Modelos de comunicação

language“Comunication is like pornography: nobody seems to Know how to define it, but we all Know it wen we see it. Webster’s tells me that comunication is the act of transmitting information; information, oddly enough, it that wich informs. I believe we need to go no further than this to have a common basis for discussion: we communicate whenever we transfer meaning to (“inform”) someone else (even if the meaning isn’t what we intended)._Successful_ cominication transfers the meaning that we intended. Information design has de goal of successful comunication” (Geoff Hart)

Antes de nos apegarmos as variáveis tipográficas, é interessante entendermos alguns modelos de teorias de linguagem, que procuram esquematizar as relações entre escritor e leitor, ou origem e destino.Isto é importante para entender os princípios básicos da comunicação escrita, mas vale lembrar que poucos teóricos se aventuraram a estudar o papel das variáveis tipográficas na comunicação escrita.

Os primeiros modelos de comunicação eram bem simples, e excluiam questões pragmáticas ou contextuais ligando o escritor ao leitor, passando pelo meio em linha reta. O modelo de Bloomfield (1935) é um exemplo disso modelo de comunicação de bloomfield modelo de Bloomfield

Mais tarde, nos anos 50, vários linguistas tentaram aplicar o modelo do matemático shanon para a teoria da informação, foi desenvolvido inicialmente para aplicação de movimentos de sinais elétricos por fios e a possibilidade de codificação e descodificação por máquinas de um sistema binário.

“quando falo com outra pessoa (como diz Waren Weaver*), meu cérebro é a fonte de informação, o do outro, o destinatário; meu sitema vocal é o transmissor e o ouvido do outro, o receptor”(eco, obra aberta, p95)

modelo de comunicação de shannon weaver modelo de Shannon-Weaver

O problema é que ele exclui a possibilidade de se obter várias interpretações de uma mesma origem — como por exemplo no caso de um mapa — e é um processo unidirecional, que não pode ser aplicado para a comunicação escrita. Ainda na questão dos mapas, Bertin define as imagens em monosêmicas — capazes de uma só interpretação; polisêmicas—capazes de algumas interpretações e pansêmicas — capazes de infinitas interpretações. Na prática, a maior parte das imagens é polissêmica, As pansêmicas são raras, com exemplos na pintura abstrata. e monosêmicas na sua opinião seriam os diagramas. Talvez as placas de trânsito também possam ser encaixadas nessa categoria

Mais adiante, Umberto Eco e sua teoria de obra aberta e obra fechada produz um novo diagrama onde onde insere as circunstâncias, e uma parte que cabe ativamente ao leitor, que é um “esforço filológico de reconstruir o código do remetente. Eco propõe um conceito de subcodificação, que é quando o leitor deve fazer um interpretação provisória quando se depara com o incerto e sobrecodificação que descreve o uso de frases feitas e clichês e padrões que podem diminuir a possibilidade de interpretação correta pelo destinatário. Eco remete à instâncias contextuais (onde pode se encaixar a tipografia) como instâncias de sobrecodificação que permitem ao destinatário a escolha do subcódigo apropriado.

modelo de comunicação de umberto eco modelo de Umberto Eco
No livro la lisibilité, Richedau recomenda a utilização de modelos baseados na teoria da informação, como a aplicação da fórmula de Sannon proposta por Gui Bonsiepe para organização de informações complexas. Robin Kinross escreveu em uma discussão sobre a aplicação da teoria da informação na tipografia que as teorias de Shannon eram muito mecanicistas, mas elas devem ser entendidas históricamente, no seu lugar e tempo—No Bell Telephone Lab, nos anos 50— E que Quando Bonsiepe estava explorando essas idéias no Hochscule fur Gestaltung Ulm nos anos 60 essas idéias matemáticas tinham muita carga e muita energia. O Próprio Bonsiepe, na mesma discussão escreveu: “Hoje eu argumentaria contra essa aproximação que ela não leva em conta a dinâmica social do design e da recepção do design.[…]Ele (Shannon) estava interessado na eficiência de sinais de transmissão por cabos telefônicos. Alguém disse que informação não é algo objetivo, mas que é algo que se constitui somente no momento da interpretação pelo agente. Sem o agente, só existem dados, sinais, mas não significados”.

