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A Poesia de – Carlos Pena Filho
A Solidão e Sua Porta
Quando mais nada resistir que valha
a pena de viver e a dor de amar
E quando nada mais interessar
(nem o torpor do sono que se espalha)
Quando pelo desuso da navalha
A barba livremente caminhar
e até Deus em silêncio se afastar
deixando-te sozinho na batalha
Arquitetar na sombra a despedida
Deste mundo que te foi contraditório
Lembra-te que afinal te resta a vida
Com tudo que é insolvente e provisório
e de que ainda tens uma saída
Entrar no acaso e amar o transitório.
“Jamais existiu um Estado sem “Hegemonia” (Gramsci)
E, em substância, a luta entre duas classes que se disputam o poder é, antes de tudo, uma luta entre duas “Hegemonias” No diagnóstico gramsciano, o “Senso Comum” é uma visão de mundo acrítica, difundida (pelas classes dominantes) no seio das classes subalternas (proletariado urbano e rural), constituindo-se, assim, num eficaz instrumento de dominação ideológico-cultural e, ipso fato, de afirmação da “Hegemonia” burquesa. Este entendimento harmoniza-se com um clássico conceito marxista, que sublinha: “as idéias dominantes, em todas as épocas, sempre foram idéias da classe dominante”. Há um texto de I. Simionatto (Ed.Cortez/95), bastante ilustrativo que complementa esta parte: ….“a “Hegemonia” cria a subalternidade (social) de outras classes, não apenas pela submissão à força, mas também pela submissão às idéias… A classe dominante repassa a sua ideologia (concepção de mundo) e realiza o controle do “Consenso” através de uma rede articulada de aparelhos culturais – que Gramsci chama de “Aparelhos Privados de Hegemonia” e o ilustre Professor Jorge Boaventura, da ESG, muito apropriadamente, denomina de “Centros de Prestígio e de Irradiação Cultural”. Estes aparelhos (que correspondem às “casamatas” e “fortificações” da “Sociedade Civil”) compreendem: Escolas, Universidades, Igrejas, Mídia (Rádio, TV, Jornais, Revistas, etc), Associações Intelectuais, Culturais, Corporativas, Sindicatos, Editorialismo, Literatura, Crítica, Cinema, Artes em geral, ONGs, etc. “Através desses aparelhos é que é imposta às classes subalternas a submissão passiva e feito o repasse ideológico (isto é, o próprio “Senso Comum”)”.
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Nietzsche – Da Prudência com os homens
E aquele que não quiser morrer de sede entre os homens deve aprender a beber em todos os vasos, e aquele que quiser permanecer limpo entre os homens deve aprender a lavar-se em água suja. (Assim falava Zaratustra)
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Galeria – Ipseidade Sartriana
A consciência não pode coincidir imediatamente com o seu ser, ela deve existir transcendendo esse ser.
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Diferentes tipos de Imagens de Stock para uso Comercial e Editorial
Imagens de stock são divididas em duas categorias principais, Direito Controlado (DC) ou Rights Managed (RM) em Inglês e Royalty-Free (RF).
Royalty-Free (RF)
Para imagens Royalty-Free você tem “quase” que uso ilimitado. Você pode usar a imagem virtualmente em quase todas as aplicações/usos/mídias, durante o tempo que precisar, em quanto projetos quiser desde que esteja de acordo com os termos da licença de uso de imagens fornecida pelo do banco de imagens de onde esta licenciando a imagem em questão. Quando digo “quase” acima, é que tem exceções como por exemplo, usar a imagem para fins difamatórios, pornográficos, vinculados a campanhas de cigarros, etc … tudo isto é vedado/proibido e na licença de uso da imagem que nada mais é do que um documento, tipo contrato que rege as regras do licenciamento da imagem na modalidade royalty-free, com certeza diz tudo isto! A imagem fica a sua disposição para o uso, a partir do instante em que comprar a licença de uso da mesma. Após pagar o valor do licenciamento da imagem, nenhum royalty adicional será devido por você.
