Espaço-ideia de Alan Moore

Digamos: um espaço no qual os eventos mentais podem ocorrer, um espaço-ideia que é, talvez, universal. Nossas consciências individuais têm acesso a este vasto espaço universal. Tal como temos casas individuais, mas a rua do lado de fora da porta pertence a todos. É quase como se as ideias fossem ideias pré-existentes dentro deste espaço.

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Como seres humanos, habitamos dois mundos distintos e separados, duas paisagens. Habitamos o mundo físico, mas ao mesmo tempo sendo que nós só podemos experimentar verdadeiramente nossa percepção desse mundo, parece que na realidade nós mais vivemos em mundo puro de consciência e ideias. E me surpreendem os territórios que devem existir neste espaço mental que devem ser compostos inteiramente de ideias e conceitos. Em lugar de ilhas e continentes, deve haver grandes sistemas de crenças e filosofias. O marxismo pode ser uma ilha. As religiões judaico-cristãs podem constituir outras terras ou continentes.

As mentes humanas interagem, embora debilmente, de formas limitadas, com a espaço-ideia a cada momento do dia apenas para levar adiante nossas vidas diárias. Se quer realmente ideias únicas, se é um artista ou inventor ou alguém que trabalha com ideias únicas e novas, deverá submergir diretamente nos subterrâneos, na profundidade da espaço-ideia para encontrar essas ideias que nunca foram pensadas antes. (The Mindscape of Alan Moore)

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Honne e Tatemae (本音 建前) – a verdade oculta e a encenação


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L’Etoile de Mer (1928,Man Ray) poeme de Robert Desnos

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Antropocentrismo

A imoralidade do meio desqualifica o fim perseguido

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Esperança tem duas filhas lindas: a Raiva e a Coragem.

Raiva do estado das coisas e Coragem para mudá-lo. (Santo Agostinho)

“Não te deixes arder sobre o fogo de uma contemplação vã.” (Luis Buñuel – Simão do Deserto)

” A luz do Sol é o melhor é o melhor desinfetante” (Louis Brandeis)

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CONSUBSTANCIAÇÃO versus TRANSUBSTANCIAÇÃO – “isto é o meu corpo … isto é o meu sangue”


Uma das principais questões que são discutidas, entre o catolicismo e o protestantismo, é em relação a consubstanciação e a transubstanciação do sangue e do corpo de Cristo. Está primeira análise abordado o que representam estes termos e porque estes dois ramos do cristianismo utilizam de forma diferente uma celebração semelhante e ainda, porque um celebra a consubstanciação e o outro a transubstanciação.

Consubstanciação significa a união de dois ou mais corpos na mesma substância. É a presença de Cristo na Ceia, não literalmente como corpo e sangue no lugar do pão e do vinho, mas como presença que está na celebração.


Transubstanciação significa a mudança de uma substância noutra. É a transformação do pão e do vinho no corpo e no sangue de Cristo literalmente na Eucaristia.

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Ainda duas palavras merecem ser diferenciadas, que são a Ceia e a Eucaristia:

Ceia é um termo utilizado pelos protestantes se referindo a celebração que foi feita por Cristo pouco antes de Sua morte, e também à celebração que é feita atualmente pelos evangélicos em memória do que Cristo fez ao partir o pão e tomar o cálice, para celebrar a Sua ressurreição, como Salvador de muitos.

Eucaristia é o sacramento, que segundo a doutrina católica, contém realmente o corpo e o sangue de Cristo. Também como celebração da ressurreição de Cristo como Salvador.

Diante das definições dos termos acima, algumas coisas ficam mais claras. Quando, na definição do que é consubstanciação, utilizei o termo Ceia, foi com o único intuito de demonstrar que os protestantes são quem celebram a Ceia (enquanto os católicos celebram a Eucaristia) e ao utilizarem como elementos o pão e o vinho (ou suco de uva), não é crido que o pão e o vinho se transformam no corpo e no sangue de Cristo literalmente, mas é crido que a presença Dele está naquele lugar. Diferente porém, da Eucaristia celebrada pelo catolicismo, pois nesta celebração, a transubstanciação é a doutrina, e assim creem que o pão e o vinho estão literalmente transformados no corpo e no sangue de Cristo.