Além desses modelos baseados na teoria da informação, existem modelos de conversação, que de certa maneira, invertem as setas dos modelos acima. Criando um papel ativo para o receptor

Baseado nos modelos de conversação, Robert Waller em sua tese “The Typographic Contribution to Language” propõe um modelo teórico para a comunicação tipográfica que leva em conta uma mudança de lugar e tempo entre o leitor e o escritor, criando uma relação indireta entre ambos.

modelo de conversação de robert waller modelo de conversação de Robert Waller

Esse modelo sugere três estruturas baseadas nos três estágios de comunicação—escrita, produção e leitura—que determinam as preocupações do designer. A primeira, estrutura de tópico, determina os efeitos tipográficos que trazem informação a respeito das intenções do autor, as estruturas de artefato dizem respeito à natureza física do texto, sem se referir à informação contida e as terceiras, estruturas de acesso, representamos recursos que fazem o texto usável para os leitores, como auxílio de navegação para o leitor que se auto organiza. O modelo de Robert Waller é interessante por se tratar especificamente da comunicação escrita, com um papel importante para as variáveis tipográficas.

 

via:

http://finetanks.com/referencia/modelos.php

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Logotipos Criativos e as Teorias da Gestalt

por

As Leis da Gestalt já são conhecidas por todos os estudantes e profissionais de design. Para quem nunca ouviu falar, Gestalt (em alemão “forma” ou “figura”) é uma teoria da psicologia do início do sec. XX que estuda a percepção visual. Diz basicamente que nós não vemos partes isoladas, mas sim relações. Nosso cérebro tende a perceber os objetos como um todo antes de perceber suas partes individuais, sugerindo que o todo é maior que a soma de suas partes.

O  design utiliza estas leis da Gestalt o tempo todo,  muitas vezes até de forma inconsciente. Ele ajuda pessoas a assimilarem informações e a entenderem as mensagens que são passadas, sendo uma solução perspicaz e criativa para a criação de um símbolo visual (logo), por exemplo, tornando-o simples e memorável.

Abaixo eu selecionei alguns logos e as leis gestálticas aplicadas neles. Em alguns casos é bem difícil identificarmos apenas uma única lei, porém deixo explícito as mais evidentes para cada caso.

Teoria de Fechamento:

Obtém-se a sensação de fechamento visual da forma pela continuidade numa ordem estrutural definida, ou seja, por meio de agrupamento de elementos de maneira a constituir uma figura total mais fechada ou mais completa.

Talvez o exemplo mais conhecido por todos é o famoso logo do panda, da WWF e o cavalheiro caminhando, para a marca Johnnie Walker. Ambos utilizam essa teoria, pois nosso cérebro tende a completar essas imagens abstratas formando imagens das quais já conheciamos (um urso panda, uma pessoa).

WWF Logo

WWF – Teoria de Fechamento

Johnnie Walker Logo

Johnnie Walker – Teoria de Fechamento

O logo da NBA também utiliza deste mesmo princípio:

NBA Logo

NBA – Teoria de Fechamento

O logo da IBM, onde as listras horizontais sugerem velocidade e dinamismo:

IBM Logo

IBM – Teoria de Fechamento

Quaker Logo

Quaker – Teoria de Fechamento

Neste logo da NBC, conseguem ver um pavão na imagem?

NBC Logo

NBC – Teoria de Fechamento

Neste próximo há duas teorias presente: podemos notar que os elementos formam a silhueta de uma montanha, ela representa o Matterhorn, ponto mais alto da Suiça. Neste caso trata-se da teoria em questão.

Toblerone Logo

Toblerone – Teoria de Fechamento / Figura-Fundo

Conseguem ver um urso no centro? É o símbolo da cidade de Berna, onde foi criado o chocolate, porém, a teoria que percebemos é a da “figura-fundo” (explicada mais adiante).

Toblerone Logo (Urso)

Toblerone – Teoria de Fechamento / Figura-Fundo

Outro bastante conhecido é o logo da Fórmula 1. Neste, há a junção do primeiro elemento, o F,  com o segundo elemento em vermelho (uma imagem abstrata) e ambos, unidos, formam um terceiro elemento, que é o número 1.

Formula 1 Logo

Formula 1 – Teoria de Fechamento

Unificação por Proximidade / Semelhança

Essa teoria é claramente vista no logo da Unilever, pois nós não percebemos os 24 elementos separados, mas tendemos a agrupá-los pela forma que estão organizados e pela distância um dos outros, formando a letra “U”.

