AnarcoIndividualismo

Não é uma filosofia simples, mas que se refere a um conjunto de filosofias individualistas que estão frequentemente em conflito umas com as outras, e nunca foi um movimento social, mas um fenômeno filosófico/literário influenciado pelo pensamento de de William GodwinHenry David Thoreau com a temática do transcendentalismo, Josiah Warren defendendo a soberania individual, Lysander Spooner, Pierre Joseph Proudhon e Benjamin Tucker focando no Mutualismo, Herbert Spencer.

Chaotic Neutral

O anarquismo filosófico, isto é, que não defende uma revolução para remover o estado, “é um componente especial do Anarcoindividualismo (ou Anarquismo Individualista) sendo uma tradição filosófica do anarquismo com ênfase no indivíduo, e sua vontade; argumenta que cada um é seu próprio mestre, interagindo com os outros através de uma associação voluntária, relacionada ao Mutualismo: o indivíduo se associa livremente a uma sociedade de homens livres (Proudhon). Assim o anarquismo individualista refere-se a algumas tradições de pensamento dentro do movimento anarquista que priorizam o indivíduo sobre todo tipo de determinação externa, que ele é um fim em si mesmo e não um meio para uma causa, incluindo grupos, “bem-comum”, sociedade, tradições e sistemas ideológicos.

Max Stirner (Johann Kaspar Schmidt)

Max Stirner foi um filósofo alemão classificado como um dos pais da literatura do niilismo, existencialismo, pós-modernismo e do anarquismo, mais especificamente do anarquismo individualista em sua forma mais extrema. Em sua obra O único e sua propriedade (1844), procura demonstrar como, através da história, a humanidade foi levada a se sacrificar por ideais abstratos (fantasmas). Estes ideais, ao invés de trazerem felicidade, apenas serviram de fachada para que uma minoria de indivíduos egoístas se beneficiasse do trabalho da maioria da população. Contra isto, Max Stirner propôs que todos os indivíduos se tornassem egoístas também, se associando voluntariamente conforme necessário, mas zelando pelos seus próprios interesses pessoais. Segundo ele, só assim a exploração de poucos por muitos poderia ser abolida. Stirner não recomenda, ao indivíduo, tentar eliminar o Estado, mas simplesmente desconsiderá-lo e, quando ele entrar em conflito com suas escolhas autônomas, combatê-lo. Ao fazer isso, o indivíduo estará de acordo com seus próprios interesses. Ele diz que o egoísta rejeita a busca da devoção a “uma grande ideia, uma doutrina, um sistema, uma vocação sublime”, dizendo que o egoísta não tem vocação política, mas “vive por si só” sem levar em conta “quão bem ou mal a humanidade assim passa”. Stirner considerou que a única limitação sobre os direitos do indivíduo é o seu poder para obter o que deseja.

via:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Anarquismo_individualista

AnarcoIndividualismo ou Anarquista Individualista – Vertentes do Anarquismo

 

 

 

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Michelângelo, Yod-Heh-Vav-Heh e Deus

Na imagem acima, de autoria do mestre Michelangelo, pode-se ver uma das interpretações mais bonitas do conceito de Deus. Ateus e crentes normalmente não têm capacidade para entender ou compreender a beleza desta imagem nem o seu significado: isso terá de ser explicado pelo ocultistas. Alquimia é uma ciência que junta todo o conhecimento racional ao filosófico. Todos os grandes nomes da humanidade da ciência, arte, música e literatura foram ocultistas.

Antes de começar, precisamos entender alguns pontos que serão cruciais para a compreensão do que é “Deus” para os Alquimistas e Cabalistas. Ao contrário dos crentes e ateus, que pensam que divindades são seres literais e ficam brigando como crianças para ver se eles existem ou não no Plano Físico, ocultistas tem plena consciência que deuses são símbolos.
Como tais, é necessário respeitar os símbolos (não venerá-los) e compreendê-los para tornar nossa vida melhor e mais completa.

