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Yes it is!
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Stirnerismo
Johann Caspar Schmidt – Max Stirner – Christian Ferrer
A filosofia de Stirner, desenvolvida ardorosa e amplamente em O Único e sua Propriedade, consiste numa defesa cerrada da personalidade humana confrontada à sociedade e ao Estado. A máxima de Stirner resume-se à ideia de que a missão de uma pessoa consiste em chegar a ser ela mesma, reconhecer o que lhe é próprio, assumir que nada existe acima dessa “propriedade”, e que, o que não constitui “o próprí de si mesmo deve ser posto em condição de tensão para tornar evidente o que está em afinidade com a autonomia pessoal e o que lhe é prejudicial e perigoso.
A única propriedade verdadeira de uma pessoa é, então, ela mesma, todavia, paradoxalmente, para sê-lo de maneira autentica, é preciso tomar posse de si mesmo. Só a partir deste centro de gravidade é possível vincular-se livremente com a “sociedade”. Stirner conclui que o Estado é necessariamente rival do indivíduo, que a instituição hierárquica, por sua própria essência, é anti-individualista. contrária à vontade pessoal. A pedra de toque da autonomia reside na personalidade, no caráter, essa substância que podemos moldar e construir como um projeto, do modo como uma pessoa procede à educação de si mesma. E com essa auto-educação o “Único” descobre o enorme poder que se encontra em germe em cada pessoa singular. Este é o princípio irrevogável sobre o qual constitui sua fortaleza argumentativa. O livro não é outra coisa senão um “canto” à liberdade individual, escrito sob a forma de tratado de filosofia, cuja radicalidade é inédita, mas cujo campo de tensões ideológicas é característico daquela época. O imperativo categórico individualista estava no “ar”, e Stirner captou-o intuitivamente muito antes dos demais. Suas ideias podem ser entendidas, além do mais, como antecessoras e habitualmente não reconhecidas às de Friedrich Nietzsche e do existencialismo posterior. Em suma, Stirner foi o metafísico do anarquismo, quem descobriu algo evidente, todavia, muito difícil de assumir sem tirar as conclusões ontológicas e políticas que isso supõe: que toda pessoa em última instância, é única.
Sua época foi marcada pelo início da escolarização maciça, uma das afirmações fundamentais do projeto iluminista. A saga da escola pública foi promovida como o combate mortal contra o “flagelo do analfabetismo”. Todavia, Stirner não acreditava que a alfabetização equivaleria à educação de homens livres. Até então, a educação consistira na formação estamental do “gosto” e das maneiras cortesãs, ou então, na especialização de uns poucos em ofícios específicos. Ou ainda, modos de adquirir habilidades intelectuais aptas para gerir as relações entre grandes senhores ou adquirir maestria numa arte a partir do saber de um homem já experimentado na matéria. O iluminismo, ao contrário, pensou a educação como meio para formar cidadãos livres, emancipados da tutela religiosa e das pressões autocráticas. No entanto, a igualdade entre seres emancipados do Antigo Regime não era o projeto de Stirner. Era a “igualdade, não com os demais, mas consigo mesmo” o que o concernia como filósofo, e isso estava fora de questão entre os pedagogos do século XIX, pois a ideia de unicidade sequer era pressentida. ‘As liberdades do querer“, via régia da modelação de si mesmo, transcendiam as filosofias da consciência. Para as duas escolas pedagógicas que Stirner critica, a humanista e a realista, uma preocupada com a formação clássica, a outra, em dotar os cidadãos de saberes cívicos e saberes aptos a “ganhar a vida”, a educação não era outra coisa senão a acumulação de conhecimentos, e, na verdade, conquanto aparentem posições contrárias, não deixam de ser equivalentes. Em contrapartida, Stirner entende a educação como nutrição do espírito, como um modo de personalização do saber, como meio para a formação do caráter. Quando o saber é pensado como matéria prima a ser transmutada em vontade, entendemos que a essência do conhecimento consiste em favorecer as metamorfoses do Ser. Para Stirner, o ser humano é uma crisálida perpétua.
Hoje sabemos que o projeto do humanismo está em ruínas, e que sua grandeza, bem como sua debilidade, consistiu num imenso esforço para transformar a parte “animal” dos seres humanos num apêndice da razão.
