Eu morro, e isso também me dói.

…toda Idéia é irreal

toda paixão é irreal

para este povo separado há séculos

cuja leve sabedoria lhe basta para viver

e nunca o libertou.

Expor meu rosto

minha magreza…

Erguer só, a minha pueril voz

já não faz sentido

A covardia nos faz acostumar

a ver as atrocidades com a mais estranha indiferença.

Eu morro, e isso também me dói.

.                                                                                     Pier Paolo Pasolini

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Baudelaire

Poema Heautontimorumenos

Sem cólera te espancarei,
Como o açougueiro abate a rês,
Como Moisés à rocha fez!
De tuas pálpebras farei, Para o meu Saara inundar,
Correr as águas do tormento.
O meu desejo ébrio de alento
Sobre o teu pranto irá flutuar Como um navio no mar alto,
E em meu saciado coração
Os teus soluços ressoarão
Como um tambor que toca o assalto!

Não sou acaso um falso acorde
Nessa divina sinfonia,
Graças à voraz Ironia
Que me sacode e que me morde?

Em minha voz ela é quem grita!
E anda em meu sangue envenenado!
Eu sou o espelho amaldiçoado
Onde a megera se olha aflita.

Eu sou a faca e o talho atroz!
Eu sou o rosto e a bofetada!
Eu sou a roda e a mão crispada,
Eu sou a vítima e o algoz!

Sou um vampiro a me esvair
– Um desses tais abandonados
Ao risco eterno condenados,
E que não podem mais sorrir!

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Bakunin e a Ditadura Invisível (carta para Albert Richard)

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“existe apenas um poder e uma ditadura que enquanto organização é salutar e plausível: é aquela que é uma ditadura coletiva e invisível, daqueles que estão aliados em nome de nosso princípio.”

Bela Borsodi

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“essa ditadura será ainda mais salutar e efetiva se não estiver investida de qualquer poder oficial ou de caráter extrínseco.”

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Avalanches

 

Ainda que eu voe terei que saber andar, correr, rastejar, dançar…

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Roland Bathes e o Interpretante Final

Nos anos 6o, Barthes era um dos que acreditavam numa semiótica das mídias, cuja meta seria descobrir conotações secundárias das mensagens das mídias superpostas ao nível primário de denotações.

Posteriormente ele abriu mão desta posição, quando chegou à conclusão de que um nível de significação primário ou denotativo, que reflete a verdadeira “natureza” das coisas ou a sua “realidade”, nunca pode ser o ponto de partida da análise semiótica de uma mensagem. Para Barthes (1970:9), uma tal análise começa  sempre com o exame de uma pluralidade de significações (conotativas), e, somente após a investigação de uma longa corrente de determinações significativas, podemos esperar chegar a uma interpretação que pode ser denominada como denotação da mensagem. De acordo com Barthes, o nível denotativo de uma mensagem não representa um nível  de significação primário, mas, quando muito, um nível de significação final alcançado após um longo processo de interpretação. Nesta idéia de Barthes de uma possível finalidade de processo de significação encontra-se um outro paralelo com um elemento central da semiótica pierceana, a idéia do “interpretante final”.

Ao invés de referência, confrontamo-nos, ao final, com auto-referência (Solomon Marcus - 1997)

Representamen

fonte: Semiótica e o Estudo das Mídias – Winfried Nöth

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Aos TA’s e Discentes

Não estamos conseguindo ultrapassar a esfera política e adentrar a esfera técnica e efetivamente produtiva.

Manipulação Retórica

A manipulação retórica advinda do medo, caracteriza uma questão territorial entre castas. E o medo da igualdade no fundo é  medo da perda da autoridade institucional, uma vez que autoridade fruto do respeito não sem perde sem grave motivo. E a mediação sucumbiu à confrontação…

Se é para consecução dos objetivos dentro dos prazos, talvez seja hora de nos afastarmos do conselho. Uma vez que nossas propostas foram postas na mesa de debate, podemos deixar que a conclusão do texto fique a encargo das altas titulações.