Direito Controlado (DC)
As imagens de direito controlado, o seu direito de usar a imagem é tipicamente restrito, com limitações do tipo, duração de uso, região geográfica de uso, indústria, mídias, etc … de acordo com o seu acordo de licenciamento.
Em outras palavras, a licença é dada para estas variáveis acima e o seu preço final dependerá tbém das mesmas, por isto diga exatamente por quanto tempo, em que lugar, quais usos ou mídias , em qual indústria pretende fazer uso da imagem para que adquira a licença de acordo com suas necessidades para que então fique protegido e despreocupado evitando assim possíveis usos indevidos de sua parte.
Posso usar imagens Royalty-Free de graça?
Não. Royalty-Free significa que quando a licença é paga, as imagens podem ser usadas por quantas vezes quiser, por tempo indeterminado, sem que tenha que pagar taxas adicionais, mas a licença inicial é necessária para que proteja a você e aos seus clientes. Quando você licencia uma imagem royalty-free, você pode usar em “quase” todas as aplicações, por quanto tempo quiser, de acordo com o termo de licenciamento de imagem (embora para alguns usos é necessária uma licença adicional). O custo é sempre dado de acordo com o tamanho do arquivo/foto.
Postado por Gianfranco Coppola em Licenciamento de Imagens http://licenciamentodeimagens.com/licenciamento-de-imagens/licenciamento-de-imagens-tudo-voce-precisa-saber-parte-1-153.html
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Causarum Cognitio
Causarum Cognitio é o nome original de um famoso afresco pintado, a pedido do Papa Júlio II, por um dos maiores pintores de todos os tempos, o italiano Rafael Sanzio (1483-1520), a fim de que o mesmo compusesse a “Stanza della Segnatura” (Sala da Assinatura), localizada no Palácio do Vaticano, sala que o papa usava como biblioteca e assinava os decretos da corte eclesiástica. Causarum Cognitio é latim, e significa “O Conhecimento das Causas”.
De acordo com o matemático inglês David Fowler, que estudava a história da Grécia, após o século XVII o quadro tomou o nome com o qual é conhecido hoje, Scuola di Atenas, ou, em português, A escola de Atenas. Nele, Rafael retratou os maiores pensadores do mundo antigo, de diferentes épocas, em especial pensadores gregos, representando a academia de Platão. Este último aparece no centro do afresco, do lado direito de seu discípulo, Aristóteles, segurando o Timeu e com a mão direita voltada para cima, representando o seu “mundo das idéias”, a “causa de todas as coisas”. Aristóteles, por outro lado, enquanto segura sua obra Ética a Nicômaco, tem a mão direita voltada para o chão, representando o mundo terreno, sensível. Dentre outros, também aparecem em A Escola de Atenas Alexandre, o Grande, Pitágoras, Ptolomeu, Euclides, Sócrates e Hipácia de Alexandria, morta cruelmente em 415 por ordem do bispo e patriarca de Alexandria, Cirilo (que mais tarde foi canonizado e hoje é santo Cirilo) , por ser defensora da idéia de que o mundo é governado por leis matemáticas e ensinar tais idéias na Academia de Alexandria. (por Rodrigo Euzébio – http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/02/what-bleep-do-we-know-o-blog-causarum.html)
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Galeria – Princípio Antrópico
“Vemos o universo da maneira como ele é porque, se fosse diferente, não estaríamos aqui para vê-lo”.
Stephen Hawking
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Budismo – Os Cinco Obstáculos (Nivarana)
Ajaan Brahmavamso
Os principais empecilhos para o sucesso na meditação e o insight libertador assumem a forma de um ou mais dos Cinco Obstáculos, (nivarana). A prática toda, que conduz à Iluminação, pode muito bem ser expressa como o esforço para superar os Cinco Obstáculos, primeiro suprimindo-os temporariamente com o objetivo de experimentar o Jhana e o Insight e depois superando-os permanentemente através do completo desenvolvimento do Nobre Caminho Óctuplo.
