A visão antropocêntrica leva ao abismo

O caminho crítico é o único ainda aberto (Kant)

A autoridade odeia ser questionada

Eles sabem que sou uma ameaça a eles e à família deles

Porque sou uma ameaça à vida que eles abraçaram e sabem que é uma mentira. (Ken Kessey)

                   Crescimento pelo crescimento é a ideologia da célula cancerosa. (Edward Abbey)

Na medida em que o homem opta por ser rebanho, recusa o entendimento profundo de sua própria vida e acredita na ficção de que a máquina do mundo pode ser explicada pela lógica e pela retórica. (Rafael de Paula Aguiar Araújo – sobre a obra de Nietzsche)

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Antropoceno

Alguns cientistas o descrevem como o período mais recente na história do planeta terra. Ainda não há data de início precisa e oficialmente apontada, mas muitos consideram que começa no final do século XVIII, quando as actividades humanas começaram a ter um impacto global significativo no clima da Terra e no funcionamento dos seus ecossistemas. Esta data coincide com a invenção do Motor a vapor por James Watt em 1784. Outros cientistas consideram que o Antropoceno começa mais cedo, como por exemplo no advento da agricultura.

pragmatismo vs. contemplativismo

poder vs. ideologia

conceito vs. preconceito

A percepção do conceito pressupõe a superação do preconceito. Este caracteriza-se pela cristalização de certas idéias, sem fundamento racional e científico (Sérgio Biagi Gregório).

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/sergio-biagi/oratoria01-etimologia.html

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Indissociability among sword, flesh and heros

Bhavani Talwar  – the sword given by the goddess Bhavani  to Chhatrapati Shivaji Maharaj, king of Maratha Empire.

Bruncvik’s Sword – legendary Czech sword, according a legend burried inside of St Charles Bridge in Prague.

Caladbolg – The sword used by the hero Fergus mac Róich in the Irish epic Táin Bó Cúailnge.

Chandrahas (“Moon-blade”) – in Hindu mythology, the sword given by the god Shiva to the ten-headed Ravana, king of Sri Lanka.

Colada – the secondary sword of El Cid.

Crocea Mors– used by Julius Caesar in a story told by Geoffrey of Monmouth.

Curtana – the sword of Holger Danske, vassal of Charlemagne; this sword is reputed to be made of the same steel as Durendal and Joyeuse.

Durendal – (or Durindana) the sword that belonged to Roland, nephew of Charlemagne and hero of the French epic The Song of Roland; it once belonged to Hector of Troy.

Excalibur (Caledfwlch,Caliburn, etc. see also Caladbolg above) – King Arthur’s sword, given to him by the Lady of the Lake; the sword itself as well as the scabbard were magical.

Galatine – The sword of Sir Gawain in the Arthurian legends.

Gram (in the Volsung Saga) or Balmung (sometimes in later traditions) – Sigurd.

Grus– the historical sword of Bolesław III Wrymouth, medieval prince of Poland.

Hauteclere – this sword that belonged to Olivier, another hero of The Song of Roland.

Heaven’s Will (The Will of Heaven,Thuan Thien,Thuận Thiên)The Sword Gods gave to Lê Lợi to help him fight the Chinese.

Honjo Masamune – The best weapon made by Japan’s master swordsmith, Masamune.

Hrunting – Unferð, associate of Beowulf.

Joyeuse – the sword of Charlemagne (Charles the Great), the famed Medieval king of the Franks and first emperor of the Holy Roman Empire.

Kusanagi (Grasscutter / Sword of the Gathering Clouds of Heaven) – A sword of equivalent importance to Japan as the Excalibur is to Britain.

Legbiter – Viking King Magnus Barelegs’s sword.

Lobera – the sword of the king Saint Ferdinand III of Castile.

Morgelai – Bevis of Hampton’s sword in the Anglo-Norman/Middle English romance Bevis of Hampton.

The Sword in the Stone – King Arthur’s sword, placed by Merlin into a stone in a churchyard, which only the rightful king could remove. This sword is often identified with Excalibur (see above), but in some versions the Sword in the Stone is broken in a fight with King Pellinore.

The Sword of Damocles – mythical sword of decision.

The Sword of Goujian – The sword used by King Goujian of Yue.

The Sword of Attila, discovered by Attila the Hun through mysterious means.

Szczerbiec – The sword of Polish kings.

Tizona or Tizón – one of the two swords of El Cid.

Tyrfing – a cursed sword from the Tyrfing Cycle, which includes the Hervarar saga and parts of the Poetic Edda.

Zulfiqar (Thul fiqar) – The two-tipped sword of legendary companion of Muhammad, Ali.