Agora a principal questão é fazer uma análise bíblica e ver o que as passagens que abordam estes termos demonstram:

Nos Evangelhos sinóticos1 (Mateus, Marcos e Lucas) tem uma referência à Ceia de forma semelhante, mas analisaremos o que diz Mateus.

Em Mateus 26:26-30 diz:

26 Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo.

27 A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos;

28 porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.

29 E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai.

30 E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.”

Os versículos 26 e 28 deixam claro quando dizem “isto é o meu corpo” e “isto é o meu sangue”, ou seja, a palavra isto se refere àquele momento específico, tomando o pão e o vinho como representações do Seu próprio corpo e sangue. E não se referindo literalmente, e mesmo que naquele momento fosse literal (o pão e o vinho transformados em corpo e sangue), o versículo 29 explica que “E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai.”

É bom lembrar que além da palavra isto está em português, temos também o texto grego (Textus Receptus) e latim (Vulgata), onde a palavra (isto) é τουτο no grego; e hoc no versículo 26 e hic est no versículo 28, no latim; e ambas significam (isto).

Portanto ainda que o corpo e o sangue de Cristo realmente estivessem na Ceia em que Ele realizou com os discípulos, fica claro para nós, que não podemos participar desta celebração, levando em consideração que o corpo e o sangue de Cristo estão literalmente transformados, pois Ele mesmo disse “desta hora em diante, não bebereideste fruto da videira”. Mas podemos fazê-lo como o apóstolo Paulo diz em 1 Coríntios 11:24 e 25 “24 e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim25 Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.”

Desta forma podemos celebrar a Ceia ou Eucaristia em memória de Cristo, mas não utilizando os elementos (pão e vinho) como se fossem a própria transubstanciação do corpo e do sangue de Cristo, pois não podemos beber do fruto da videira como algo literal, porque “não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai.”

1 Syn (juntamente) + ótico (ver) = ver juntos ou semelhantes, por isso são Evangelhos com relatos semelhantes sobre a vida de Jesus.

Versão Bíblica utilizada: Revista e Atualizada, segunda edição de João Ferreira de Almeida.

Fonte: Rafael H. G. Botelho

http://www.textosagrado.com.br/consubstanciacaoxtransubstanciacao.html

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Famous Head Icon Set

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Mysterious Mask Found in Matinhos – South Brazil

In 1992 a young diver and a friend were shore snorkeling around the”Morro do Boi” (a small mount by the Atlantic Ocean in Matinhos-PR-Brazil) when he saw something shinning at the bottom of the sea. It was a metal mask attached to a piece of rotten wood who had shattered when he tried to grab it. 

Photographs of the mask were sent to experts with no reply. In 2002 one of the photos of the mask appeared on the cover of a book called “Peabiru – Os Incas no Brasil, by Luiz Galdino”(1) linking the mask with a theory about Europeans visiting south Brazil around year 1000 a.D.

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The piece seems to be made out of brass with aproxmately 10cm x 25cm x 2cm, weighing around 1kg.

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It looks like someone wearing a helmet.

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(1) http://revistagalileu.globo.com/EditoraGlobo/componentes/article/edg_article_print/1,3916,530037-1719-3,00.html

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Transformators steampunk

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PhotoAtelier Galeria

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Folias no Tabuleiro – Carnaval de rua em Matinhos 2009

Destaque para os bonecos gigantes de São José dos Pinhais

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Esquisse pour “Le bonheur de vivre” – Sur le mur de ma chambre…

Esquisse pour "Le bonheur de vivre" - Henri Matisse -1906

Na altura em que pintou a Odalisca, as mãos ainda lhe obedeciam, mas quando isso começou a ser cada vez mais raro, optou por recortar os seus arabescos e foi assim, recortando e jogando com os gouaches découpés que Matisse produziu algumas das mais puras e belas obras de arte do seu tempo e porque não, de todos os tempos.