Então, quais são os Cinco Obstáculos? São eles:
KAMACCHANDA: Desejo Sensual
VYAPADA: Má Vontade
THINA-MIDDHA: Torpor e Preguiça
UDDHACCA-KUKKUCCA: Inquietação e Ansiedade
VICIKICCHA: Dúvida
1. O Desejo Sensual se refere àquele tipo particular de querença que busca pela felicidade através dos cinco sentidos da visão, audição, olfato, paladar e tato. Ele exclui qualquer aspiração pela felicidade através do sexto sentido da mente exclusivamente.
Na sua forma mais extrema, o desejo sensual é uma obsessão por encontrar o prazer em coisas como a intimidade sexual, boa comida ou música refinada. Mas também inclui o desejo de substituir experiências irritantes ou mesmo dolorosas nos cinco sentidos por experiências prazerosas, isto é, o desejo pelo conforto sensual.
O Buda comparou o desejo sensual com o ato de tomar um empréstimo. Qualquer prazer experimentado através desses cinco sentidos tem que ser restituído através do desagrado da separação, da perda ou do vazio faminto, que surge de forma implacável depois que o prazer foi consumido. Tal qual um empréstimo, há também a questão dos juros, e como o Buda disse, o prazer é pequeno quando comparado com a restituição em forma de sofrimento.
Durante a meditação, o desejo sensual é transcendido quando nos soltamos da preocupação com este corpo e as suas cinco atividades sensuais. Alguns imaginam que os cinco sentidos estão ali para servir e proteger o corpo, mas a verdade é que o corpo ali está para servir aos cinco sentidos, enquanto estes brincam no mundo sempre em busca de prazeres. De fato, o Buda certa vez disse, “Os cinco sentidos SÃO o mundo” e para deixar o mundo, para desfrutar da bem-aventurança extra-mundana de Jhana, é necessário abrir mão durante um certo tempo de TODA preocupação com o corpo e os seus cinco sentidos.
Quando o desejo sensual é transcendido, a mente do meditador não tem interesse na promessa de prazer ou mesmo conforto oferecidos por este corpo. O corpo desaparece e todos os cinco sentidos são desligados. A mente se torna calma e livre para olhar para o interior. A diferença entre a atividade dos cinco sentidos e a sua transcendência é igual à diferença entre olhar por uma janela e olhar num espelho. A mente, que está livre da atividade dos cinco sentidos, pode verdadeiramente olhar para o seu interior e enxergar a sua real natureza. E só assim pode surgir a sabedoria em relação ao que somos, de onde e porque viemos!
2. A Má Vontade se refere ao desejo de punir, machucar ou destruir. Ela inclui a raiva de alguém ou mesmo de uma situação problemática, e é capaz de gerar uma energia tão intensa que é ao mesmo tempo, sedutora e viciogênica. Na ocasião, ela sempre parece justificável, pois tamanho é o seu poder que ela facilmente corrompe a nossa habilidade de julgar de modo equilibrado. Isto também inclui a má vontade para consigo mesmo, também conhecida como culpa, que nega qualquer possibilidade de felicidade. Na meditação a má vontade aparece como antipatia em relação ao objeto da meditação em si, rejeitando-o de modo que a própria atenção é forçada a vagar em outras direções.
O Buda comparava a má vontade com o estar enfermo. Tal qual a enfermidade, que nega a liberdade e a felicidade da boa saúde, a má vontade também nega a liberdade e a felicidade da paz.