Mjölnir

Thor é conhecido como o Deus do Trovão e sua arma era um martelo de guerra mágico, chamado Mjolnir ou Mjölnir (em português: aquilo que esmaga; pronúncia: miêlnir) com uma enorme cabeça e um cabo curto e que nunca errava o alvo e sempre retornava às suas mãos. Ele usava luvas de ferro mágicas para segurar o cabo do martelo e o cinturão Megingjard que dobrava sua força. 20 de Maio é considerado dia do Mjolnir, desde calendários antigos, como o dia em que Thor recebe o poderoso martelo.

http://www.coletivocult.com/tag/mjolnir/

http://getasword.com/blog/35-list-of-famous-swords/

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Light Painting by Simon Berger

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Swamp Thing

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Eficiência vs. Eficácia vs. Efetividade

Por Gustavo Henrique Carles

Os conceitos de eficiência e eficácia são distintos, porém interligados, sendo assim, para algumas pessoas são considerados iguais. Mas estes conceitos possuem significados completamente distintos, pois uma atividade pode ser desempenhada com eficácia, porém sem eficiência e vice-versa e, em relação ao conceito da efetividade, pode-se considerar como a prática da junção dos dois conceitos.

Eficiência é a capacidade do administrador de obter bons produtos como produtividade e desempenho, utilizando a menor quantidade de recursos possíveis, como tempo, mão-de-obra e material, ou mais produtos utilizando a mesma quantidade de recursos.

Sendo assim, através deste conceito, temos que um administrador eficiente é aquele que realiza uma tarefa da melhor forma possível. Assim sendo, pode-se produzir algo interessante ao mercado, mas, se a produção deste produto não for feita com eficiência, muitas vezes o resultado final não será apropriado.

Eficácia é a capacidade de fazer aquilo que é preciso, que é certo para se alcançar determinado objetivo, escolhendo os melhores meios e produzir um produto adequado ao mercado. A eficiência envolve a forma com que uma atividade é feita, a eficácia se refere ao resultado da mesma.

Como exemplo de distinção entre os conceitos, temos a produção de um produto com eficiência, isto é, rapidamente e com baixos custos, mas que não é adequado, por exemplo, ao contexto e à situação econômica das pessoas. Nesse caso, temos eficiência, mas não eficácia. De acordo com Paulo Sandroni, em 1996, que resume bem essa idéia: “Fazer a coisa certa de forma certa é a melhor definição de trabalho eficiente e eficaz”.

Elaborando um pouco mais, podemos afirmar que a efetividade diz respeito à capacidade de se promover resultados pretendidos; a eficiência indica a competência para se produzir resultados com dispêndio mínimo de recursos e esforços; e a eficácia, por sua vez, remete à capacidade de alcançar as metas definidas para uma ação ou experimento.

As avaliações do desempenho de qualquer indivíduo, organização ou projeto estão relacionadas aos conceitos de eficácia, eficiência e efetividade. Estes conceitos são independentes entre si, ou seja, é possível alcançar cada um deles sem alcançar também os outros. O ideal, entretanto, é alcançar os três.

De acordo com a efetividade do processo, podemos obter valores produtivos que possuem a similaridade com o da eficiência de acordo com a relação entre o resultado obtido e o esforço dispendido. Sendo assim, quanto menor o esforço, o custo ou a quantidade de recursos dispendidos para alcançar um mesmo resultado, maior a produtividade e a efetividade e, quanto melhor a qualidade, o volume ou o valor do resultado alcançado com o mesmo custo, maior a produtividade.

Em uma conclusão simples, eficácia é a capacidade de realizar objetivos, eficiência é utilizar produtivamente os recursos e efetividade é realizar a coisa certa para transformar a situação existente. É através dessas definições que podemos concluir se uma determinada organização está desempenhando seu papel com sucesso ou se há algo que deve ser transformado.

* Gustavo Henrique Carles é técnico de suporte na Tron.

http://www.tron.com.br/blog/2010/04/a-diferenca-entre-eficiencia-eficacia-e-efetividade/

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Pāli Canon

tudo o que existe se origina na mente, tem base na mente, é moldado pela mente.

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Nietzsche online – Paulo Ghiraldelli Jr.

O fantástico da Internet é que ela permite que as narrativas sobre os acontecimentos se deem em concomitância com estes – ou quase isso.  Guardada as devidas proporções de tempo, nos anos de 1870 Nietzsche observou essa característica dos “tempos modernos”, referindo-se especificamente aos jornais. Ele comentou que nem bem uma guerra havia produzido seus primeiros mortos e os cadáveres apareciam nos jornais como história. E lembrou, é claro que em forma de chiste, que os periódicos não poderiam dizer a verdade porque eles sempre tinham mais ou menos o mesmo número de páginas, ao passo que o número de acontecimentos sempre estaria variando. Nietzsche escreveu isso em aforismos e, também, em um texto que os scholars qualificam como “de juventude”, uma das Extemporâneas.