A Capela Sistina
A “Cappella Sistina” é uma capela situada no Palácio Apostólico, residência oficial do Papa na Cidade do Vaticano. É famosa pela sua arquitetura, inspirada no Templo de Salomão do Antigo Testamento, e sua decoração em afrescos, pintada pelos maiores artistas da Renascença, incluindo Michelangelo, Rafael, Bernini e Sandro Botticelli, todos ocultistas e rosacruzes.
A capela tem o seu nome em homenagem ao Papa Sisto IV, que restaurou a antiga Capela Magna, entre 1477 e 1480. Durante este período, uma equipe de pintores que incluiu Pietro Perugino, Sandro Botticelli e Domenico Ghirlandaio criaram uma série de painéis de afrescos que retratam a vida de Moisés e de Cristo, juntamente com retratos papais e da ancestralidade de Jesus. Estas pinturas foram concluídas em 1482, e em 15 de agosto de 1483, Sisto IV consagrou a primeira missa em honra a Nossa Senhora da Assunção.
Desde a época de Sisto IV, a capela serviu como um lugar tanto para religiosos, como funcionários para atividades papais. Hoje é o local onde se realiza o conclave, o processo pelo qual um novo Papa é escolhido.
É muito famosa por esta imagem, que está em seu teto, mas o que pouca gente sabe é que o conjunto de imagens da Capela Sistina retrata uma ÁRVORE DA VIDA, com cada afresco representando simbolicamente uma Esfera através de passagens bíblicas cuidadosamente escolhidas.


A disposição das imagens segue a correspondência das esferas em quatro Árvores sobrepostas.

Adão e Deus
Esta imagem é uma das obras primas de Michelângelo, pela sua beleza e também pela inteligência e capacidade de captar e trabalhar símbolos, além de demonstrar grande conhecimento da Kabbalah e de seu simbolismo dentro da alquimia.
Um dos nomes de Deus, que é retratado nesta imagem: YHVH (yod-heh-vav-heh)
Nada no hebraico antigo está ali por acaso. A linguagem é uma das mais belas que existem porque foi construída a partir da matemática e do simbolismo. Palavras e números possuem correspondência (muito muito muito longe da palhaçada que os esquisotéricos chamam de “numerologia pitagórica”) e seus símbolos se conectam em valores éticos que são válidos em qualquer período.

Examinando cada letra separadamente:

Yod – Valor Gematrico 10; representa o fogo, a inspiração, a centelha divina. Sua tradução literal é “Mão”, mas a mão que cria, a mão que trabalha, a mão que realiza e transforma o mundo. Faz a conexão simbólica entre Tiferet e Chesed e representa o iluminado que estendeu a mão em busca do Santo Graal. Seu arcano é a do Eremita, da pessoa que ativamente faz uma busca espiritual, intelectual ou emocional.

Heh – Valor Gematrico 5; sua tradução é “Janela”, no sentido de abertura para um local maior. Todas as vezes que estamos presos em um lugar fechado (seja uma casa, seja nossa mente) e abrimos um espaço para que possamos enxergar dimensões maiores, estamos trabalhando em sintonia com esta letra. Seu arcano correspondente é o Imperador e faz a conexão entre as esferas de Tiferet (Beleza) e Hochma (sabedoria). Heh se manifesta sempre que procuramos romper uma casca em direção à luz, seja um ateu/crente fundamentalista ampliando sua mente, seja o ato de se pesquisar e estudar fontes de fora da sua bolha, seja observar um novo ponto de vista; uma janela por onde a luz pode penetrar e iluminar o interior.

Vav – Valor Gematrico 6; significa “Gancho”, “garra” ou “unha” dependendo da tradução, mas sua essência é o ato de buscar ou agarrar alguma coisa e trazer para si. Pode ser algo físico, mas pode ser agarrar uma ideia, um pensamento ou um ensinamento. Seu Arcano correspondente é o Hierofante (ou Papa, no tarot de Marselha), aquele que ensina. Todas as vezes que trazemos algo novo para dentro do nosso universo, estamos puxando ou agarrando uma parte maior do todo. Isso se aplica desde a um cientista de ponta pesquisando algo que ninguém nunca pesquisou no planeta quanto a um bebê que está aprendendo a engatinhar. São escalas diferentes do mesmo fractal.
Vav conecta Chesed a Hochma: é a essência simbólica do que está dentro do Santo Graal; o que move os alquimistas, ocultistas e cientistas: a busca pelo desconhecido que ainda está oculto.

Na Genesis (que é um livro totalmente simbólico), Deus cria Adão (yod) e Eva (heh-vav-heh). Adão “dá nome a todas as coisas do planeta” e HVH surge da lateral de Yod (a conexão entre as esferas de Hochma e Binah forma uma ligação cujo desenho é horizontal e que graças às imagens iconográficas e erros de tradução de crentes medievais, foi transformado em “costela”… Esta conexão entre Yod e EVE é escrito pela letra Daleth (“porta”) ou o portal entre dois mundos, o da ação e o da concretização, que vai desde o processo de formulação de uma ideia à gestação de um filho.