Nossa contribuição não parece mais bem vinda, apenas temida, impedindo qualquer avanço na discussão das propostas e inevitavelmente comprometendo a saúde das relações internas. O retrocesso é apenas o reconhecimento que ainda não estamos preparados para nossa autonomia e emancipação.

…o colonizador ainda domina barganhando espelhinhos em troca do nosso ouro…

L.E.Geara

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Crocco Studio Design – Surfboards

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MOnkey MágicO – Vintage PhotoShop

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Peregrino Soy, a Santiago Voy!

Santiago de Compostela

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Wittgenstein – Tractatus Logico-Philosophicus

"Ornament is crime" - Adolf Loos

As proposições da ética ou são contrassensos, absurdos, construções sem sentido ou são meras convenções comportamentais. Em ambos os casos, tais proposições não conseguem alcançar o que haveria de fundamental na ética. Isso porque o que é fundamental à ética só pode ser mostrado, não pode ser dito.

Adolf Loos

“Sobre aquilo de que não se pode falar, deve-se calar.”
—Wittgenstein. Tractatus, 7.
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A Poesia de Dylan Thomas

        POEMA DE OUTUBRO

Era o meu trigésimo ano rumo ao céu
Quando chegou aos meus ouvidos, vindo do porto
e do bosque ao lado,
E da praia empoçada de mexilhões
E sacralizada pelas garças
O aceno da manhã
Com as preces da água e o grito das gralhas e gaivotas
E o chocar-se dos barcos contra o muro emaranhado de redes
Para que de súbito
Me pusesse de pé
E descortinasse a imóvel cidade adormecida.
Meu aniversário começou com as aves marinhas
E os pássaros das árvores aladas esvoaçavam o meu nome
Sobre as granjas e os cavalos brancos
E levantei-me
No chuvoso outono
E perambulei sem rumo sob o aguaceiro de todos os meus dias.
A garça e a maré alta mergulhavam quando tomei a estrada
Acima da divisa
E as portas da cidade
Ainda estavam fechadas enquanto o povo despertava.
Toda uma primavera de cotovias numa nuvem rodopiante
E os arbustos à beira da estrada transbordante de gorjeios
De melros e o sol de outubro
Estival
Sobre os ombros da colina,
Eram climas amorosos e houve doces cantores
Que chegaram de repente na manhã pela qual eu vagava e ouvia
Como se retorcia a chuva
O vento soprava frio No bosque ao longe que jazia a meus pés.

Pálida chuva sobre o porto que encolhia
E sobre o mar que umedecia a igreja do tamanho de um caracol
Com seus cornos através da névoa e do castelo
Encardido como as corujas Mas todos os jardins
Da primavera e do verão floresciam nos contos fantásticos
Para além da divisa e sob a nuvem apinhada de cotovias.
Ali podia eu maravilhar-me
Meu aniversário Ia adiante mas o tempo girava em derredor.

Ao girar me afastava do país em júbilo
E através do ar transfigurado e do céu cujo azul se matizava
Fluía novamente um prodígio do verão
Com maçãs
Pêras e groselhas encarnadas
E no girar do tempo vi tão claro quanto uma criança
Aquelas esquecidas manhãs em que o menino passeava com sua mãe Em meio às parábolas
Da luz solar
E às lendas da verde capela
E pêlos campos da infância duas vezes descritos
Pois suas lágrimas me queimavam as faces e seu coração
se enternecia em mim.
Esses eram os bosques e o rio e o mar
Ali onde um menino
À escuta
Do verão dos mortos sussurrava a verdade de seu êxtase
Às árvores e às pedras e ao peixe na maré.
E todavia o mistério
Pulsava vivo Na água e nos pássaros canoros.
E ali podia eu maravilhar-me com meu aniversário
Que fugia, enquanto o tempo girava em derredor. Mas a verdadeira
Alegria da criança há tanto tempo morta cantava
Ardendo ao sol.
Era o meu trigésimo ano
Rumo ao céu que então se imobilizara no meio-dia do verão
Embora a cidade repousasse lá embaixo coberta de folhas no sangue de outubro.
Oh, pudesse a verdade de meu coração
Ser ainda cantada
Nessa alta colina um ano depois.