Naquela época, Nietzsche avaliou que tal prática acentuava ainda mais um clima de época: a predominância do historicismo. Nada teria mais presente. Tudo ganharia uma conotação histórica tão logo viesse a ocorrer. Aos poucos, então, haveria um número cada vez maior de pessoas predispostas a antes viver a história de outros, como espectadores, que viver suas próprias vidas. O “mundo da hegemonia das imagens (instantâneas)”, como é possível denominar o nosso mundo hoje, foi tomado por Nietzsche, há mais de cem anos, como uma verdadeira vítima do historicismo e, enfim, da “cultura filisteia”

A regra de conseguir o “eu estava lá” só vale se eu registro no celular o evento. Mas, antes que registrar, o que preciso fazer é disponibilizar a imagem na Internet imediatamente, para que o mundo diga que “eu estou lá”. Caso o mundo não possa, instantaneamente, me ver “lá”, eu mesmo não saberei onde estou. Então, o celular em punho é minha atividade. Posso estar num baile, dançando com a homenageada (ou uma moça qualquer), mas um dos braços não está nela e, sim, esticado, servindo de apoio para o celular que nos transmite dançando para o mundo (ou quase dançando, pois é estranho dançar com um braço esticado). Isso sem contar as inúmeras cenas de sexo que são jogadas instantaneamente para a Internet, cenas que acabam não raro ocorrendo com dificuldade, caso eu não pare de acertar o celular, tentando achar o meu melhor ângulo de coito.

Walter Benjamin escreveu que os que voltavam da Primeira Guerra Mundial não tinham histórias para contar, diferente dos que haviam voltado das guerras anteriores. A Primeira Guerra havia sido a guerra das máquinas, da morte sem glória, do puro extermínio, do desaparecimento até mesmo dos restos mortais. A Primeira Guerra já foi uma guerra onde a propaganda e o jornais, criando a história no momento mesmo de sua ocorrência, ocupou o espaço das histórias antes que elas pudessem ser contadas pelos que seriam seus protagonistas. E elas não foram contadas, depois que os soldados voltaram. Eles haviam tido o experimento da guerra, mas não a experiência da guerra, não a vivência. Nossas guerras atuais mostram isso. Quem volta não conta a história, pois o que se faz é ligar o celular de modo a deixar que, em qualquer lugar, cada um possa ver o horror instantâneo e, portanto, se acostumar com todo e qualquer horror.

Walter Benjamin foi o primeiro a ver que esse tipo de mundo era aquele de seu tempo, em que uma foto que apresenta horrores pode ser vista por alguém que, enfim, exclama: “nossa, que linda foto”. O horror não mais choca, pois tudo tem um caráter estético, tudo é para informar e ser objeto de deleite ou de julgamento moral apressado – uma época em que a denúncia do preconceito só é regra porque o preconceito é o que há de mais atual. Nada é vivo, tudo é só imagem. Nada é para ocorrer, tudo é para ver. Um clima de hiperhistoricismo se consubstancia por meio de um clima de abundância jornalística. Um jornalismo sem jornalistas, só com repórteres – todos os nós. Conectadíssimos!

2011 Paulo Ghiraldelli Jr. Filósofo, escritor e professor da UFRRJ.

http://ghiraldelli.pro.br/2011/04/29/nietzsche-online/

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Smile Upon Me – Passion Pit

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Plutonomy

The result of a plutonomy is that the economy — particularly the financial sector — gets run largely by and for the top tiers of extremely wealthy people. One of the biggest reasons for the 2008 economic collapse was that increasingly exotic investments were created to attract investors. The top 10 percent has so much money compared to the rest of us that they ran out of opportunities for high returns in the “real” economy, and turned to real estate speculation and derivatives.

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To each soul is every other soul a back world

How charming it is that there are words and tones; are not words and tones rainbows and seeming bridges between the eternally separated?  To each soul belongs another world; to each soul is every other soul a back world.  Among the most alike does semblance deceive most delightfully: for the smallest gap is most difficult to bridge over.  For me – how could there be an outside of me?  There is no outside!  But this we forget on hearing tones; how delightful it is that we forget!  Have not names and tones been given to things that man may refresh himself with them?  It is a beautiful folly, speaking; therewith dances man over everything.  How lovely is all speech and all falsehoods of tones!  With tones dances our love on variegated rainbows. (Nietzsche – Thus Spoke Zarathustra)

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Modelo Holístico (Oriental) x Analítico (Ocidental)

por Galeno Alvarenga

Os asiáticos (orientais) usam o modelo holístico para explicar, isto é, eles tendem a examinar o campo inteiro, atribuindo a ele a causalidade dos eventos. Eles fazem pouco uso de categorias (do individual), bem como da lógica formal. Para explicar os eventos eles confiam no raciocínio dialético; examinam os dois lados da situação.

Os ocidentais (homens americanos, principalmente), por outro lado, são mais analíticos, colocam mais atenção nos objetos isolados e nas categorias às quais eles pertencem (“lápis”; objeto para escrever) e, além disso, usam regras para incluir e deduzir, como a lógica formal para compreender a conduta do objeto, incluindo o homem.

Portanto, há considerável diferença para captar, observar e, consequente

mente, explicar os eventos ou comportamentos e as várias comunidades. Isso forçosamente irá afetar não somente suas crenças acerca de aspectos específicos do mundo, mas também a natureza de seu processo cognitivo, isto é, a maneira pela qual eles conhecem o mundo. Mais especificamente, organizações sociais diferentes dirigem suas atenções para alguns aspectos de um campo em detrimento de outro. Assim, o que é examinado como importante numa cultura vai influenciar suas crenças acerca da natureza do mundo e acerca dascausalidades desse. De outra forma: as crenças mais arraigadas e profundas populares de culturas diferentes (ocidentais e orientais) diferem acerca do que é importante para se conhecer e como o conhecimento dessas coisas poderá ser obtido.

