Representatividade e protagonismo responsável em políticas sociais
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A vida humana deve ser aberta e ter raciocínio. Ser aberta significa que é incompleta, provisória, sempre sujeita a imprevistos; por isso tem um fundo dramático.
O raciocínio significa que nossa vida precisa ter um tecido substantivo, um porquê, uma razão de ser. Assim descobrimos a grandeza ou a pobreza de cada pessoa. (Enrique Rojas – El Hombre Light)
“O existencialismo é um humanismo” em que afirma que o existencialismo não pode ser refúgio para os que procuram o escândalo, a inconsequência e a desordem. O movimento, segundo este texto, não defende o abandono da moral, mas a coloca em seu devido lugar: na responsabilidade individual de cada pessoa. O existencialismo reconhece, assim, a possibilidade de uma moral laica em que os valores humanos existem sem a necessidade da existência de Deus. A moral existencialista pretende que as escolhas morais não sejam determinadas pelo medo da punição divina, mas pela consciência da responsabilidade.
A filosofia do relativismo desemboca gradualmente no ceticismo, mas existe uma diferença clara entre um e outro:

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para o relativismo, a verdade é uma coisa que está em constante mudança, movendo-se de um lado para outro, segundo o juízo de cada um, assume, portanto, um caráter relativo;
para o ceticismo, a verdade absoluta existe de fato, mas a razão humana é incapaz de alcançá-la; dá-se, assim, uma desvalorização do entendimento, que não pode atingir o ápice do conhecimento da verdade com os meios naturais que tem à mão.
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via:
http://framework.latimes.com/2014/09/16/pictures-in-the-news-979/#/0
I’m just a dreaming this life
And do you feel it?
DEVANEIO
Chininha reponta um sonho
na lonjura ensimesmada
de mais um domingo igual.
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Chininha encomprida os olhos
que se confundem – tão verdes!
ao verde do pastiçal.
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– Por que o peito me buliça?
Chininha assim se pergunta
quase sabendo a resposta.
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Num pedacito de espelho
Chininha indaga o destino
– Será que o João não me gosta?
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Madruga um sorriso esquivo
só olhar, no olhar tão verde
que se entrefecha ao mormaço.
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– Ai, um dia…ai, um dia
João me leva – sei pra donde!
na garupa do picaço!
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Ai, se o pai adivinhasse,
ai, meu Deus, se a mãe soubesse
do beijo que o João roubou!
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Quando estourou a carreira
todo mundo olhou pra cancha,
menos João…João não olhou.
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Chininha sonha acordada
mordendo a ponta da trança
do lado do coração.
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E o laçarote da trança
fazendo cosca nos lábios
parece a boca do João…
(RILLO, 1986, p. 142)