Epicuro acreditava que o maior bem era a procura de prazeres moderados de forma a atingir um estado de tranquilidade (ataraxia) e de libertação do medo, assim como a ausência de sofrimento corporal (aponia) através do conhecimento do funcionamento do mundo e da limitação dos desejos. A combinação desses dois estados constituiria a felicidade na sua forma mais elevada. Embora o epicurismo seja doutrina muitas vezes confundida com o hedonismo (já que declara o prazer como o único valor intrínseco), a sua concepção da ausência de dor como o maior prazer e a sua apologia da vida simples tornam-no diferente do que vulgarmente se chama “hedonismo”.
Epicuro vê na filosofia o caminho para alcançar a felicidade, entendida como libertação das paixões. O valor da filosofia é, pois, puramente instrumental: o seu fim é a felicidade
Psychosphere, simply put, it is the sphere of human thought. But since thought for most implies conscious thinking only, it would be better to say a sphere of human consciousness. Imagine a biosphere, only instead of it being the global sum of ecosystems, the psychosphere is the sum of subtle fields of thought. And unlike the noosphere, which is the sphere of direct human thought, the psychosphere could more easily be imagined as a sphere of human emotion, or general consciousness, instead of specific thoughts.
It is also why, unlike the Noosphere, a psychosphere can have a distinct “flavour” in an area where one specific emotional state is prevalent. Allow me to give a few examples as to what I mean.
If you have a rural area of 200 people where there’s a serial killer, the people there can live an existence where the most prevalent emotion is that of subconscious fear. This can be imprinted in the psychosphere of that area.
Houses and a family can have its own psychophere.
An event, such as an outdoor concert, can endow an area with its own psychospheric state.
A meditative group can incept its own state into an already existent psychopshere. As shown by experiments like this.
There is some work being done on this, a rather strange project being one of these works. It is run online and spread over an egg network, called The Global Consciousness Project. The first paragraph is indeed promising and their pages show interesting data for those who are willing to figure out what all the numbers mean (it’s not that hard):
“When human consciousness becomes coherent, the behavior of random systems may change. Random number generators (RNGs) based on quantum tunneling produce completely unpredictable sequences of zeroes and ones. But when a great event synchronizes the feelings of millions of people, our network of RNGs becomes subtly structured. We calculate one in a trillion odds that the effect is due to chance. The evidence suggests an emerging noosphere or the unifying field of consciousness described by sages in all cultures.”
It’s interesting how this kind of phenomena still resides in the sphere of pseudo-psychology. Collective Consciousness, Noosphere, and even the Collective Unconscious, all of these seem intrinsicly real, yet still remain outside science, simply because we have not yet found an apparatus that could detect them outside the human brain.
Fascinating that we have become a species which places more trust in the results produced by machines than those of the human mind when it comes to fields of thought. We even build machines to understand consciousness.
Also, what I mean by intrinsic reality is simply this: in deeper states of meditation and/or under the administration of certain psychotropic drugs, we can and will undeniably feel the presence and hard reality of this psychosphere. It can also happen quite spontaneously, and one does not need to attain a deep state of meditation or higher consciousness to become suddenly aware of this sphere and one’s total immersion and inseparability from it. This experience, which can also be described as the experience of universal unity, cosmic consciousness, or in a slightly milder case/form, an Oceanic Experience, or even Satori, Samadhi, or a direct experience of God, has remained a constant throughout the ages, yet such (relatively)* subjective experiences yet remain in the realm of pseudo science or pseudo psychology.
Trata-se do acorde de abertura da música A Hard Day’s Night, primeira faixa do álbum de mesmo nome, que os Beatles lançaram no dia 26 de junho de 1964. Muito se falou sobre esse acorde. Ele já mereceu citações em livros, beatlemaníacos deram muitas versões sobre a sua configuração, revistas especializadas desenharam possibilidades, partituras e cifras foram produzidas, cientistas lançaram teorias. Mesmo assim, a dúvida permaneceu. Como os Beatles chegaram àquele som? Um acorde que dura no máximo um segundo.