Por tudo isso, as diferentes crenças irão ditar tanto o desenvolvimento como a aplicação de somente algunsprocessos cognitivos em detrimento de outros. A organização social e as práticas sociais podem diretamente afetar a plausibilidade das afirmações, como, por exemplo, se a causalidade seria olhada como residindo num campo versus a que afirma a causalidade no objeto (“Bush está destruindo os Estados Unidos”.).

A Grécia antiga – Individualismo (Agência Pessoal)

Uma das mais notáveis características da Grécia antiga (Iônicos e Atenienses em particular) era a locação do poder no indivíduo. As pessoas ordinárias desenvolviam um sentido de agência pessoal que não havia acontecido em outras gerações anteriores. A definição de felicidade para os gregos era “o exercício dos poderes vitais através das linhas de excelência na vida…”. Para alcançar a “felicidade” os gregos acreditavam na influência dos deuses (intervenção divina) e, também, numa ação humana independente, isto é, para eles as duas trabalhavam juntas.

A vida diária dos gregos estava imbuída com um sentido de escolha do indivíduo (“Eu quero…”), pois eles não contavam com a restrição social. A idéia do estado Ateniense era a união de indivíduos livres capazes de desenvolverem seus próprios poderes e viverem suas vidas conforme suas próprias escolhas quanto à maneira de ser. Eles acreditavam obedecer somente às leis criadas e promulgadas por eles mesmos, normas que podiam ser criticadas e mudadas conforme seus desejos.

Homero enfatizava que, além de ser um guerreiro valioso, a mais importante habilidade de um homem era ser um grande debatedor. Mesmo as pessoas comuns participavam dos debates da praça do mercado e das assembléias políticas e podiam até mesmo desafiar o rei.

Um aspecto da civilização grega importante para todos nós foi seu sentido de curiosidade acerca do mundo e a pressuposição que esse podia ser compreendido através da descoberta de regras que regessem os eventos. De outro modo, podíamos criar normas capazes de englobar os eventos em categorias, bem como descobrir suas relações. Partindo desses pressupostos, os gregos, especulando acerca da natureza dos objetos e eventos que os circundavam, foram capazes de criar modelos a respeito do meio ambiente onde viviam; uma pré-ciência.

A construção desses modelos foi elaborada a partir da categorização de objetos e acontecimentos e, também, criando regras visando a descrição sistemática, a predição e a explicação dos fatos. Foram essas inovações com respeito à maneira de pensar ou de conhecer a realidade que possibilitaram novas descobertas no campo da Física, Astronomia, Matemática, Geometria, lógica formal, Filosofia Racional, História Natural, História e Etnografia.

Ao mesmo tempo, ou antes, antigas civilizações, incluindo a Mesopotâmia inicial e Egito, fizeramobservações sistemáticas em muitos domínios científicos, mas somente os Gregos tentaram criar um modelo (teoria do observado) de tais observações em termos de causas presumíveis sob os acontecimentos físicos.

A Antiga Civilização Chinesa – Harmonia

Contrastando com a civilização grega, a chinesa enfatizava o oposto do “agente pessoal”. Ela focalizava mais a obrigação social recíproca (do grupo) ou do “agente coletivo”. Os chineses sentiram que o individualismoera parte de um ajuntamento da malha da coletividade, visto como uma família ou um aglomerado de uma cidade, por isso, a conduta do indivíduo deveria ser guiada não pela expectativa de um indivíduo, mas sim pela expectativa do grupo.

sistema moral chinês fundamental, o Confucionismo, foi essencialmente uma elaboração das obrigações prescritas entre o imperador e o sujeito, pais e filhos, amigo e amigo, marido e mulher, irmão e irmão, etc. Asociedade chinesa fez o indivíduo se sentir parte de um grande e complexo (geralmente benigno e acolhedor) organismo social. Neste nicho os papéis prescritos relacionados à união eram os guias para aconduta ética. Os direitos dos indivíduos estavam presos ao compartilhamento dos direitos da comunidade como um todo. A obediência ao sistema hierárquico (rei, pais, mais velhos) tinha prioridade sobre a maioria das outras ações.

ênfase no coletivo, o contrário do individualismo, resultou na valorização chinesa da harmonia grupal. Esta harmonia ocorre quando os ocupantes de um grupo social realizam suas funções sem transgredir certos deveres, principalmente as expectativas grupais. Assim, num grupo social, qualquer forma de confrontação, tal como o debate, era desencorajado; o contrário do que era enfatizado entre os gregos.

civilização chinesa foi tecnicamente mais avançada que a grega, como, por exemplo, no sistema de irrigação, tinta, porcelana, compasso magnético, estribos, roda do carrinho de mão, broca para furar, triângulo de Pascal, barreiras para canais, barcos, compartimentos para água, leme para barco, cartografia quantitativa, técnicas de imunização, técnicas astronômicas de observação, sismógrafos, etc. Muitos desses ganhos tecnológicos foram postos em funcionamento quando a Grécia ainda não tinha nenhum. Entretanto, na China esse progresso tecnológico não foi criado devido a investigações minuciosas ou a teorias científicas. Tudo isso foi desenvolvido por meios artesanais, por tentativas de soluções diante de problemas concretos e práticos encontrados, isto é, devido aos fatos observados pelos órgãos dos sentidos. Não houve, entre os chineses, preocupação de construírem modelos formais (lógicos) do mundo natural vivido.