Unilever Logo

Unilever – Unificação por Proximidade

Neste podemos notar a Unificação por Semelhança pelos elementos possuirem o mesmo peso e cor. Mas também podemos notar blocos distintos destes elementos, graças a Teoria da Unificação por Proximidade.

Sinergy Equities Logo

Sinergy Equities – Unificação por Proximidade / Semelhança

AntiParticle Logo

Antiparticle – Unificação por Proximidade

FoodMobile Logo

Foodmobile – Unificação por Proximidade

Há duas teorias neste: a em questão, vista no corpo do guepardo composto por vários elementos próximos que formam a imagem, e a Teoria de Fechamento, para a cabeça.

Rubban Logo

Rubban Logistic Holding Company – Unificação por Proximidade / Teoria de Fechamento

Teoria da Segregação

Significa a capacidade perceptiva de separar, identificar, evidenciar ou destacar unidades formais em sua composição total ou em partes deste todo. No logo da Macintosh, nosso cérebro é capaz de separar as imagens, dividindo-a em 2: a primeira, um rosto visto de frente, e a outra, o perfil de um rosto.

Macintosh Logo

Macintosh – Teoria da Segregação

Teoria da Pregnância

Nosso cérebro percebe a forma em seu estado mais simples possível. Quanto mais simples, mais facilmente é assimilada: desta forma, a parte mais facilmente compreendida em um desenho é a mais regular e simétrica, que requer menos simplificação.

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O logo das Olimpíadas é o exemplo ideal para a Teoria da Pregnância.

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Teoria da Figura/Fundo

O conceito básico dessa teoria é a ilusão de ótica. Tendemos a organizar as percepções no objeto observado (a figura) e no plano contra o qual ele se destaca (o fundo). A figura parece ser mais substancial e destaca-se do fundo.

No  logo da rede Carrefour, onde a soma dos elementos abstratos nos ajuda a perceber a letra C, pode haver uma dupla interpretação, pois se analisarmos ambos os elementos unidos eles formam uma flor-de-lis, símbolo da aristocracia francesa. Podemos destacar os elementos azul e vermelho como figura, e o “C” como fundo.

Carrefour Logo

Carrefour – Figura-Fundo

Algo semelhante acontece com o logo da Fedex, se percebermos, o “E” e o “X” formam uma seta, no caso as letras seriam a figura e a seta o fundo (espaço branco).

FedEx Logo

Fedex – Figura-Fundo

Food Writers Logo

Food Writers – Figura-Fundo

EDS Eletronics Logo

EDs Eletronics – Figura-Fundo

Spartans Golf Club Logo

Spartans Golf Club – Figura-Fundo

Hope For African Children Initiative Logo

Hope For African Children Initiative – Figura-Fundo

Yoga Australia Logo

Yoga Australia – Figura-Fundo

Teoria da Continuidade

A Lei da Continuidade defende que os pontos que estão conectados por linhas retas ou curvas são vistos de modo a parecerem que seguem uma determinada direção. Ou seja, ao invés de ver linhas e ângulos separados, as linhas são vistas como estando agrupadas juntas.

Neste exemplo podemos notar 2 teorias: a de fechamento, explicada anteriormente, e a de continuidade.

Eight Logo

Eight – Teoria da Continuidade

Graças a essa capacidade que nossos cérebro tem de “continuar” a imagem, que percebemos a letra “E” e “I” formando o número 8.

Volto a lembrar que nenhum destes príncipios é único. Todos eles funcionam em conjunto afim de conseguir uma totalidade de função, elegância e apelo estético.

Alguns dos melhores designers do mundo não sabem nada sobre Gestalt. eles apenas as usam intuitivamente quando analisam determinado projeto e o acham coerente, criativo ou funcional, sem ao menos saber dessa terminologia, pois essas teorias não são construções artificiais, regras inventadas pelo homem, mas sim tentativas de perceber e verbalizar como os seres humanos naturalmente percebem as coisas.