Adão representa a primeira manifestação da criação (Alef, ou “sopro” ou inspiração vinda do universo), que foi representada pelo “sopro divino que anima o barro (Barro = Malkuth, Mundo Material) e representa todo o processo científico de procurar respostas naquilo que ainda é desconhecido. O universo (Kether) já estava lá antes de chegarmos, o homem (Malkuth) é que está buscando entender o todo.

Eva (HVH) representa o Entendimento (Binah), ou o ato de se passar através de uma janela ou abertura (“HVH é “uma janela que é aberta até se tornar uma porta”… pense na imagem de uma abertura em uma tenda que é rasgada com um gancho até que esta abertura não seja apenas um ponto de ver o que se está adiante, mas algo maior que se possa efetivamente passar e chegar até este outro local… ). Assim, Heh se torna Daleth.

YHVH – PhotoAtelier

Adão + Eva = Y + HVH = YHVH = Deus.

[Mãos trabalhando] + [Teorias se Expandindo] = [Conhecimento do Universo].

Também faz referência ao nascimento (humano, de uma ideia, de um projeto, etc). Todas as idéias um dia foram suposições ou teorias que, através dos experimentos e da busca ou refinamento se tornaram algo sólido, no qual você não apenas vê o que está adiante, mas pode dar o passo e chegar lá (isso se aplica a MUITAS coisas… é um fractal).

Mas este processo não requer um homem e uma mulher, mas duas metades simbólicas de NÓS MESMOS. Uma união gay que traga para dentro dos universos daquelas duas pessoas novos conceitos, novas experiências e ampliação da consciência está perfeitamente enquadrada como manifestação divina nos termos herméticos; um cientista ateu pesquisando sobre mosquinhas de fruta para estudar genética está buscando Deus (mesmo que não tenha capacidade para entender isso).

Então, voltando à fantástica imagem de Michelangelo, temos:

Michelangelo, como Ocultista e Rosacruz, sabia que o deus verdadeiro está DENTRO de cada um e tinha consciência de representá-lo da maneira correta. A busca a Deus é a busca pelos próprios limites e a superação destes. É observar o que está além e estender a mão até alcançar e transformar janelas em portas.

O problema começo quando os crentes literalizaram o conceito do que é Deus (Kether) e os ateus embarcaram nessa furada e se tornaram a “negação aos deuses” e desceram pro mesmo nível.

Toda a beleza da ARTE e do Simbolismo contido na Religião e nas Mitologias está OCULTO dos olhos profanos e protegido para as pessoas que saibam buscar. O mundo virou uma bagaceira de literalidades crentes versus a raiva irracional ao que não é racional dos ateus-fundamentalistas.

 

 

via:

Teoria da Conspiração

https://www.deldebbio.com.br/michelangelo-yod-heh-vav-heh-e-deus/

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The men who fell to earth


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Volcano of Water

See Explanation.  Clicking on the picture will download
 the highest resolution version available.

by Sergio Montúfar

Zodiacal Light
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Wire Formation

 

by Sounak Dasia

via:

https://www.lensculture.com/articles/sounak-das-wire-formation

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Lupus est homo homini lupus

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Αφροδίτη

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Memento Mori

 

 

 

 

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QimmyShimmy Sweets

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Liberté

Paul Eluard

1942

Nos meus cadernos de escola
Nesta carteira nas árvores
Nas areias e na neve
Escrevo teu nomeEm toda página lida
Em toda página branca
Pedra sangue papel cinza
Escrevo teu nomeNas imagens redouradas
Na armadura dos guerreiros
E na coroa dos reis
Escrevo teu nome

Nas jungles e no deserto
Nos ninhos e nas giestas
No céu da minha infância
Escrevo teu nome

Nas maravilhas das noites
No pão branco da alvorada
Nas estações enlaçadas
Escrevo teu nome

Nos meus farrapos de azul
No tanque sol que mofou
No lago lua vivendo
Escrevo teu nome

Nas campinas do horizonte
Nas asas dos passarinhos
E no moinho das sombras
Escrevo teu nome

Em cada sopro de aurora
Na água do mar nos navios
Na serrania demente
Escrevo teu nome

Até na espuma das nuvens
No suor das tempestades
Na chuva insípida e espessa
Escrevo teu nome