A Ciência Chinesa e Grega, Matemática e Filosofia

As diferentes crenças e posturas dessas duas civilizações refletem existências sociais diversas: holísticaversus analítica. O pensamento holístico está envolvido numa orientação do contexto ou campo como um todo, incluindo atenção às relações entre um objeto focalizado e seu campo, e uma preferência por explicar e predizer acontecimentos baseados em tais relações. A abordagem holística prende-se no conhecimento experiência/baseado (mais intuitivo) mais do que no da lógica abstrata, sendo dialético, significando dar ênfase nas mudanças e, principalmente, reconhecendo contradições entre uma e outra explicação, vantagens e desvantagens numa mesma ação. Essa postura conduziu a olhar e explicar o Universo através de óculos com perspectivas múltiplas e na procura de um “caminho intermediário” entre proposições opostas (feio e bonito, bom e mau).

pensamento analítico está envolvido com o destaque (isolamento) de um objeto do seu contexto, uma tendência a focalizar atributos do objeto para colocá-lo numa categoria, e na preferência do uso de regras acerca da categoria para explicar e predizer a conduta do objeto. As inferências fazem parte nessa estrutura de descontextualização do conteúdo, o uso da lógica formal e a fuga da contradição. O pensamento holísticoé associativo e sua computação reflete semelhança e contiguidade. O pensamento analítico selecionasistemas de símbolos representacionais e sua computação reflete regras de estrutura.

Continuidade versus separação (intervalo) entre a explicação holística e analítica

Uma diferença intelectual fundamental entre essas civilizações é a de que a chinesa vê o mundo como uma coleção de encaixes (justaposições) e de substâncias ou matérias. Isto contrasta com as idéias Platônicasdescrevendo os objetos como individuais ou particularidades que têm propriedades que são elas mesmas universais, como “dureza” e “brancura”. Os gregos estão inclinados a ver o mundo como uma coleção de objetos separados os quais são categorizados em referência a algum subconjunto de propriedades universais que caracterizam o objeto.

Campos versus Objeto

Para os chineses as partes (objetos) só existem dentro do todo, sendo inseparáveis. Para os gregos, o foco é o objeto central e seus atributos. Isto contribui para a falta de compreensão dos gregos com respeito ànatureza fundamental no domínio da causalidade físicaAristóteles explicou que a pedra cai porque tem a propriedade de “gravidade”, enquanto uma folha tem a propriedade de “leveza”. Os chineses, ao contrário, reconheciam que todos os acontecimentos são devidos às operações de campos de força, pois eles, de modo prático, já conheciam o magnetismo e a ressonância acústica. A idéia de cirurgia vem do Ocidente: tirar o órgão estragado para consertar o mal. Entre os chineses essa idéia era herética, pois, para eles, a saúde depende do equilíbrio e fluxo de forças naturais através do corpo.

dialética versus Princípios Fundamentais de Lógica

Em lugar da lógica, os chineses desenvolveram a dialética, a qual envolve reconciliação, transcendência ou mesmo aceitar contradições aparentes. Para a tradição intelectual chinesa, não importa haver incompatibilidade entre a crença A e a não A, pois ambas têm mérito. Na verdade, para o espírito de Tao ou princípio yin-yang, “A” pode atualmente implicar “não A” (branco e preto, feio e bonito). O estado oposto de problemas pode existir simultaneamente com o estado de transtorno (querela, luta). Isso indica encontrar omeio termo entre os extremos, aceitando que as duas partes da disputa podem ter direito a sua parte ou que as duas proposições opostas podem conter alguma verdade (nova, não percebida ainda).

Experiência/baseada (intuição)versus análise abstrata

Os chineses procuravam intuitivamente o conhecimento instantâneo através da percepção direta, ou seja, a intuição. Isto compreende focalizar um momento particular do conhecimento assentado em casos concretos.

Os gregos enfatizavam o conhecimento fazendo uso da lógica e dos princípios abstratos. A experiência concreta e direta era vista como não sendo de confiança e, além disso, incompleta. Nestes casos, eles, ao mesmo tempo em que desprezavam a experiência imediata e concreta, aceitavam e acreditavam no estado dos corpos que observavam, focalizavam e pensavam de certo modo como verdade (realidade) que tinham percebido, mas, também, acreditavam numa possível dedução acerca dos fatos acontecidos para explicar o Universo.

Apesar de não apreciarem a observação, ironicamente, uma importante descoberta dos gregos a partir da lógica formal foi o desenvolvimento das ciências, uma atividade que foi impedida de se realizar por muitos anos. Após o século VI do período Jônico (Iônico), a tradição empírica na ciência grega foi grandemente enfraquecida. O empirismo foi combatido pelos gregos assentados na convicção, por parte dos filósofos, que a realidade podia ser compreendida fazendo uso apenas da razão, isto é, sem a utilização dos órgãos sensoriais e, principalmente, sem as emoções.