Não importa se você usa essas teorias por instinto ou por deliberação, o que importa é como eles podem te ajudar a criar melhores projetos.  ; )

via:

http://www.cleek.com.br/blog/design/logotipos-criativos-e-as-teorias-da-gestalt

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Failure

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Malcon Liepke gals

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plenoptic cameras

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http://nofilmschool.com/2013/08/kaleidocamera-dslr-add-on/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+nofilmschool+%28nofilmschool%29

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As time goes Books

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via:

http://letterology.blogspot.com.br/2013/08/publishers-bindings.html

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Virgulino, Corisco, Pancho Villa, Zapata…

o sertão vai virar mar e o mar virar sertãocapitaocangaceiros-69 Pancho_Villa_bandolier_crop zapata_bg

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Direita e Esquerda por Antonio Prata

A esquerda acha que o homem é bom, mas vai mal – e tende a piorar.
A direita acredita que o homem é mau, mas vai bem – e tende a melhorar.
A esquerda acusa a direita de fazer as coisas sem refletir. A direita acusa a esquerda de discutir, discutir, marcar para discutir mais amanhã, ou discutir se vai discutir mais amanhã e não fazer nada. (Piada de direita: camelo é um cavalo criado por um comitê).

Temos trânsito na cidade. O que faz a direita? Chama engenheiros e constrói mais pontes. Resolve agora? Sim, diz a direita. Mas só piora o problema, depois, diz a esquerda. A direita não está preocupada com o depois: depois é de esquerda, agora é de direita.
Temos trânsito na cidade. O que faz a esquerda? Chama urbanistas para repensar a relação do transporte com a cidade. Quer dizer então que a Marginal vai continuar parada ano que vem?, cutuca a direita. Sim, diz a esquerda, mas outra cidade é possível mais pra frente. A direita ri. “Outra” é de esquerda. “Isso” é de direita.

TomPop

Direita e esquerda são uma maneira de encarar a vida e, portanto, a morte. Diante do envelhecimento, os dois lados se dividem exatamente como no urbanismo. Faça plásticas (pontes), diz a direita. Faça análise, (discuta o problema de fundo) diz a esquerda. (“filosofar é aprender a morrer”, Cícero). Você tem que se sentir bem com o corpo que tem, diz a esquerda. Sim, é exatamente por isso que eu faço plásticas, rebate a direita. Neurótica! — grita a esquerda. Ressentida! — grita a direita.

A direita vai à academia, porque é pragmática e quer a bunda dura. A esquerda vai à yoga, porque o processo é tão ou mais importante que o resultado. (Processo é de esquerda, resultado, de direita).

Um estudo de direita talvez prove que as pessoas de direita, preocupadas com a bunda, fazem mais exercícios físicos do que as de esquerda e, por isso, acabam sendo mais saudáveis, o que é quase como uma aplicação esportiva do muito citado mote de Mendeville, de que os vícios privados geram benefícios públicos — se encararmos vício privado como o enrijecimento da bunda (bunda é de direita) e benefício público como a melhora de todo o sistema cardio-vascular. (Sistema cardio-vascular é de esquerda).tumblr_mg134rM80k1s23or7o1_400
Um estudo de esquerda talvez prove que o povo de esquerda, mais preocupado com o processo do que com os resultados, acaba com a bunda mais dura, pois o processo holístico da yoga (processo, holístico e yoga são de extrema esquerda) acaba beneficiando os glúteos mais do que a musculação. (Yoga já é de direita, diz alguém que lê o texto sobre meus ombros, provando que o provérbio correto é “pau que nasce torno, sempre se endireita”).

Dieta da proteína: direita. Dieta por pontos: esquerda. Operação de estômago: fascismo. Macrobiótica: stalinismo. Vegetarianismo: loucura. (Foucault escreveria alguma coisa bem interessante sobre os Vigilantes do Peso).

Evidente que, dependendo da época, as coisas mudam de lugar. Maio de 68: professores universitários eram de direita e mídia de esquerda. (“O mundo só será um lugar justo quando o último sociólogo for enforcado com as tripas do último padre”, escreveram num muro de Paris). Hoje a universidade é de esquerda e a mídia, de direita.

As coisas também mudam, dependendo da perspectiva: ao lado de um suco de laranja, Guaraná é de direita. Ao lado de uma Coca-Cola, Guaraná é de esquerda. Da mesma forma, ao lado de um suco de graviola, pitanga ou umbu (extrema-esquerda), o de laranja vira um generalzinho. (Anauê juice fruit: 100% integralista).