Evidentemente, nada impediu que muitas bandas cover dos Beatles tocassem e continuem tocando A Hard Day’s Night sem maiores problemas, cada uma do seu jeito. A criatividade sempre negociou mais ou menos bem com a literalidade, apesar do inevitável desprezo dos puristas.
Randy Bachman, fundador da banda Guess Who
Para colocar as coisas no seu devido lugar e dirimir todas as dúvidas, o guitarrista canadense Randy Bachman (um dos fundadores da banda The Guess Who, nos anos 60, e, mais tarde, nos anos 70, da Bachman-Turner Overdrive), foi a Londres, mais especificamente aos estúdios de Abbey Road, para um encontro revelador com Giles Martin, filho de George Martin, o eterno ‘quinto beatle’, produtor da banda.
Giles é uma espécie de guardião de um dos mais cobiçados tesouros musicais na Terra: todas as fitas master das gravações dos Beatles. Numa sala onde poucos têm o privilégio de entrar, Giles perguntou a Randy: “O que você quer ouvir?” Randy não teve de pensar muito para responder. “O acorde inicial deA Hard Day’s Night”. Para satisfazer o guitarrista, Giles teve de separar três fitas: uma para a guitarra de George Harrison, outra para a de John Lennon e uma terceira para o baixo de Paul McCartney.
Surpresa total para Randy Bachman. O início de A Hard Day’s Night não é feito de um único acorde, mas de um conjunto de três elementos sonoros tocados simultaneamente: dois acordes distintos de guitarra e uma nota de contrabaixo. Nas fitas, os sons característicos da guitarra Rickenbacker 360/12 (de 12 cordas) de George Harrison, da Rickenbacker 325 (de 6 cordas) de John Lennon e do contrabaixo Hofner de Paul McCartney.
John fez um acorde de Ré sus4, ou seja,um Rémaior acrescido da nota Sol obtida com o dedo mínimo na terceira casa da primeira corda Mi.
George fez um acorde de Fámaior acrescido da nota Sol (dedo mínimo na terceira casa do primeiro par de cordas Mi ) e o baixo no Sol (acionado com o polegar pressionando a terceira casa do sexto par de cordas Mi). Vamos lembrar que George usava uma Rickenbacker 360/12, com seis pares de cordas.
Para completar, somou-se aos dois acordes uma nota Ré tocada na quinta casa da corda Lá do contrabaixo Hofner de Paul McCartney.
A junção de todos esses sons resultou no acorde tão famoso
Antes da revelação de Giles Martin a Randy Bachman, o matemático e professor Kevin Houston, da Universidade de Leeds, na Inglaterra, disse que estava perto de desvendar os sons que compunham o acorde inicial de A Hard Day’s Night. Em 2012, com o auxílio de um software de computador, ele separou o acorde em várias frequências sonoras, de modo a revelar quais eram as notas mais proeminentes.
Estudou, em particular, a guitarra de George e identificou o acorde de Fá acrescido de um Sol, além de uma nota sol mais grave que só poderia estar sendo acionada pelo polegar do beatle, já que os outros dedos estariam ocupados com as demais notas do acorde. Na mosca.
Dois anos antes, outro professor, o canadense Jason Brown, da Dalhousie University, em Halifax, Nova Scotia, tentou explicar o que chamava de “nota perdida” (o tal sol acionado pelo polegar de Harrison), creditando esse som mais grave ao piano tocado pelo produtor George Martin.
Ainda hoje, para o professor Houston, o acorde de abertura de A Hard Day’s Night é um mistério e é possível que ninguém nunca venha saber o que exatamente ele é”. Quem sabe agora, com o auxílio de Giles Martin e de Randy Bachman, a equação tenha sido resolvida. Será? A ver.
The god of the moon in the Mesopotamian mythology of Akkad, Assyria and Babylonia. Nanna is a Sumerian deity, the son of Enlil and Ninlil, and became identified with Semitic Sin. The two chief seats of Nanna’s/Sin’s worship were Ur in the south of Mesopotamia and Harran in the north.