Sistemas sócio-cognitivos: organização social, atenção e metafísica ingênua

Se uma pessoa vive num mundo social complexo, fazendo uso de diferentes papéis diante das diversas relações sociais, sua atenção será provavelmente dirigida para fora de si mesma e para o campo social. Os chineses, por hábito, ao atenderem mais ao meio social, focalizavam o meio ambiente em geral. Esta postura permitia, por exemplo, fortalecer a importância do campo no conhecimento dos eventos físicos. Se percebemos nós mesmos como embutidos (misturados) dentro de um contexto mais abrangente, no qual a pessoa é uma parte interdependente, é provável que outros objetos e eventos no campo também sejam percebidos de modo similar. A atenção ao campo deveria promover tentativas para compreender relações entre objetos e eventos no campo e deveria encorajar explicações de acontecimentos em termos de suas relações; objeto e campo. Do mesmo modo dentro do campo social.

Por outro lado, se vivemos num mundo com poucas relações sociais e restrição de papéis, é possível atentar primariamente para o objeto e as metas da pessoa com respeito a ele. As propriedades do objeto podem assim ser salientes e a pessoa pode ser encorajada para usar aquelas propriedades para desenvolver categorias e regras que presumivelmente governam a conduta do objeto.

A crença (ilusória) de que a pessoa conhece as regras governadoras da conduta do objeto (intenções, motivações, emoções, cognição) podia encorajar o foco exclusivo nas explicações do objeto e a crença que o mundo é um lugar que é controlável através de nossas próprias ações. Entretanto, o mundo provavelmente será percebido como separado da pessoa, descontínuo, por aqueles que olham a si mesmos como entidades altamente distintas, autônomas, tendo conexões limitadas com outros e possuindo a capacidade para agir com autonomia e não como heteronômicos.

Os gregos e os chineses desenvolveram hábitos diferentes para explicar eventos com referência ao campo ou ao objeto pertencente a uma determinada categoria. Assim, para os gregos, torna-se importante descobrir as propriedades e a categoria a que pertencem os objetos, tendo como hábito ou padrão perceptual a descontextualização (a retirada do campo ou contexto) dos objetos do campo a que eles pertencem, e também os hábitos cognitivos para explicar a conduta em termos de categorias e regras aplicadas a ele. Todo esse modo de perceber e conceber (conhecer) de um grupo e outro são automáticos e inconscientes e contaminam toda a estratégia epistemológica subjacente ao pensamento ingênuo.

Da Organização Social ao Processo Cognitivo

Os dois modos de uma e de outra cultura, grega e chinesa, de trabalhar com o conhecido, a lógica e a dialética podem ser vistos como ferramentas cognitivas desenvolvidas para lidar com conflitos com o mundo externo e, também, interno.

As pessoas, nas quais a existência está baseada na harmonia, não deveriam esperar desenvolver umaconfrontação ou debate. Ao contrário, suas metas intelectuais, quando confrontadas com uma contradição, podem ser orientadas para a solução da contradição, transcendendo ou encontrando um “caminho intermediário”.

Ao contrário, as pessoas que estão livres para a contenda com seus vizinhos podem esperar desenvolver regras para a condução do debate, incluindo princípios da não-contradição e da lógica formal. Os gregos deram nascimento às ciências apoiados em princípios da retórica que governavam os debates em praça pública.

Os chineses estão presos à situação concreta, isto é, sensitivos ao meio ambiente. Os gregos estão centrados neles mesmos, no indivíduo, e eles esperam que o meio ambiente seja sensitivo a eles. Os chineses são mais passivos e os americanos (principalmente o homem) ativos ao lidar com o meio.

Atenção e Controle

A localização da atenção é altamente maleável e sujeita à aprendizagem estratégica de adaptação e, como a percepção, pode ser melhorada. As pessoas em algumas culturas prestam mais atenção a muito mais amplos acontecimentos, ao mesmo tempo, que as pessoas de outras culturas. Se os ocidentais prestam mais atenção aos objetos, e acreditam que eles compreendem as regras que influenciam a conduta do objeto, eles podiam ter uma crença maior na controlabilidade do objeto do que os asiáticos. Em decorrência desse modo diferente de perceber e de prestar atenção, podemos concluir que: a) os asiáticos vêem mais relações entre os elementos; b) vêem mais o todo que as partes; c) encontram mais dificuldades em diferenciar um objeto quando ele está embebido num campo e d) suas percepções e condutas deveriam ser mais influenciadas pelas crenças que eles têm sobre os objetos ou meio.

Diversas pesquisas têm sido descritas para identificar respostas de chineses e americanos com as respostas holísticas versus as analíticas. Cenas de uma pescaria mostradas para chineses e americanos concordam com o descrito acima: os ocidentais vêem o foco e os orientais o campo; o americano supõe poder controlar o meio ambiente externo para atingir o desejado, enquanto que o chinês se autocontrola para se adaptar ao meio externo. O americano, mais otimista, supõe poder controlar o ambiente.

