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Estudar signos. Essa é a ciência que chamamos de Semiótica. A teoria criada por Charles S Peirce estuda toda e qualquer linguagem. Outra filosofia de Peirce é o Pragmatismo. O Pragmatismo, por sua vez, se encarrega de determinar significados, baseados no método empírico e interligando o conhecimento e a intencionalidade.
O Pragmatismo é uma filosofia que “procura um método que determine o significado real de qualquer conceito” (PEIRCE, 1977, p.193). Com isso, Peirce quer dizer que se faz necessário um método, um procedimento empírico, baseado nas experiências diárias que consigam determinar as significações que poderão resultar em um raciocínio.
Com o Pragmatismo, Peirce buscava explicar o hábito (a ação ou conduta humana) amparada nos principais desenvolvimentos filosóficos da história. A filosofia de Peirce era estruturada num tripé: Fenomenologia, Ciências Normativas e Metafísica. (BEHLING, 2008, 24)
Podemos “afirmar que semiótica pertence a esta filosofia que o autor criou e chamou de Pragmatismo” (BEHLING, 2008, 39). Na estrutura do Pragmatismo, a saber, Fenomenologia, Ciências Normativas e Metafísica, a Semiótica é um desmembramento das Ciências Normativas que além da Semiótica enumera também a Ética e a Estética.
Ao estudar os signos a Semiótica avalia os significados desses signos. Daí a estreita relação entre Semiótica e Pragmatismo. O Pragmatismo quer dar significado a qualquer coisa ou conceito, enquanto a semiótica se ocupa com a significação dos signos.
Por fim, podemos analisar que existe uma linha muito tênue entre os estudos que Peirce dedicou ao Pragmatismo e as investidas dessa filosofia na Semiótica. Percebe-se ainda um
entrelaçamento entre as ciências normativas e a fenomenologia, que estuda a experiência humana nos três momentos do fenômeno: Primeiridade, Segundidade e Terceiridade. Essa interação entre o estudo das significações transitam frequentemente entre a semiótica e o pragmatismo.
via:
http://juniornardelli.blogspot.com.br/2010/05/semiotica-e-o-pragmatismo.html
A visão saussuriana da língua como um sistema de valores está intimamente associada à sua célebre frase: “na língua só existem diferenças”, ou seja , ela funciona sincronicamente e com base em relações opositivas (paradigmáticas) no sistema e contrastivas (sintagmáticas) no discurso. Tendo como ponto de partida as idéias motrizes contidas no Curso de lingüística geral, formaram-se várias escolas estruturalistas (fonológica de Praga, estilística de Genebra, funcionalista de Paris, glossemática de Copenhague), que deram conseqüência e continuidade ao pensamento infelizmente inacabado do genial fundador da Lingüística moderna. A visão da língua como um sistema semiológico, a teoria do signo, com seus dois princípios fundamentais: arbitrariedade / linearidade, a diferença entre sincronia (funcionamento) e diacronia (evolução), a distinção fonética / fonologia, fone / fonema, a dupla articulação da linguagem (1ª = plano do conteúdo ou morfossintaxe; 2ª = plano da expressão ou fonologia), as noções de morfema e gramema, a tricotomia língua / fala / norma são categorias lingüísticas extremamente férteis, todas decorrentes do pensamento de Saussure e hoje definitivamente incorporadas às ciências da linguagem.
O paradigma é uma espécie de “banco de reservas” da língua, um conjunto de unidades suscetíveis de aparecer num mesmo contexto. Desse modo, as unidades do paradigma se opõem, pois uma exclui a outra: se uma está presente, as outras estão ausentes. É a chamada oposição distintiva, que estabelece a diferença entre signos como gado e gato ou entre formas
verbais como estudava e estudara, formados respectivamente a partir da oposição sonoridade / não-sonoridade e pretérito imperfeito / mais-que-perfeito. A noção de paradigma suscita, pois, a idéia de relação entre unidades alternativas. É uma espécie de reserva virtual da língua.
Define-se o sintagma como “a combinação de formas mínimas numa unidade lingüística superior”. Trata-se, portanto, de relações (relação = dependência, função) onde o que existe, em essência, é a reciprocidade, a coexistência ou solidariedade entre os elementos presentes na cadeia da fala. Essas relações sintagmáticas ou de reciprocidade existem, a nosso ver, em todos os planos da língua: fônico, mórfico e sintático, ao contrário do que deixa entrever a definição do próprio Saussure, que nos induz a conceber o sintagma apenas nos planos mórfico e sintático. Sendo assim, o sintagma, em sentido lato, é
toda e qualquer combinação de unidades lingüísticas na seqüência de sons da fala, a serviço da rede de relações da língua. Por exemplo, no plano fônico, a relação entre uma vogal e uma semivogal para formar o ditongo (ai /ay/); no nível mórfico, a própria palavra, com seus constituintes imediatos, é um sintagma lexical (am + a + va + s); sintaticamente, a relação sujeito + predicado caracteriza o sintagma oracional (Pedro / estudou a lição.).
Uma Visão Estilística
No plano da expressão, as relações paradigmáticas operam com base na similaridade de sons. É o caso das rimas (“Mas que dizer do poeta / numa prova escolar? / Que ele é meio pateta / e não sabe rimar?”, Carlos Drummond de Andrade), aliterações (“Vozes veladas, veludosas vozes”, Cruz e
Sousa), assonâncias (“Tíbios flautins finíssimos gritavam”, Olavo Bilac), homoteleutos [ou homeoteleutos] (“Rita não tem cultura, mas tem finura”, Machado de Assis).
