O prazer da destruição é um prazer criador

O Etreno Retorno

Nietzsche nos dá o “Eterno Retorno” como uma saída, que consiste na busca da criação por meio da destruição, somente nesta complementação poderemos transcender e reafirmar a vida em detrimento dos valores que teriam envenenado a humanidade. Talvez seja isto que levou Heidegger a afirmar que Nietzsche foi o niilista mais contundente dentre todos os niilistas: na esperança de “curar a civilização de um niilismo decadente” cria-se uma hipótese niilista ainda mais aterradora e inescapável. (Jefferson Nunes)

O ímpeto destruidor

Entre os teóricos do terror destacam-se o anarquista Bakunin e Netschaiev, cujo lema era: “O prazer da destruição é um prazer criador”. Em seu Catecismo Revolucionário, ambos afirmam que o revolucionário “despreza e odeia a moral da sociedade moderna em todas as suas formas e fundamentos. Considera como moralmente justificado tudo quanto favoreça o triunfo da Revolução. Todos os sentimentos emolientes do parentesco, da amizade, do amor, da gratidão, até mesmo o de honra, devem ser sufocados nele por uma paixão fria pela causa da Revolução. […] Dia e noite ele só deve ter um único pensamento, um único objetivo: a destruição implacável”. Esse ímpeto destruidor, mola do terrorismo, é o denominador comum presente na Revolução Francesa de 1789, na Revolução Comunista de 1917 e no nazismo hitlerista.

post: http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=FE7B2E4C-C7C2-CD63-61B164A103D5BB56&mes=setembro2004

Posted in Body | Leave a comment

Snap Ballons

Posted in Body | Leave a comment

Cet obscur objet du désir…

Shomei Tomatsu - 1971

Posted in Body | Leave a comment

Galeria – Chiaroscuro vr. Silhouette

Domício Pedroso - Foto: L.E.Geara

Pico do Surf em Matinhos - Foto: L.E.Geara

Caiobá - Foto: L.E.Geara

Calçadão em Matinhos - Foto: L.E.Geara

unveiling - Foto: L.E.Geara

Posted in Body | Leave a comment

Exposição ULTRA – Mostra de Artes Visuais Hospital Regional do Litoral – Paranaguá PR

Curadoria: André Serafim

Artistas: Adalmy Garmatter, André Serafim, Antonio Temporão, Bení Moura, Beto Perna, Claumir Schlottag, Dartagnan Lagos, Dolly Polasek, Jamile de Paula, Laércio Gomes, Leonardo Damião, Luiz Marcelo, Marcel Fernandes, Mariane Bassfeld, Mauro Mendes, Rogé Michaud, Salete Dalarosa, Sylvia Capriles, Temansky, Vera Cordeiro.

Fotos: L.E.Geara

Posted in Body | Leave a comment

Tibet Movement

Tibetan independence movement

Tibetan Flag

Monk Thích Quảng Đức, Saigon, 11 june 1963.

 

 

Posted in Body | Leave a comment

Língua e Ignorância

O Brasil tem acompanhado a polêmica a respeito do livro Por uma vida melhor, distribuído pelo PNLD do MEC. Diante de posicionamentos virulentos e alguns até histéricos, a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LINGUÍSTICA, ABRALIN, vem a público manifestar-se a respeito.

O fato que chamou a atenção foi que os críticos não tiveram sequer o cuidado de analisar o livro mais atentamente. Pautaram-se sempre nas cinco ou seis linhas citadas. O livro acata orientações dos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) já em andamento há mais de uma década. Outros livros didáticos também englobam a discussão da variação linguística para ressaltar o papel e a importância da norma culta no mundo letrado. Portanto, nunca houve a defesa de que a norma culta não deva ser ensinada. Ao contrário, entende-se que esse é o papel da escola, garantir o domínio da norma para o acesso efetivo aos bens culturais e para o pleno exercício da cidadania. Esta é a única razão que justifica a existência da disciplina de Língua Portuguesa para falantes nativos de português.

A linguística surgiu como ciência há mais de um século. Como qualquer outra ciência, não trabalha com a dicotomia certo/errado. Esse é o posicionamento científico, que permitiu aos linguistas elaborar outras constatações que constituem hoje material essencial para a descrição e explicação de qualquer língua humana.

Uma constatação é o fato de que as línguas mudam no tempo, independentemente do nível de letramento de seus falantes, do avanço econômico e tecnológico ou do poder mais ou menos repressivo das Instituições. Formas linguísticas podem surgir, desaparecer, perder ou ganhar prestígio. Isso sempre foi assim. Muitos dos usos hoje tão cultuados pelos puristas originaram-se do modo de falar de uma forma alegadamente inferior do latim.

Outra constatação é o fato de que as línguas variam num mesmo tempo: qualquer língua apresenta variedades deflagradas por fatores, como diferenças geográficas, sociais, etárias, dentre outras. Por manter um posicionamento científico, a linguística não faz juízos de valor acerca dessas variedades, simplesmente as descreve. No entanto, os lingüistas constatam que essas variedades podem ter maior ou menor prestígio, que está sempre relacionado ao prestígio que têm seus falantes no meio social. Por esse motivo, o desconhecimento da norma de prestígio pode limitar a ascensão social e isso fundamenta o posicionamento da linguística sobre o ensino da língua.

