer a beleza. É o Eros que insufla os homens a grandes brios. Só os que amam sabem morrer um pelo outro.
Pausânias faz uma distinção entre dois amor, colocando o amor carnal de um lado e o amor da virtude e do filósofo, que é o amor divino, do outro. – Atender ao Eros Vulgar é prender-se à cobiça, à iniquidade e aos caprichos da matéria. Para atender ao Eros celeste, deve agir segundo os cânones da justiça e da beleza celeste.
Erixímaco afirma que o amor é o domínio da harmonia que concilia elementos opostos no corpo. Educado nas artes médicas, quer completar o discurso de Pausânias, dizendo que o Eros não existe somente nas almas dos homens, mas em muitos outros seres: nos corpos dos animais, nas plantas que brotam da terra, em toda natureza. Para ele, a natureza orgânica comporta dois eros: saúde e doença, e que “o contrário procura o contrário”. Um é o amor que reside no corpo são; o outro é o que habita no corpo enfermo. Tal qual a medicina, que procura a convivência entre os contrários, o amor deve procurar o equilíbrio entre as necessidades físicas e espirituais.
Aristófanes que ridiculariza a séria discussão começa o seu discurso enfatizando o total desconhecimento por parte dos homens acerca do poder de Eros. Para conhecer esse poder, ele diz que é preciso antes conhecer a história da natureza humana e, dito isto, passa a descrever a teoria dos andróginos, que é o mito da nossa unidade primitiva e posterior mutilação. Segundo Aristófanes, havia inicialmente três gêneros de seres humanos, que eram duplos em si mesmos: havia o gênero masculino masculino masculino, o feminino feminino feminino e o masculino feminino masculino, o qual era chamado de Andrógino, o corpo era originalmente circundado por quatro braços e orelhas, duas faces etc. Os deuses, para nos punir, partiu-os em dois, e desde então, as metades procuram-se com o intuito de se reunirem no amor.
Agaton diz que o Amor é o mais jovem e mais belo dos deuses, dotado de todas as virtudes. Critica os seus antecessores, pois acha que eles enalteceram Eros sem contudo explicar a sua natureza. Ele diz: “Para se louvar a quem quer que seja, o verdadeiro método é examiná-lo em si mesmo para depois enumerar os benefícios que dele promanam”. Diz, ao contrário de Fedro, que Eros é um deus jovem. Depois passa a enumerar as suas virtudes, ou seja, a justiça, a temperança e a potência desse deus.
Sócrates afirma que ao começar com um amor composto pela beleza física, o indivíduo conhece o espírito ideal da beleza em si. Dessa forma, ele passa a fazer parte da divindade do Amor. afirma que o amor é algo desejado, mas este objeto do amor só pode ser desejado quando lhe falta e não quando possui, pois ninguém deseja aquilo de que não precisa mais. Segundo Platão, o que se ama é somente “aquilo” que não se tem. E se alguém ama a si mesmo, ama o que não é. O “objeto” do amor sempre está ausente, mas sempre é solicitado. A verdade é algo que está sempre mais além, sempre que pensamos tê-la atingido, ela se nos escapa entre os dedos.
Alcibíades procura muito mais fazer um elogio a Sócrates do que discorrer sobre o amor.
via:
http://www.sergiobiagigregorio.com.br/filosofia/banquete-de-platao-um-resumo.htm
Série Rosari: Filosofia História concisa da Filosofia: de Sócrates a Derrida – Derek Johnston






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http://thisisnthappiness.com/post/121853966489/20-words-youre-probably-misusing
Atget não se deslocava. Não poderia, portanto, agir como o compatriota Henri Cartier-Bresson (1908-2004) anos depois, sempre de posse de uma câmera portátil. Mesmo imóvel diante de seu objeto, e ao captar devidamente a perspectiva e a luz, Eugène Atget entrou na história da fotografia como um dos primeiros responsáveis a registrar o pulsar da rua. A foto Passy, passage des eaux, tirada por volta de 1901, mostra uma perfeita escadaria e o calçamento de pedras lado a lado, rumo ao ponto de fuga, assemelhado a um portão. As linhas geométricas são perfeitas, como as de uma pintura da Renascença. A simetria, exemplar. E a iluminação, obtida em dia cinzento e frio, faria inveja a qualquer fotógrafo contemporâneo.
“A passagem do sem-arte à arte é uma especificidade da fotografia”, sustenta o autor François Soulages em entrevista. “Como uma coisa só assume seu sentido em função das relações que mantém com outras coisas, a arte fotográfica deve ser estudada em função de sua relação com outras artes.” Que tal a pintura? Cartier-Bresson foi formado dentro dela, e os fotógrafos de que gostava tinham “um olho de pintor”. O capítulo que Soulages lhe dedica é um dos melhores, o que não chega a surpreender. Igualmente excelente no tocante à escrita, Bresson deixou explícitos seus raciocínios.
Se a estrutura da foto era bela, dizia Bresson, isto, a seu ver, ocorria porque remetia à pintura. Mas, para Bresson, a fotografia não poderia rivalizar com aquela arte. “Nós atingimos uma coisa menos permanente que os pintores”, acreditava. O fotógrafo deveria enxergar como um pintor, sem esperar, de posse de uma câmera, transformar-se em um. Isto porque, ao contrário daqueles, os fotógrafos dependeriam de momentos únicos, transcorridos sem a sua interferência. Os artistas da câmera seriam, em verdade, como caçadores, tranquilamente à espreita da caça. “É necessário ser sensível, tentar adivinhar, ser intuitivo” para fotografar bem, dizia. Mas a vivacidade, a intuição e a geometria deveriam ser cultivados se eles almejassem à essência.http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=10&i=6446
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http://sosfotografia.blogspot.com.br/2011/02/livro-estetica-da-fotografia-perda-e.html