Numa época passada, as práticas ascéticas cristãs tentavam, com outros instrumentos pedagógicos e um centro de gravidade distinto, alcançar o mesmo resultado. De agora em diante, a pedagogia deve pensar-se a partir de seu fracasso anterior. Stirner foi um dos primeiros a assumir que a substância a ser objeto de um pensamento pedagógico era a própria existência, a vida, e que, para isso, não necessita apenas de liberdade de pensamento, mas também de liberdade de personalidade. Encontramo-nos agora com a mesma disjuntiva que Max Stirner enfrentou: criação ou domesticação. Caso se escolha a primeira opção, o conhecimento é somente — e tão-somente — um instrumento para abrir caminho rumo ao mistério de si mesmo.
Christian Ferrer
O Falso Princípio de nossa Educação
via:
http://confrariadosdespertos.blogspot.com.br/2011/01/max-stirner-autor-de-um-unico-livro.html
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John Vassos’ Fears
via:
http://socks-studio.com/2013/11/20/depicting-human-phobia-the-illustrations-of-john-vassos/
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l’année prochaine à Marienbad (1959)
Tout le film est l’histoire d’une persuasion : il s’agit d’une réalité que le héros crée par sa propre vision, par sa propre parole. 
Cela se passe dans un grand hôtel, une sorte de palace international. Un inconnu erre de salle en salle, longe d’interminables corridors. Son œil passe d’un visage sans nom à un autre visage sans nom. Mais il revient sans cesse à celui d’une jeune femme. Et voilà qu’il lui offre un passé, un avenir et la liberté. Il lui dit qu’ils se sont rencontrés déjà, lui et elle, il y a un an, qu’ils se sont aimés, qu’il revient maintenant à ce rendez-vous fixé par elle-même, et qu’il va l’emmener avec lui.
L’inconnu est-il un banal séducteur ? Est-il un fou ? Ou bien confond-il seulement deux visages ? La jeune femme, en tout cas, commence par prendre la chose comme un jeu. Mais l’homme ne rit pas. Obstiné, grave, sûr de cette histoire passée que peu à peu il dévoile, il insiste, il apporte des preuves… Et la jeune femme, peu à peu, comme à regret, cède du terrain. Puis elle prend peur. Elle se raidit. Elle ne veut pas quitter cet autre homme qui veille sur elle et qui est peut-être son mari. Mais l’histoire que l’inconnu raconte prend corps de plus en plus, irrésistiblement, elle devient de plus en plus vraie. Le présent, le passé, du reste, ont fini par se confondre, tandis que la tension croissante entre les trois protagonistes crée dans l’esprit de l’héroïne des phantasmes de tragédie : le viol, le meurtre, le suicide. 
Puis soudain, elle va céder… Elle a déjà cédé, en fait, depuis longtemps. Après une dernière tentative pour se dérober, elle semble accepter d’être celle que l’inconnu attend, et de s’en aller avec lui vers quelque chose, quelque chose d’innommé, quelque chose d’autre : l’amour, la poésie, la liberté… ou, peut-être, la mort… Alain Robbe–Grillet

Cela se passe dans un grand hôtel, une sorte de palace international. Un inconnu erre de salle en salle, longe d’interminables corridors. Son œil passe d’un visage sans nom à un autre visage sans nom. Mais il revient sans cesse à celui d’une jeune femme. Et voilà qu’il lui offre un passé, un avenir et la liberté. Il lui dit qu’ils se sont rencontrés déjà, lui et elle, il y a un an, qu’ils se sont aimés, qu’il revient maintenant à ce rendez-vous fixé par elle-même, et qu’il va l’emmener avec lui.
L’inconnu est-il un banal séducteur ? Est-il un fou ? Ou bien confond-il seulement deux visages ? La jeune femme, en tout cas, commence par prendre la chose comme un jeu. Mais l’homme ne rit pas. Obstiné, grave, sûr de cette histoire passée que peu à peu il dévoile, il insiste, il apporte des preuves… Et la jeune femme, peu à peu, comme à regret, cède du terrain. Puis elle prend peur. Elle se raidit. Elle ne veut pas quitter cet autre homme qui veille sur elle et qui est peut-être son mari. Mais l’histoire que l’inconnu raconte prend corps de plus en plus, irrésistiblement, elle devient de plus en plus vraie. Le présent, le passé, du reste, ont fini par se confondre, tandis que la tension croissante entre les trois protagonistes crée dans l’esprit de l’héroïne des phantasmes de tragédie : le viol, le meurtre, le suicide. 
Puis soudain, elle va céder… Elle a déjà cédé, en fait, depuis longtemps. Après une dernière tentative pour se dérober, elle semble accepter d’être celle que l’inconnu attend, et de s’en aller avec lui vers quelque chose, quelque chose d’innommé, quelque chose d’autre : l’amour, la poésie, la liberté… ou, peut-être, la mort… Alain Robbe–Grillet

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