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Explicação e Predição

Se os ocidentais atentam mais para os objetos, nós podemos esperar que eles atribuam causalidade aos objetos. Os asiáticos, por outro lado, por terem sua atenção voltada mais para o campo e relações entre os objetos no campo, tornam-se mais inclinados a atribuir causalidade ao contexto e à situação.

Entre os americanos, há uma tendência para ver a conduta como produto das disposições do ator e ignorar outros importantes determinantes da conduta. Uma pesquisa mostra que os americanos explicam a conduta de uma outra pessoa predominantemente em termos de traços (descuidado, bom, inteligente, preguiçoso), já os indianos explicam as condutas comparando-as em termos de papéis sociais, obrigações, meio ambiente físico e outros fatores contextuais.

Uma outra pesquisa acerca de assassinos em série relatou que os americanos explicam as causas como uma presumida doença mental e outras disposições negativas dos criminosos, enquanto os relatos dos chineses do mesmo acontecimento tecem especulações usando a situação, o contexto e mesmo fatores sociais que podiam estar relacionados. Num e noutro caso, as pessoas usam termos, por perceberem e focalizarem coisas diferentes, diversos para explicarem o mesmo evento.

Portanto, as regras e as categorias seriam esperadas como sendo as principais bases para se fazer a organização dos eventos no ocidente. As causalidades (regras) tidas como fazendo parte do objeto, por exemplo, usadas pelos ocidentais, são valores que são aplicados num grande número de objetos, isto é, dando origem a uma categoria. Por outro lado, se os orientais atribuem causalidade primariamente no campo, então a causalidade toma forma da relação entre o objeto e o campo.

Diversos estudos indicam que a Ásia Oriental confia menos nas regras e nas categorias e mais nas relações e semelhanças para organizar o mundo que se tenta entender e explicar; o oposto acontece com os americanos.

Princípios da dialética

Princípio de mudança – a realidade não é um processo estático, mas dinâmico e mutável. Uma coisa não necessita ser idêntica a ela mesma; há uma fluidez constante.

Princípio da contradição – como a mudança é constante, a contradição é constante. Assim, o velho e o novo, o bom e o mau existem no mesmo objeto ou evento e na verdade dependem de um ou outro para sua existência.

Princípio das relações ou do holismo – como há constante mudança e contradição, nada na vida humana ou na natureza é isolado e independente. Tudo está relacionado.

As origens dos sistemas sócio-cognitivos

civilização chinesa foi baseada na agricultura. Nesta, obrigatoriamente, havia uma constante cooperação de um indivíduo com seus companheiros e ou vizinhança, forçando-os a viver em harmonia com a ordem social. Nesta ordem social, o Rei, depois Imperador, ou a burocracia, controlava as ações. Esse coletivismo ou interdependência é a orientação social dos chineses.

ecologia grega, por outro lado, conspirava contra a base agrária. Na Grécia o trabalho consistia mais no uso da pesca ou do rebanho. Nestas atividades a pessoa, mais isolada, podia trabalhar independente. Também, a política grega era mais descentralizada. Cada cidade tinha seu controle próprio e, por isso, era mais livre nas suas ações.

Foi desses dois tipos de conduta que nasceu a crença de que laços sociais mais fortes poderiam produzir uma orientação mais holística no mundo. Os fazendeiros são mais dependentes que os caçadores, industriais ou boiadeiros. Os campos/dependentes são mais interessados em lidar com problemas sociaisque os de orientação oposta. O esforço para melhorar as condições de um povo “oriental” (campo) X “ocidental” (cidades grandes) será muito diferente para um e outro grupo.

Os sistemas de pensamento para existir em homeostase (equilíbrio) com as práticas sociais precisavam estar conforme as situações que as circundavam: a interatividade de um lado e o afastamento de outro (asilos e prisões, para isolamento). A lei, num lugar, tende a resolver conflitos na base de negociação intermediária. Há possibilidade de um contrato ser alterado e renegociado. Quanto à religião, sua filosofia subjacente permite a interpenetração e mistura de qualidades de uma e de outra incorporando aspectos de diversas delas. Em contraste, a religião Cristã tende fortemente para insistir em sua pureza única, na não mistura. Como consequência, há mais guerras religiosas no Ocidente (Grã-Bretanha) que na Ásia. A linguagem é pictórica por excelência no oriente. No ocidente, ela é analítica, com letras compondo palavras e, estas, frases, parágrafos, etc.

Os processos cognitivos existem em sistema de pensamento dependente e em reforço mútuo, de modo que um dado estímulo de uma situação muitas vezes dispara processos bastante diferentes numa cultura e em outra. Daí não ser possível uma distinção aguda entre processo e conteúdo cognitivo.

Os sistemas ocidentais

epistemologia tácita (implícita, subentendida) é que irá ditar os procedimentos cognitivos que as pessoas usam para resolver problemas particulares. O conteúdo imaginado são crenças acerca da natureza do mundo que determina a epistemologia oculta (não mostrada). A pessoa que acredita que o conhecimento acerca de objetos é normalmente tanto necessário e suficiente para compreender sua conduta acreditará na sua importância para descobrir as categorias apropriadas que devem ser aplicadas nos objetos e nas regras adequadas que irão ser aplicadas às categorias.