Nas formas resplandecentes
Nos sinos das sete cores
E na física verdade
Escrevo teu nome

Nas veredas acordadas
E nos caminhos abertos
Nas praças que regurgitam
Escrevo teu nome

Na lâmpada que se acende
Na lâmpada que se apaga
Em minhas casas reunidas
Escrevo teu nome

No fruto partido em dois
de meu espelho e meu quarto
Na cama concha vazia
Escrevo teu nome

Em meu cão guloso e meigo
Em suas orelhas fitas
Em sua pata canhestra
Escrevo teu nome

No trampolim desta porta
Nos objetos familiares
Na língua do fogo puro
Escrevo teu nome

Em toda carne possuída
Na fronte de meus amigos
Em cada mão que se estende
Escrevo teu nome

Na vidraça das surpresas
Nos lábios que estão atentos
Bem acima do silêncio
Escrevo teu nome

Em meus refúgios destruídos
Em meus faróis desabados
Nas paredes do meu tédio
Escrevo teu nome

Na ausência sem mais desejos
Na solidão despojada
E nas escadas da morte
Escrevo teu nome

Na saúde recobrada
No perigo dissipado
Na esperança sem memórias
Escrevo teu nome

E ao poder de uma palavra
Recomeço minha vida
Nasci pra te conhecer
E te chamar

Liberdade

Carlos Drummond de Andrade
e Manuel Bandeira

Sur mes cahiers d’écolier
Sur mon pupitre et les arbres
Sur le sable sur la neige
J’écris ton nom
Sur toutes les pages lues
Sur toutes les pages blanches
Pierre sang papier ou cendre
J’écris ton nomSur les images dorées
Sur les armes des guerriers
Sur la couronne des rois
J’écris ton nom

Sur la jungle et le désert
Sur les nids sur les genêts
Sur l’écho de mon enfance
J’écris ton nom

Sur les merveilles des nuits
Sur le pain blanc des journées
Sur les saisons fiancées
J’écris ton nom

Sur tous mes chiffons d’azur
Sur l’étang soleil moisi
Sur le lac lune vivante
J’écris ton nom

Sur les champs sur l’horizon
Sur les ailes des oiseaux
Et sur le moulin des ombres
J’écris ton nom

Sur chaque bouffée d’aurore
Sur la mer sur les bateaux
Sur la montagne démente
J’écris ton nom

Sur la mousse des nuages
Sur les sueurs de l’orage
Sur la pluie épaisse et fade
J’écris ton nom

Sur les formes scintillantes
Sur les cloches des couleurs
Sur la vérité physique
J’écris ton nom

Sur les sentiers éveillés
Sur les routes déployées
Sur les places qui débordent
J’écris ton nom

Sur la lampe qui s’allume
Sur la lampe qui s’éteint
Sur mes maisons réunies
J’écris ton nom

Sur le fruit coupé en deux
Du miroir et de ma chambre
Sur mon lit coquille vide
J’écris ton nom

Sur mon chien gourmand et tendre
Sur ses oreilles dressées
Sur sa patte maladroite
J’écris ton nom

Sur le tremplin de ma porte
Sur les objets familiers
Sur le flot du feu béni
J’écris ton nom

Sur toute chair accordée
Sur le front de mes amis
Sur chaque main qui se tend
J’écris ton nom

Sur la vitre des surprises
Sur les lèvres attentives
Bien au-dessus du silence
J’écris ton nom

Sur mes refuges détruits
Sur mes phares écroulés
Sur les murs de mon ennui
J’écris ton nom

Sur l’absence sans désir
Sur la solitude nue
Sur les marches de la mort
J’écris ton nom

Sur la santé revenue
Sur le risque disparu
Sur l’espoir sans souvenir
J’écris ton nom

Et par le pouvoir d’un mot
Je recommence ma vie
Je suis né pour te connaître
Pour te nommer

Liberté.


Paul Éluard 

 

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Festina lente

“apressa-te devagar”.

O trabalho executado devagar é melhor do que quando feito apressadamente (Augusto, imperador romano).

Punctured bicycle
On a hillside desolate
Will nature make a man of me yet?

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Pulsão e Sublimação e Recalque

Do ponto de vista da química, a sublimação é uma passagem direta do estado sólido para o gasoso, sem passar pelo estado líquido. O termo indica ainda um movimento de ascensão ou elevação daquilo que se sustenta no ar.