Odalisque with Red Culottes - Henri Matisse - 1921

After Matisse - Michael Thompson - Vogue Itália

Ramo de folhas - Henri Matisse - 1953

post: http://obelogue.blogspot.com/2008/07/ars-longa-vita-brevis-hipcrates-antes-e_31.html

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Perceptos por perto, Afectos ao longe – por Fluctuare

Esta entrada foi publicada em Ensaios por FluctuareLigação permanente.

Ontem, deitei-me após algumas leituras sobre afélio e periélio (Hélio, Sol), apogeu e perigeu (Gea, Terra), aposelene e periselene (Selene, Lua), e respectivos sufixos gregos: “apo” para longe e “peri” para perto, no que respeita à posição relativa de um astro ou satélite em órbita ao redor de outro.

O afélio da Terra marca o Verão. O seu periélio, o Inverno. É curioso que, quando a Terra está mais perto do Sol, faça mais frio…

O maior apogeu e o menor perigeu da Lua ocorrem em Fevereiro/Março (Primavera). O menor apogeu e o maior perigeu da Lua em Setembro (Outono).

“Apogeu” é sinónimo de plenitude, clímax, auge. “Perigeu” soa próximo de “perigo”. Que perigo nos traz a Primavera? Lembrar Hölderlin: «onde mora o perigo, cresce também o que salva». Não é esta frase sinónima daquela outra, de Heidegger: «Na ruína está presente, surdamente, a reconquista»? Será perigo os ovos que chocam, o não saber o que vem, o começar do zero?

Hoje, acordei com algo a insinuar-se no pensamento: na posição do afélio, o afecto; na posição do periélio, o percepto. Afélio-afecto: a máxima extensão e largura, máxima potência. Periélio-percepto: ver tão ao perto que há perigo de choque.

afelio-perielio

Pensar que, com excepção do Outono, que é um mundo de tons, tonalidades, uma estação tonal, todas as outras são variantes de “ver”, verdade: Prima-vera (“primeira verdade”), Ver-ão (aumentativo, “verdade maior”), In-ver-no (“verdade no interior”). A verdade no interior (contenção) é um gelo, comparando com a verdade que aumenta, se expande, e aquece. Perceptos gelados. Afectos calorosos.

http://flutuante.wordpress.com/2008/12/14/perceptos-por-perto-afectos-ao-longe/

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A arte conserva os perceptos e afectos

“O que se conserva, a coisa ou obra de arte, é um bloco de sensações, isto é, um composto de perceptos e afectos. Os perceptos não são mais percepções, são independentes do estado daqueles que os experimentam; os afetos não são mais sentimentos ou afecções, transbordam a força daqueles que são atravessados por eles.

“O que se conserva, de direito, não é o material, que constitui somente a condição de fato; mas, enquanto é preenchida esta condição (enquanto a tela, a cor ou a pedra não virem pó), o que se conserva em si é o percepto ou o afecto. Mesmo se o material só durasse alguns segundos, daria à sensação o poder de existir e de se conservar em si, na eternidade que coexiste com esta curta duração” (DELEUZE, 2007, p. 216).

As sensações, perceptos e afectos, são seres que valem por si mesmos e excedem qualquer vivido. Existem na ausência do homem, podemos dizer, porque o homem, tal como ele é fixado na pedra, sobre a tela ou ao longo das palavras, é ele próprio um composto de perceptos e afectos. A obra de arte é um ser de sensação, e nada mais: ela existe em si.”

Post:

DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Félix. O que é a filosofia? São Paulo: Ed. 34, 2005, p. 213.

http://dimensaoestetica.blogspot.com/2008/08/perceptos-afectos-e-conceitos.html

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