Leão, urso, lobo: direita. Pinguim, grilo, avestruz: esquerda. Formiga: fascismo. Abelha: stalinismo. Cachorro: social democrata. Gato: anarquista. Rosa: direita. Maria sem-vergonha: esquerda. Grama: nacional socialismo. Piscina: direita. Cachoeira: esquerda. (Quanto ao mar, tenho minhas dúvidas, embora seja claro que o Atlântico e o Pacífico estejam, politicamente, dos lados opostos aos que se encontram no mapa). Lápis: esquerda. Caneta: direita. Axilas, cotovelo, calcanhar: esquerda. Bíceps, abdomem, panturrilha: direita. Nariz: esquerda. Olhos: direita. (Olfato é sensação, animal, memória. Visão é objetividade, praticidade, razão).

tumblr_lkbh2epqTi1qapkbho1_500Liquidificador é de direita. (Maquiavel: dividir para dominar). Batedeira é de esquerda. (Gilberto Freyre: o apogeu da mistura, do contato, quase que a massagem dos ingredientes). Mixer é um caudilho de direita. Espremedor de alho é um caudilho de esquerda. Colher de pau, esquerda. Teflon, direita. Mostarda é de esquerda, catchupe é de direita — e pela maionese nenhum dos lados quer se responsabilizar. Mal passado é de esquerda, bem passado é de direita. Contra-filé é de esquerda, filé mignon é de direita. Peito é de direita, coxa é de esquerda. Arroz é de direita, feijão é de esquerda. Tupperware, extrema direita. Cumbuca, extrema esquerda. Congelar é de direita, salgar é de esquerda. No churrasco, sal grosso é de esquerda, sal moura é de direita e jogar cerveja na picanha é crime inafiançável.

Graal é de direita, Fazendinha é de esquerda. Cheetos é de direita, Baconzeetos é de esquerda e Doritos é tucano. Ploc e Ping-Pong são de esquerda, Bubaloo é de direita.
No sexo: broxada é de esquerda. Ejaculação precoce é de direita. Cunilingus: esquerda. Fellatio: direita. A mulher de quatro: direita. Mulher por cima: esquerda. Homem é de direita, mulher é de esquerda. (mas talvez essa seja a visão de uma mulher — de esquerda).

Benedetta Bonichi

Benedetta Bonichi

Vogais são de esquerda, consoantes, de direita. Se A, E e O estiverem tomando uma cerveja e X, K e Y chegarem no bar, pode até sair briga. Apóstrofe ésse anda sempre com Friedman,Bipolar Type Fukuyama e Freakonomics embaixo do braço. (A trema e a crase acham todo esse debate uma pobreza e são a favor do restabelecimento da monarquia).
“Eu gostava mais no começo” é de esquerda. “Não vejo a hora de sair o próximo” é de direita.

Behind a Little House

Dia é de direita, noite é de esquerda. Sol é de direita, lua é de esquerda. Planície é de direita, montanha é de esquerda. Terra é de direita, água é de esquerda. Círculo é de esquerda, quadrado é de direita. “É genético” é de direita. “É comportamental” é de esquerda. Aproveita é de esquerda. Joga fora e compra outro, de direita. Onda é de direita, partícula é de esquerda. Molécula é de esquerda, átomo é de direita. Elétron é de esquerda, próton é de direita e a assessoria do neutron informou que ele prefere ausentar-se da discussão.

To be continued (para os de direita)
Under construction (para os de esquerda)

Antonio Prata

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Remko Heemskerk sky

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Brad Kunkle leaves

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WWW I in 3D

No ano passado o pesoal do site A Nerd´s World encontrou e comprou em Niagara Falls uma Richard Verascope, rara câmera 3D, que previamente pertenceu ao Exército Francês.

ku-xlarge3A câmera estava em bom estado e ainda portava a maleta de couro original e lâminas de vidro, mas o tesouro estava em seu interior. Cada slide é um pedaço da história em forma de fotografia.

verascope-ww1-5-652x293 ku-xlarge

via:

World War 1 Verascope Camera

http://www.ideafixa.com/uma-rara-camera-3d-e-encontradas-com-fotos-da-i-guerra-mundial/

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Wait! Good kisser…

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Pacific Light by Ruslan Khasanov

http://www.behance.net/gallery/Pacific-Light/10037541

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