A Sublimação – Sublimierung – é um dos destinos da pulsão e consiste no processo de desvio das forças pulsionais sexuais para um alvo não sexual, em atividades socialmente valorizadas, como a arte, a ciência e o esporte. Diferentemente do recalque, que é outro destino da pulsão, e que vai da formação do sintoma à neurose, a Sublimação inclui a formação reativa, que vai firmar os traços de caráter, até chegar à disposição artística. Como possibilidades da Sublimação aparecem: sua ligação com o desejo, que impulsiona as criações humanas, e o humor, que bane o sofrimento e afirma a invencibilidade do eu. Depois da introdução da pulsão de morte, a Sublimação é vista como liberadora das pulsões agressivas do supereu, pulsões que lutam contra a libido, deixando o eu exposto ao perigo de maus-tratos e morte. Na Clínica Psicanalítica a Sublimação é percebida sempre que há transformação das pulsões em criações culturais, sendo este o propósito da análise: substituir a pulsão de morte por Eros. Lacan diz que na Sublimação há a elevação do objeto à dignidade da Coisa. Isso se dá na criação artística.

Pulsão designa em psicanálise um impulso energético interno que direciona o comportamento do indivíduo. O comportamento gerado pelas pulsões diferencia-se daquele gerado por decisões, por ser aquele gerado por forças internas, inconscientes, alheias ao processo decisional.

A pulsão é uma montagem histórica e singular. Prescinde de um objeto preestabelecido, como no mundo animal, e sua satisfação passa por vários encaminhamentos. A pulsão tem vários destinos: pode ser recalcada, revertida em seu oposto, retornar em direção ao eu ou ser sublimada. Na sublimação a pulsão mantém seu teor sexual, modificando sua finalidade, que se desvia do sexual para o social. Para Marco Antonio Coutinho, o termo desvio surge sempre em Freud para falar da sublimação, enquanto afastar-se está ligado ao recalque. Afastar-se de algo implica em mantê-lo no próprio horizonte como referência, ao passo que desvio significa ir mais além…

Berlin20s Seidenstücker-Akt-Nude

A sublimação consiste, pois, numa das vicissitudes específicas da pulsão, sendo esta um estímulo mental constante, com renovável poder de pressão, que visa satisfazer-se. O conceito de pulsão se situa no limiar entre o somático e o psíquico, sendo um “limite de continentes, terra e mar, corpo e linguagem, volúpia da carne e volúpia da alma”, no dizer de Marília Brandão Lemos de Morais Kallas. A pulsão alude ao corpo como regido pelo princípio do prazer, diferentemente do corpo biológico da medicina. O corpo humano possui um sentido, uma articulação entre as zonas erógenas e o domínio das representações.

Recalque e sublimação aparecem paralelamente, na maioria das vezes, porque são os dois polos extremos das vicissitudes das pulsões. São as mais importantes formas de evitamento da realização sexual direta. No recalque, o sujeito permanece preso ao sexual, que é o ponto de referência para ele, no nível do proibido. Na sublimação, o sujeito deixa a referência à satisfação sexual direta e lida com ela na sua dimensão de impossível. Esse impossível da satisfação que está em jogo na pulsão encontra na sublimação sua possibilidade de manifestação plena, pois a sublimação revela a estrutura do desejo humano como tal, ao evidenciar que, para além de todo e qualquer objeto sexual, esconde-se o vazio da Coisa, do objeto enquanto radicalmente perdido.

Lacan vai dizer que na sublimação há a elevação do objeto à dignidade da Coisa. A Coisa (das Ding) é conceituada na obra freudiana como o objeto perdido de uma satisfação mítica.
Por trás de todo objeto sexual se esconde o vazio da Coisa, vazio esse inerente à própria estrutura da sexualidade humana. Como a sublimação é um ato em vias de produção, daí vem sua possibilidade de ser causa da criação e não se ligar ao que já foi criado. Ela traz a dimensão do novo e da transformação.

via:

Eliana Rodrigues Pereira Mendes

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-73952011000200007

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Trasmutação da “ENTIDADE DO SÊMEN”

O artifício para a transmutação da “ENTIDADE DO SÊMEN” consiste na conexão do Lingam (Falo), com o Yoni (Útero), sem a ejaculação da entidade do sêmen.
O dr. Heller (V.M. Huiracocha) dava a fórmula em latim:

“Inmisio membro viril in vagina femina sine eyaculatiun seminis.”

via:
“Sexologia Transcendental” – V.M. Samael Aun Weor

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