Haverá uma procura por categorias e regras que irão ditar os modos particulares de organizar o conhecimento bem como os modos de obter novos conhecimentos acerca das regras. Estas práticas, por sua vez, são ajudadas pela confiança na lógica formal, com especial atenção para o fantasma (espectro) da contradição que subdetermina as crenças acerca da validade das regras.

As abstrações serão as metas porque as categorias e regras serão usadas justamente para indicar que elas têm uma ampla possibilidade e porque pode ser mais fácil aplicá-las conforme a lógica formal para a abstração do que os objetos concretos.

Os sistemas orientais

De modo similar podemos pensar acerca das pessoas que pensam que a causalidade é uma função complexa de múltiplos fatores operando em um objeto num campo. A complexidade indica uma mudança constante e dinâmica. Uma crença numa mudança e instabilidade tende a criar hábitos de categorização e busca por regras universais acerca de objetos que parecem irrelevantes, ou melhor, uma tentativa para ver a inter-relação de eventos como importantes. A contradição parece inevitável, desde que a mudança é constante e fatores opostos sempre existem. A preocupação com objetos concretos será vista como mais útil que a procura por abstrações. A lógica não será admitida para prevalecer ou dominar a experiência ou o senso comum.

Para finalizar

Assim, cada povo – ou pessoa – possui sua mala carregada de utensílios ou ferramentas diferentes para lidar com o mundo. Cada um usa seu instrumento preferido ou disponível para o mesmo problema. Os membros de diferentes culturas (ou pontos de vista, teorias) parecem não ver o mesmo estímulo-situação como um problema que necessita ser observado e notado. Uma aparente contradição num estímulo pode ser um problema para os ocidentais, mas não para os orientais.

Um outro aspecto é que as culturas diferentes podem construir diferentes ferramentas cognitivas para lidar com os problemas levando as pessoas a tomar medidas diferentes ou nem tomá-las, conforme o caso, como as estatísticas modernascusto/benefício, que são ferramentas que não existiam no século XVII. Do mesmo modo, houve uma transformação da antiga noção chinesa de yin e yang para noções dialéticas acerca de transformação, moderação, relativismo e a necessidade de pontos de vistas diversos. As diversas “ferramentas” estão impregnadas de “terorias” não percebidas que contaminam estes instrumentos sem que seu possuidor perceba. Conforme a ferramenta usada, uma realidade diferente é observada e, consequentemente, uma ação diversa é utilizada para resolver o problema.

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publicado em: Publicações ›› Segredos da Mente ›› Pressão cultural: prescrições para um modo de pensar e agir padronizado ›› Sistema de pensamento: Holístico versus Analítico

http://www.galenoalvarenga.com.br/publicacoes-livros-online/segredos-da-mente/modelo-holistico-oriental-x-analitico-ocidental

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Autómato Celular Auto-Reprodutor de Von Neumann

O problema com a reprodução da máquina é que o construtor universal é um robô sem mente. Tem que se lhe dizer muito explicitamente o que a fazer. A solução de Von Neumann era adicionar ” uma unidade supervisória “ para lidar com as tarefas. A auto-reprodução poderia então ocorrer em duas fases. Na primeira, sob a orientação da unidade supervisória, o construtor universal constrói uma nova unidade universal. Quando esta construção está completa, a unidade supervisória copía a planta da sua cosntrução e transfere a cópia para a nova máquina.

 Von Neumann começou com uma rede, com cada célula num estado inactivo. Um organismoc om duzentas mil células  era então introduzido. Os detalhes desta criatura eram representados pelos diferentes estados das células individuais – havia 29 estados possíveis. As diferentes combinações destes estados geriam o comportamento do organismo e definiam o próprio organismo.

O autómato foi moldado como uma caixa com uma cauda muito longa; a caixa, com aproximadamente oito células de comprimento, continha os seguintes sub-organismos:

  1. Uma fábrica, (recolhendo ‘materiais’ do ambiente organizando-os de acordo com instruções de um outro suborganismo),

  2. A duplicadora de  (leitura de instruções informativas e respectiva cópia),

  3. O computador  (o instrumento do controlo);

Uma vez que este autómato foi englobado numa rede, cada célula, como uma máquina de estado finito individual, começou a seguir as regras que lhe foram aplicadas. O efeito destes comportamentos locais fez com que emergisse um comportamento global: a estrutura auto-reprodutora interagiu com as células vizinhas e mudou alguns dos seus estados. Transformou-os em materiais – nos termos de estados da célula – que compõem o organismo original. A cauda da célula contem  instruções para o corpo da criatura. Eventualmente, ao seguir as regras de transição, o organismo duplica o seu corpo principal; a informação foi passada através ‘ de um cordão umbilical ‘, do pai à criança. A última etapa no processo era a duplicação da cauda, e o separação ‘ do cordão umbilical ‘. Duas criaturas idênticas, ambas capazes da auto-reprodução, estavam agora na rede.

Olga Pombo:  opombo@fc.ul.p
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