Aristóteles e a Verossimilhança

foto: Maria Kallin

…não é ofício do poeta narrar o que aconteceu; é, sim, o de representar o que poderia acontecer, quer dizer: o que é possível segundo a verossimilhança e a necessidade. Com efeito, não diferem o historiador e o poeta, por escreverem verso ou prosa (…), – diferem, sim, em que diz um as coisas que sucederam, e outro as que poderiam suceder. Por isso a poesia é algo de mais filosófico e mais sério do que a história, pois refere aquela principalmente o universal, e esta o particular. Por referir-se ao universal entendo eu atribuir a um indivíduo de determinada natureza pensamentos e ações que, por liame de necessidade e verossimilhança convêm a tal natureza; e ao universal, assim entendido, visa a poesia, ainda que dê nomes aos personagens.

ARISTÓTELES. A poética. 1451 b. São Paulo: Abril Cultural, 1979. (Os Pensadores).

Jim News

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