Não há caos linguístico, nenhuma língua já foi ou pode ser corrompida ou assassinada, ou fica ameaçada quando faz empréstimos. Independentemente da variedade que usa, o falante fala segundo regras gramaticais estritas. Os falantes do português brasileiro fazem o plural de “o livro” de duas maneiras: uma formal: os livros; outra informal: os livro. Mas certamente não se ouve “o livros”. Assim também, não se pronuncia mais o “r” final de verbos no infinitivo, mas não se deixa de pronunciar (não de forma generalizada, pelo menos) o “r” final de substantivos. Qualquer falante, culto ou não, pode dizer (e diz) “comprá” para “comprar”, mas apenas algumas variedades diriam “dô” para “dor”. Estas últimas são estigmatizadas socialmente, porque remetem a falantes de baixa extração social. Falamos obedecendo a regras. E a escola precisa ensinar que, apesar de falarmos “comprá” precisamos escrever “comprar”. Assim, o trabalho da linguística tem repercussão no ensino.

Por outro lado, entendemos que o ensino de língua materna não tem sido bem sucedido, mas isso não se deve às questões apontadas. Esse tópico demandaria discussão mais profunda, que não cabe aqui.

Por fim, é importante esclarecer que o uso de formas linguísticas de menor prestígio não é indício de ignorância ou de outro atributo que queiramos impingir aos que falam desse ou daquele modo. A ignorância não está ligada às formas de falar ou ao nível de letramento. Aliás, pudemos comprovar isso por meio desse debate que se instaurou em relação ao ensino de língua e à variedade linguística.

Associação Brasileira de Linguística – Diretoria biênio 2009-2011

Posted in Body | Leave a comment

O Nascimento e a Crucificação de Afrodite

Venus de Willendorf

Na época da criação dos primeiros deuses, Gaia, a Mãe-terra, e Ouranos, o Pai Celeste, haviam dado à luz muitos filhos divinos. Dentre os últimos a nascer estavam os Titãs, filhos monstruosos que odiavam o pai. De modo que Ouranos lançava-os de volta à pobre Gaia cada vez que um surgia.

Finalmente, um dos filhos mais jovens, Cronos, que também odiava o pai, voltou-se contra Ouranos e castrou-o com uma foice de pedra que Gaia fizeram especialmente para castigar seu cruel companheiro. Sem atinar, Cronos lançou então o membro decepado por sobre os ombros, e este caiu por terra. Das gotas ensangüentadas brotaram as Fúrias e os Gigantes, mas o membro genital caiu em tormentoso mar, onde foi carregado pelas ondas.

Da espuma que se formou em torno do pênis decepado foi crescendo uma menina. Ela foi primeiro levada pelo mar até Citera, e depois para Chipre, sempre envolta pelas ondas. Lá a linda deusa aportou com seus dois companheiros, Eros, cujo nome significa Amor, e Himeros, cujo nome significa Desejo. Quando tocou terra firme, a relva brotou debaixo de seus pés. Seu nome, para os mortais, era Afrodite, que significa “nascida da espuma”. (Hesíodo)

Afrodite, certamente, não foi grega desde o início. A maioria dos estudiosos hoje a consideram uma descendente da deusa sumeriana Ishtar (mais tarde Astarte, na Babilônia), que era ao mesmo tempo uma deusa do amor e a rainha suprema do céu. Em seu culto estava presente a idéia do poder unificador e gratificador de Eros, acorrentado e corroído numa civilização doente. A santificação do Eros e da procriação. Afrodite é o arquétipo da sexualidade e da sensualidade, do Eros livre. Não é virgem, pois valorizava as experiências emocionais e os relacionamentos, mas não como permanentes e duradouros. A eterna amante… Por se amar, tudo nela transpira amor.

post: http://eradafilha.blogspot.com/2009/11/por-que-afrodite-ameaca-tanto-sociedade_24.html

Art: Eric Drooker

 A Crucificação da Deusa – A anulação das convicções e dos valores femininos – é o maior dos nossos mais penosos dramas. Mas a crucificação é apenas um prelúdio da ressurreição da Deusa.  (Marianne Williamson)

Posted in Body | Leave a comment

Longwave – Tidal Wave

Posted in Body | Leave a comment

Amy Kahlo

Posted in Body | Leave a comment

Maxixe Machine – Oil Man – Herói de Curitiba vs Carrasco de NY

Posted in Body | Leave a comment

Do Texto à Ação – Paul Ricoeur

Jamais o universo do leitor vai coincidir com o universo do autor. Impossibilidade humana. Desta forma, a intencionalidade do autor, embora seja real, deixa de ser relevante no processo interpretativo. Um texto atravessa leitores, épocas. Para agravar mais ainda: a cada leitura textual realizada pelo mesmo leitor, em momentos diferentes, provocará novas indagações…. Afinal, nunca somos os mesmos, parafraseando Heráclito: Nunca nos banhamos  duas vezes nos mesmos mares.

Posted in Body | Leave a comment

Trip to the Moon

Posted in Body | Leave a comment