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http://www.christianfaur.com/crayons/TheLandSurveyors/index.html
DEVANEIO
Chininha reponta um sonho
na lonjura ensimesmada
de mais um domingo igual.
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Chininha encomprida os olhos
que se confundem – tão verdes!
ao verde do pastiçal.
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– Por que o peito me buliça?
Chininha assim se pergunta
quase sabendo a resposta.
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Num pedacito de espelho
Chininha indaga o destino
– Será que o João não me gosta?
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Madruga um sorriso esquivo
só olhar, no olhar tão verde
que se entrefecha ao mormaço.
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– Ai, um dia…ai, um dia
João me leva – sei pra donde!
na garupa do picaço!
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Ai, se o pai adivinhasse,
ai, meu Deus, se a mãe soubesse
do beijo que o João roubou!
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Quando estourou a carreira
todo mundo olhou pra cancha,
menos João…João não olhou.
.
Chininha sonha acordada
mordendo a ponta da trança
do lado do coração.
.
E o laçarote da trança
fazendo cosca nos lábios
parece a boca do João…
(RILLO, 1986, p. 142)
BOLICHO
Paredes de pau-a-pique,
sete braças de comprido,
chão de barro bem batido,
cobertura de capim.
Garrafas nas prateleiras
se entreveram com chaleiras,
peças de chita e de brim.
Balcão picado de faca,
com algum buraco de bala,
posto ao comprido da sala
assim meio atravessado.
Um banco pra freguesia
e um letreiro que anuncia
que não se vende fiado.
Bolicho de portas largas
que não respeita feriados,
que só fecha nos Finados
e no dia da Paixão.
Bolicho que dá-se o gosto
de nunca pagar imposto
pro Tesouro da Nação!
Num desafio de risadas,
entre um trago e uma fumaça,
um índio mente de graça
debruçado no balcão;
vai repontando lorotas,
com o cusco rente das botas
e a faca rente na mão!
Enquanto junto à ramada
a tava embica na areia,
num tiro de volta e meia
lançado com precisão,
da barriga das guaiacas
saltam libras e patacas
pro pano verde do chão!
De repente estoura o “rolo”
sem que se saiba o motivo!
Rude embate primitivo
onde advoga o facão,
onde o Juiz é o destino
que às vezes, fora do tino,
castiga quem tem razão!
Quanta saudade ao lembrar-te,
bolicho do meu rincão,
plantado rijo no chão
na volta de um corredor.
Centro social da campanha,
onde se afogam na canha
os deserdados do amor.
Bolicho beira de estrada!
a tábua de teu balcão
é a mesa de comunhão
da gauchada gaudéria;
é o rude confessionário
onde o guasca solitário
chora as mágoas da miséria…
Infraestrutura são as relações materiais de produção. É a relação dialética do homem com a natureza através do trabalho, no sentido proposto por Engels e também as relações de produção estabelecidas entre os homens. A infraestrutura estabelece e se inter relaciona dialéticamente com a super estrutura que representa a base ideológica de um determinado sistema de produção. Assim, a super estrutura são as crenças, o direito, a política, a moral, as idéias, a religião, a arte de que justifica e é justificada por um deteminado sistema de produção.
Assim, em suma, a infra estrutura refere-se a base material das relações de produção entre homem e natureza e homem e homem (relação proprietário e proletariado, por exemplo). A estrutura é o sitema produtivo (capitalismo) e a super estrutura é a forma de dominação no sentido ideológico e institucional (direito, religião e Estado Moderno, por exemplo).
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https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20060718131736AAMJ2wv