A má vontade é superada com a adoção de Metta, amor bondade. Se a má vontade for dirigida a outra pessoa, Metta ensina a ver algo mais nessa pessoa, para além de tudo aquilo que nos fere, compreender porque aquela pessoa nos fere, (quase sempre porque ela estava se sentindo intensamente ferida), e nos encoraja a colocar de lado a nossa própria dor e olhar com compaixão para os outros. Mas se isso estiver acima da nossa capacidade, Metta para nós mesmos nos levará a desistir da má vontade em relação àquela pessoa, para evitar que ela nos fira ainda mais através da memória daqueles atos. Do mesmo modo, se a má vontade estiver dirigida contra nós mesmos, Metta vê mais do que os nossos próprios defeitos, pode entendê-los e encontrar a coragem para perdoá-los, aprender com as lições deles e deixá-los ir. Se a má vontade estiver relacionada com o objeto de meditação, (com freqüência, a razão porque o meditador não fica em paz), Metta abraça o objeto da meditação com cuidado e deleite. Por exemplo, como uma mãe sente Metta natural pelo seu filho, assim também um meditador pode observar a sua respiração, digamos, com a mesma qualidade de atenção cuidadosa. E deste modo, será tão improvável que ele perca a respiração, devido ao esquecimento, assim como é improvável que uma mãe esqueça o seu bebê no supermercado; e tão improvável que ele deixe cair a respiração, em troca de algum pensamento distraído, assim como é improvável que uma mãe deixe cair o seu bebê por distração! A remoção da má vontade possibilita relacionamentos duradouros com outras pessoas e consigo mesmo, e na meditação, um relacionamento duradouro e agradável com o objeto da meditação, capaz de amadurecer até a completa imersão na absorção.
3. Preguiça e Torpor refere-se à letargia corporal e modorra mental, que nos arrastam à inércia incapacitante e à depressão profunda. O Buda os comparava com o estar aprisionado numa cela escura e confinada, incapaz de movimentar-se com liberdade para o sol brilhante no exterior. Na meditação esse estado gera a atenção fraca e intermitente, que pode até mesmo conduzir ao sono sem sequer nos darmos conta disso!
A preguiça e o torpor são superados através do despertar da energia. A energia está sempre disponível, mas poucos sabem como ligar o interruptor, por assim dizer. Estabelecer um objetivo, um objetivo razoável, é um modo sábio e efetivo de gerar energia, e também de desenvolver o interesse deliberado pela tarefa a ser cumprida. A criança tem um interesse natural pelas coisas e por conseqüência energia, pois o seu mundo está cheio de novidades. Portanto, se pudermos aprender a olhar para a nossa vida ou para a nossa meditação com a ‘mente de um principiante’, poderemos sempre ver novos ângulos e novas possibilidades que nos manterão ativos e energéticos, distantes da preguiça e do torpor. Da mesma maneira, é possível desenvolver o deleite com qualquer coisa que se faça, treinando a própria percepção para ver o belo nas coisas comuns e assim gerar o interesse que evita a meia-morte, que é o estado de preguiça e torpor.
A mente possui duas funções principais, ‘fazer’ e ‘conhecer’. O objetivo da meditação é acalmar o ‘fazer’ até a completa tranqüilidade enquanto se mantém o ‘conhecer’. A preguiça e o torpor ocorrem quando alguém descuidadamente acalma tanto o ‘fazer’ como o ‘conhecer’, sendo incapaz de distinguir entre os dois.
Preguiça e torpor são um problema comum que se insinua de maneira imperceptível e que lentamente nos sufoca. Um meditador hábil mantém uma vigilância aguçada aos primeiros sinais de preguiça e torpor, e assim é capaz de identificar a sua aproximação e escapar antes que seja tarde demais. É como chegar a uma bifurcação numa estrada, a pessoa pode tomar o caminho que a conduzirá para longe da preguiça e do torpor. A preguiça e o torpor é um estado corporal e mental desagradável, rígido demais para saltar para a bem-aventurança de Jhana e completamente cego para poder identificar qualquer insight. Em resumo, é uma total perda de tempo precioso.
4. A Inquietação se refere à mente que parece um macaco, sempre saltando de galho em galho, incapaz de permanecer por algum tempo com qualquer coisa. Ela é causada pelo estado mental que busca defeito em tudo, que não é capaz de se satisfazer com as coisas do jeito que elas são e assim tem que seguir buscando na promessa de algo melhor, que está o tempo todo um pouco mais além.
O Buda comparou a inquietação com a escravidão, continuamente correndo para atender às ordens de um patrão tirânico que, exigindo sempre a perfeição, nunca permite ao escravo um descanso.