O filósofo italiano Antonio Gramsci dizia que todos os seres humanos são filósofos. E isso porque todos nós formulamos intuitivamente perguntas fundamentais em busca de explicações para nossa existência e para o mundo. Apenas alguns de nós se tornam, porém, filósofos profissionais e, vinculados em geral às universidades, se dedicam ao estudo sistemático das perguntas fundamentais e das inúmeras respostas que a elas vêm sendo dadas desde que os gregos lançaram as bases da filosofia lá pelo século VI a.C.
Parafraseando Gramsci, podemos dizer que todos os seres humanos são também linguistas, já que todos nós levantamos intuitivamente questões sobre a língua que falamos e sobre fenômenos linguísticos como a imensa diversidade das línguas do mundo, a origem da linguagem verbal e das línguas, a aquisição da língua pelas crianças e assim por diante.
Quando se trata, porém, de estudar sistematicamente os fenômenos linguísticos, são três os especialistas que vamos encontrar: o filólogo, o gramático e o linguista propriamente dito. Desses três, o mais conhecido do público em geral é o gramático. E isso certamente porque, bem ou mal, todos estudamos um pouco de gramática na escola. Essa antiga ligação entre gramática e ensino da língua contribui para familiarizar o público com o trabalho do gramático.
Já dos outros dois especialistas o público sabe muito pouco. A razão disso talvez seja o fato de que suas respectivas atividades se realizem basicamente no contexto da pesquisa universitária, que é, em geral, menos visível para o público pelo seu grau maior de especialização.
Embora hoje encontremos esses três especialistas trabalhando simultaneamente (e uma mesma pessoa, muitas vezes, exerce as três funções), cada uma dessas especialidades surgiu em diferentes momentos históricos. Os filólogos foram os primeiros a surgir (por volta do século III a.C.). Depois, apareceram os gramáticos (por volta do século II a.C.) e, finalmente, os linguistas (no fim do século XVIII).
A filologia e a gramática são, portanto, ramos do conhecimento criados pela cultura helenística. Já a linguística é um ramo do conhecimento constituído no contexto da ciência moderna.
Chamamos de cultura helenística o conjunto das manifestações culturais gregas do período que vai do reinado de Alexandre Magno (336-323 a.C.) até a incorporação do mundo grego pelos romanos, que se concluiu com a anexação do Egito em 30 a.C.
O centro cultural mais importante desse período foi Alexandria, cidade fundada em 323 a.C. por Alexandre na foz do rio Nilo. Ali foram criadas várias instituições voltadas para a investigação e o ensino, entre as quais estava a famosa Biblioteca.
Nela se reuniu uma imensa coleção de manuscritos gregos antigos com textos de poetas, dramaturgos, filósofos e historiadores. Seu corpo de estudiosos se dedicou não só a catalogar todo esse precioso acervo, mas principalmente a estabelecer, a partir do estudo criterioso dos fragmentos disponíveis, o texto que se poderia considerar como definitivo da obra de cada um dos autores gregos clássicos. Por razões óbvias, os grandes poemas de Homero (Ilíada e Odisséia) receberam particular atenção desses estudiosos.
Esse trabalho criterioso se fazia necessário porque os manuscritos do mesmo texto variavam entre si ou estavam danificados e rasurados; tinham lacunas, trechos obscuros, acréscimos ou cortes indevidos.
Dedicando-se a fixar uma forma aceitável dos textos clássicos, os sábios alexandrinos preservaram e nos legaram todo um conjunto de obras fundamentais da cultura humana.
Para realizar esse trabalho inestimável, os sábios alexandrinos tiveram de criar os métodos que, mesmo aperfeiçoados posteriormente, constituem ainda hoje a base de qualquer atividade de edição crítica dos textos reconhecidos como clássicos da cultura – textos literários, filosóficos, religiosos.