(tradução: Ivan Junqueira)

Poem In October

    It was my thirtieth year to heaven
Woke to my hearing from harbour and neighbour wood
    And the mussel pooled and the heron
            Priested shore
        The morning beckon
With water praying and call of seagull and rook
And the knock of sailing boats on the net webbed wall
        Myself to set foot
            That second
In the still sleeping town and set forth.

    My birthday began with the water-
Birds and the birds of the winged trees flying my name
    Above the farms and the white horses
            And I rose
        In rainy autumn
And walked abroad in a shower of all my days.
High tide and the heron dived when I took the road
        Over the border
            And the gates
Of the town closed as the town awoke.

    A springful of larks in a rolling
Cloud and the roadside bushes brimming with whistling
    Blackbirds and the sun of October
            Summery
        On the hill's shoulder,
Here were fond climates and sweet singers suddenly
Come in the morning where I wandered and listened
        To the rain wringing
            Wind blow cold
In the wood faraway under me.

    Pale rain over the dwindling harbour
And over the sea wet church the size of a snail
    With its horns through mist and the castle
            Brown as owls
        But all the gardens
Of spring and summer were blooming in the tall tales
Beyond the border and under the lark full cloud.
        There could I marvel
            My birthday
Away but the weather turned around.

    It turned away from the blithe country
And down the other air and the blue altered sky
    Streamed again a wonder of summer
            With apples
        Pears and red currants
And I saw in the turning so clearly a child's
Forgotten mornings when he walked with his mother
        Through the parables
            Of sun light
And the legends of the green chapels

    And the twice told fields of infancy
That his tears burned my cheeks and his heart moved in mine.
    These were the woods the river and sea
            Where a boy
        In the listening
Summertime of the dead whispered the truth of his joy
To the trees and the stones and the fish in the tide.
        And the mystery
            Sang alive
Still in the water and singingbirds.

    And there could I marvel my birthday
Away but the weather turned around. And the true
    Joy of the long dead child sang burning
            In the sun.
        It was my thirtieth
Year to heaven stood there then in the summer noon
Though the town below lay leaved with October blood.
        O may my heart's truth
            Still be sung
On this high hill in a year's turning.
                                             Dylan Thomas
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Mathman in Geek City

This will do it for any Maple users out there: 
 
batman:=((x/7)^2*sqrt(abs(abs(x) - 3)/(abs(x) - 3)) + 
(y/3)^2*sqrt(abs(y + (3*sqrt(33))/7)/(y + (3*sqrt(33))/7)) - 1) *(abs(x/2) 
- ((3*sqrt(33) - 7)/112)*x^2 - 3 +sqrt(1 - (abs(abs(x) - 2) - 1)^2 ) - y)
*(9*sqrt(abs((abs(x) - 1) *(abs(x) - 3/4))/((1 - abs(x))*(abs(x) - 3/4))) 
- 8*abs(x) - y) *(3*abs(x) + 3/4*sqrt(abs((abs(x) - 3/4)*(abs(x) - 1/2))
 /((3/4 - abs(x))*(abs(x) - 1/2))) - y)*(9/4*sqrt(abs((x - 1/2) *(x + 1/2))
/((1/2 - x)*(1/2 + x))) - y)*((6*sqrt(10))/7 + (3/2 - abs(x)/2)*sqrt(abs(abs(x) - 1)
/(abs(x) - 1)) - (6*sqrt(10))/14*sqrt(4 - (abs(x) - 1)^2 ) - y); 
plots:-implicitplot(batman, x=-7..7, y=-3..3, factor=true, scaling=constrained, grid=[100,100], gridrefine=4);
 

Batman Equations

font: http://www.reddit.com/r/pics/comments/j2qjc/do_you_like_batman_do_you_like_math_my_math/

Batsigns

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B&W State of Mind

Steven McNamara

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