A inquietação é superada com o desenvolvimento do contentamento, que é o oposto da crítica. A pessoa passa a conhecer a alegria simples do contentar-se com pouco, ao invés de sempre querer mais. Ela se sente grata por este momento, ao invés de identificar os seus defeitos. Por exemplo, na meditação a inquietação freqüentemente é a impaciência pressionando para seguir rapidamente para o estágio seguinte. O progresso mais rápido no entanto, é alcançado por aqueles que estão satisfeitos com o estágio onde eles se encontram. É o aprofundamento desse contentamento que amadurece o estágio seguinte. Portanto, cuidado com esse ‘desejo de progredir’ e ao invés disso, aprenda como relaxar- se nesse contentamento apreciativo. Dessa forma, o ‘fazer’ desaparece e a meditação floresce.
A Ansiedade, ou remorso, se refere a um tipo específico de inquietação que é o resultado cármico de ações ruins. A única maneira de superar a ansiedade, a inquietação de uma consciência pesada, é purificar a própria virtude e tornar-se compassivo, sábio e gentil. Na prática é impossível que alguém imoral ou vicioso faça progresso significativo na meditação.
5. A Dúvida se refere a questionamentos íntimos perturbadores no momento em que se deveria estar silenciosamente passando para um estágio de maior profundidade. A dúvida pode questionar a própria habilidade, “Sou capaz de fazer isso?”, ou questionar o método, “Este é o modo correto?”, ou mesmo questionar o significado, “O que é isso?” Deve ser lembrado que tais questões são obstáculos para a meditação porque são perguntas feitas no momento errado e assim se tornam uma intrusão, obscurecendo a clareza mental.
O Buda comparou a dúvida com o estar perdido no deserto, sem ter qualquer ponto de referência.
Esse tipo de dúvida é superada obtendo instruções claras, tendo um bom mapa, de modo que se possa reconhecer os pontos de referência sutis no território desconhecido da meditação profunda e assim saber por onde seguir. A dúvida da própria habilidade é superada através do desenvolvimento da auto-confiança com o apoio de um bom mestre. Um mestre de meditação é como um treinador que convence um time de que eles são capazes de vencer. O Buda afirmou que todos podem, que todos alcançarão, Jhana e a Iluminação, se seguirem as instruções com cuidado e paciência. A única incerteza é ‘quando’! A experiência também supera a dúvida acerca da própria habilidade, bem como acerca do caminho correto. Quando realizamos por nós mesmos os sublimes estágios do caminho, descobrimos que somos de fato capazes de atingir o estágio mais elevado e que este é o caminho que nos levará até lá.
A dúvida que toma a forma da constante avaliação “Isto é Jhana?” “Como estou progredindo?”, é superada ao nos darmos conta que o melhor é deixar essas questões para o fim, para os últimos minutos da meditação. Um júri só chega a uma decisão no final do julgamento, quando todas as evidências foram apresentadas. Do mesmo modo, um meditador hábil persegue a busca silenciosa de evidências, revisando-as apenas no final para descobrir o seu significado.
O fim da dúvida na meditação é descrito como uma mente que tem confiança perfeita no silêncio e assim não interfere com qualquer diálogo interno. É como ter um bom motorista, ficamos sentados em silêncio durante a viagem pela confiança que depositamos nele.
Qualquer problema que surgir na meditação será um desses Cinco Obstáculos, ou uma combinação deles. Portanto, se alguém experimentar qualquer dificuldade, basta usar o esquema dos Cinco Obstáculos como lista de controle para identificar o problema principal. Então, sabendo qual o remédio apropriado, aplique-o com cuidado para superar o obstáculo e alcançar uma meditação mais profunda.
Quando os Cinco Obstáculos forem totalmente superados, não haverá barreira entre o meditador e a bem-aventurança de Jhana. Conseqüentemente, o teste definitivo para saber se os Cinco Obstáculos foram realmente superados é a habilidade para entrar em Jhana.
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