Os livros da Bíblia, por exemplo, têm sido objeto de intenso trabalho filológico desde o século XVI, período em que se iniciaram suas traduções para as línguas modernas. Foi preciso, então, fixar um bom texto de referência a partir dos manuscritos antigos, trabalho que se estende até hoje como consequência da descoberta de novos manuscritos.
Em resumo, podemos dizer que o objeto de estudo do filólogo são manifestações escritas antigas culturalmente importantes e seu objetivo é fixar esses textos numa forma que possa ser considerada confiável, isto é, a mais próxima possível do original. Para isso, o filólogo tem de comparar diferentes manuscritos ou (depois da invenção da imprensa) diferentes edições de um texto, buscando livrá-lo de defeitos decorrentes do processo de sua transmissão. O produto de seu trabalho é uma edição crítica do texto.
Como parte desse trabalho envolve um estudo pormenorizado das palavras e de seus sentidos nos textos, os filólogos se dedicam também ao estudo da etimologia (isto é, a investigação da origem e da história das palavras) e se envolvem diretamente com a feitura de dicionários. Assim é que os organizadores dos dois mais importantes dicionários brasileiros contemporâneos da língua portuguesa – Aurélio Buarque de Holanda Ferreira e Antônio Houaiss – se consideravam filólogos.
Falemos, agora, do gramático. Podemos dizer que sua especialidade nasceu do trabalho de crítica textual dos filólogos. O estudo criterioso dos textos levou os eruditos alexandrinos a descrever e comentar a língua que ali encontravam: aspectos de métrica, ortografia e pronúncia; a distribuição das palavras por classes (nomes, adjetivos, pronomes, verbos, advérbios, conjunções, etc.); a estrutura sintática da oração simples (sujeito, predicado, complementos, adjuntos) e dos períodos (coordenação e subordinação); o uso das figuras de linguagem e assim por diante.
Com o tempo, esses estudos passaram a constituir um ramo específico do conhecimento: a gramática. Costuma-se atribuir a um erudito alexandrino, Dionísio Trácio, do século II a.C., a autoria da primeira gramática conhecida. Ao consolidar descrições de aspectos da língua grega, sua obra foi tomada como modelo dos estudos gramaticais posteriores.
Dionísio Trácio conceituava a gramática como o estudo empírico dos fatos linguísticos que ocorrem comumente nas obras dos poetas e prosadores. O objeto do gramático era, portanto, a língua escrita exemplar, ou seja, a língua literária. E o gramática perseguia dois objetivos: descrever essa língua e, ao fazê-lo, estabelecer um modelo, um padrão a ser seguido por todos os que escrevem.
A gramática é, assim, uma espécie de livro de etiqueta: ela diz, em princípio, quais usos linguísticos são aceitáveis na escrita. Por isso, a gramática já de início se tornou matéria da escola, instituição que, em princípio, deveria ensinar as pessoas a escrever bem.
Dos três, o gramático é o especialista que tem uma preocupação nitidamente normativa, isto é, ele se ocupa em estabelecer, a partir daquilo que é corrente nos escritores, as normas do chamado “bom uso” para a escrita.
Dos três, o gramático é o especialista que mais recebe críticas. E a razão principal para isso é o fato de que muitos deles não pesquisam criteriosamente o uso corrente entre os escritores (como defendia seu patrono Dionísio Trácio). Contentam-se em reproduzir, por inércia, usos que já não são comuns (a língua é um fenômeno que muda continuamente) e condenam, sem muito fundamento, novas formas de expressão já amplamente disseminadas entre os escritores.
Com isso, a gramática vai perdendo sua funcionalidade como instrumento de referência normativa. Em consequência, a escola e quem escreve ficam sem um manual confiável.
Alguns dos nossos gramáticos, talvez por terem sólida formação filológica e linguística, produziram gramáticas um pouco mais arejadas. É o caso de Celso Cunha (cuja gramática tem sido editada em coautoria com o filólogo português Lindley Cintra) e Evanildo Bechara. Mas há ainda um longo caminho a ser percorrido até alcançarmos, no Brasil, uma boa gramática normativa de referência, isto é, atualizada e realista.