No plano do conteúdo, as relações paradigmáticas baseiam-se na similaridade de sentido, na associação entre o termo presente na frase e a simbologia que ele desperta em nossa mente. É o caso da metáfora: “O pavão é um arco-íris de plumas.” (Rubem Braga), ou seja, arco-íris = semicírculo ou arco multicor. Embora presente no texto em prosa, a metáfora é mais usual na poesia.
Já a metonímia, mais comum na prosa, por basear-se numa relação de contigüidade de sentido, atua no eixo sintagmático. Ex.: O autor pela obra: “Gosto de ler Machado de Assis”; a parte pelo todo: “Os desabrigados ficaram sem teto” (= casa); o continente pelo conteúdo: “Tomei um copo de vinho” (o vinho contido no copo), etc.
via:
CARVALHO, Castelar de. Para compreender Saussure. 12ª ed. Petrópolis: Vozes, 2003.
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Hopper’s own words about his work were submitted in 1953 to the journal, Reality under the title Statement:
Great art is the outward expression of an inner life in the artist, and this inner life will result in his personal vision of the world. No amount of skillful invention can replace the essential element of imagination. One of the weaknesses of much abstract painting is the attempt to substitute the inventions of the human intellect for a private imaginative conception. The inner life of a human being is a vast and varied realm and does not concern itself alone with stimulating arrangements of color, form and design. The term life used in art is something not to be held in contempt, for it implies all of existence and the province of art is to react to it and not to shun it. Painting will have to deal more fully and less obliquely with life and nature’s phenomena before it can again become great.
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via:
http://www.keartanddesign.com/blog/2013-05-17-artist-inspiration-edward-hopper
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LES FÊNETRES SE OUVRAIENT
les fênetres s’ouvraient sur une herbe de rêve
enchevêtrées parmi les courses de l’eau
au feu des briques sauvages
trempaient dans le vin
les épais triomphes des couchants morcelés
bientôt la douleur ne sera plus vivante
et la dérnière lueur fauchera et son trouble
et la dure amitié qu’un ressort tendu
liait à son ombre – je n´était que son ombre.
AS JANELAS SE ABRIAM
as janelas se abriam sobre uma erva de sonho
confundidas entre os cursos da água
no calor dos tijolos selvagens
encharcavam no vinho
os espessos triunfos de poentes partidos
em breve a dor já não estará viva
e o último luar ceifará e sua emoção
e a dura amizade que uma mola em tensão
ligava à sua sombra – eu era apenas sua sombra.
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Los arados, los sembríos
las cosechas y su amor,
dan al indio en este mundo
alegría en su dolor.
Por donde quiera que vaya
toca triste el rondador
porque en su alma hay sólo pena,
sufrimiento y gran dolor
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Em filosofia e lógica, é o status de proposições que não são necessariamente verdadeiras nem necessariamente falsas. Há quatro classes de proposições, algumas das quais se sobrepõem:
Todas as proposições necessariamente verdadeiras e todas as proposições contingentes também são proposições possíveis.
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“A revolução não é o convite para um jantar, a composição de uma obra literária, a pintura de um quadro ou a confecção de um bordado, ela não pode ser assim tão refinada, calma e delicada, tão branda, tão afável e cortês, comedida e generosa. A revolução é uma insurreição, é um ato de violência pelo qual uma classe derruba a outra.” Mao Tse-Tung
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Tradução intralingual (reformulação), que “consiste na interpretação dos signos verbais por meio de outros signos da mesma língua”
Tradução interlingual (tradução propriamente dita), que “consiste na interpretação dos signos verbais por meio de alguma outra língua”
Tradução intersemiótica (transmutação), que “consiste na interpretação dos signos verbais por meio de signos não-verbais”
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Roman Jakobson (1959) “Aspectos linguísticos da tradução” (On Linguistics Aspects of Translation)
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Todas as árvores com todos os ramos com todas
[as folhas
A erva na base dos rochedos e as casas
[amontoadas
Ao longe o mar que os teus olhos banham
Estas imagens de um dia e outro dia
Os vícios as virtudes tão imperfeitos
A transparência dos transeuntes nas ruas do acaso
E as mulheres exaladas pelas tuas pesquisas
[obstinadas
As tuas ideias fixas no coração de chumbo nos
[lábios virgens
Os vícios as virtudes tão imperfeitos
A semelhança dos olhares consentidos com os
[olhares conquistados
A confusão dos corpos das fadigas dos ardores
A imitação das palavras das atitudes das ideias
Os vícios as virtudes tão imperfeitos
O amor é o homem inacabado.
Paul Eluard, in “Algumas das Palavras”
Tradução de António Ramos Rosa
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Charles S.Peirce wrote about the symbol:
“By a symbol I mean a representation which upon being presented to the mind – without any resemblance to its object and without any reference to a previous convention – calls up a concept…
A symbol is subject to three conditions. 1st it must represent an object or informed and representable thing. Second it must be a manifestation of logos, or represented and realizable form. Third it must be translatable into another language or system of symbols.” (Harvard Lectures on the Logic of Science)
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