Por outro lado, é preciso ter claro que o modelo de descrição gramatical criado pelos gregos é insuficiente para descrever toda a complexidade de uma língua ou para dar conta da enorme diversidade gramatical das línguas do mundo. É um modelo ainda útil (a classificação das palavras, por exemplo, é a que se usa na organização dos dicionários) e pode ser um bom ponto de partida para a descrição.
Contudo, desde o século XIX, no contexto da ciência moderna, tem havido sucessivos esforços no sentido de encontrar modelos mais adequados para a tarefa de descrever uma língua e de dar conta da diversidade estrutural das línguas do mundo. A tarefa é hercúlea e está longe de ser alcançada. Só para se ter uma ideia da complexidade dos fenômenos linguísticos, basta lembrar que nenhuma língua do mundo foi ainda inteiramente descrita. Quer dizer: embora a(s) língua(s) seja(m) tão banal(is) na nossa vida, não conseguimos ainda dar a ela(s) uma representação científica abrangente.
E aqui entra em cena a linguística, que é a disciplina científica moderna que tem como objeto as línguas em si mesmas consideradas.
O que distingue, então, o linguista dos outros especialistas? São muitas as diferenças, mas podemos resumi-las às seguintes:
a) (a) o linguista se interessa por todo e qualquer fenômeno linguístico (o filólogo só se interessa por uma parte das manifestações linguísticas, ou seja, pelos textos escritos canônicos; e o gramático só se interessa pela língua padrão);
b) (b) enquanto o filólogo e o gramático dirigem seu foco de atenção para a língua escrita, o linguista dá prioridade aos fenômenos da língua falada. Isso porque a fala é a modalidade de expressão universal: todas as línguas têm uma face oral, apenas algumas têm também uma face escrita. Apesar dessa primazia, o linguista, na medida em que se interessa por todo e qualquer fenômeno linguístico, se volta também para a língua escrita (a chamada linguística textual, por exemplo, tem trazido muitas contribuições para uma compreensão mais refinada da escrita). Nesse caso, o linguista não se limita à escrita de prestígio, mas estuda toda e qualquer manifestação escrita;
c) (c) por fim, enquanto o gramático é essencialmente normativo, o linguista não o é. Em termos simples, o linguista diz como a língua é; o gramático diz como certos comportamentos linguísticos devem ser.
Esse último ponto tem gerado vários equívocos. Alguns gramáticos (e, por consequência, pessoas da mídia e mesmo professores) têm dito que os linguistas são contra a língua padrão e seu ensino porque, segundo esses detratores, para os linguistas “tudo vale”.
Embora algumas vezes a falação contra os linguistas chegue a ser sanguínea e raivosa, tudo não passa de um tigre de papel. Claro que para os linguistas tudo vale: como bons cientistas, eles querem descrever e compreender todo e qualquer fenômeno linguístico, inclusive a língua padrão. Aliás, foram os linguistas, na chamada sociolinguística, que desenvolveram os melhores métodos para descrever a língua padrão.
Justamente por isso, os linguistas são críticos do excessivo conservadorismo das nossas gramáticas. Mas, precisamente por entenderem as funções socioculturais da língua padrão e por terem desenvolvido os métodos para sua descrição, defendem a elaboração de referenciais normativos sustentados pelos fatos e não pela mera opinião.
Em resumo, as três especialidades não se excluem. Ao contrário. Cada uma delas tem suas tarefas específicas e deve cumpri-las bem, sendo absolutamente indispensável o intercâmbio dos respectivos resultados. Sem uma sólida base filológica e linguística, uma gramática deixa muito a desejar. Por outro lado, a informação filológica é indispensável para o linguista que estuda a história da língua. Ainda: conhecer o saber gramatical acumulado é sempre ponto de partida para os estudos linguísticos e filológicos. Por fim, os instrumentos descritivos desenvolvidos pela linguística, seguindo os pressupostos da atividade científica moderna, são fundamentais para renovar a gramática e a filologia.